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Suécia investe milhões de coroas para retirar dispositivos digitais das salas de aula e retomar o ensino baseado em livros impressos

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 20/04/2026 às 23:09 Atualizado em 20/04/2026 às 23:13
Governo sueco reverte digitalização escolar com investimento massivo em livros físicos após queda no desempenho de leitura dos estudantes.
Governo sueco reverte digitalização escolar com investimento massivo em livros físicos após queda no desempenho de leitura dos estudantes.
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A estratégia de “digitalização total” nas escolas suecas está sendo substituída por um retorno ao papel e à escrita à mão para fortalecer a alfabetização básica.

O governo da Suécia anunciou um investimento de milhões de coroas suecas para reduzir o uso de iPads e computadores nas escolas e trazer de volta os livros didáticos físicos.

A decisão marca uma mudança drástica na política educacional do país, que anteriormente era um dos maiores entusiastas da digitalização no ensino básico. O novo plano prioriza a leitura em papel e a prática da escrita manuscrita como ferramentas essenciais para o desenvolvimento cognitivo dos alunos.

O recuo na digitalização escolar

A Ministra das Escolas da Suécia, Lotta Edholm, tem sido uma das vozes mais críticas à dependência excessiva de dispositivos digitais em crianças pequenas. Segundo o governo, a estratégia de trazer de volta os livros surge após o último relatório do PIRLS (Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização em Leitura) mostrar um declínio nas competências de leitura dos jovens suecos.

Embora o país ainda apresente resultados acima da média europeia, a queda gerou alertas sobre os impactos de longo prazo da substituição do material impresso.

O financiamento estatal será destinado à compra de livros didáticos para garantir que cada aluno tenha acesso a um exemplar físico por disciplina. Especialistas em educação argumentam que o foco excessivo em telas pode ter prejudicado a capacidade de concentração e a compreensão profunda de textos complexos.

A iniciativa de trazer de volta os livros visa restabelecer o equilíbrio entre as ferramentas tecnológicas modernas e os métodos tradicionais de ensino que comprovadamente auxiliam na retenção de informações.

Impactos cognitivos e pedagógicos

Estudos citados por autoridades de saúde e educação suecas sugerem que a leitura em papel promove uma melhor compreensão textual do que a leitura em telas digitais. Além disso, a troca de teclados por canetas nas fases iniciais da alfabetização é vista como fundamental para o desenvolvimento da coordenação motora e da memória.

Ao trazer de volta os livros, as escolas pretendem diminuir o tempo de exposição dos estudantes à luz azul e às distrações inerentes aos aplicativos e internet.

A transição para o ambiente digital foi realizada de forma acelerada nos últimos anos, muitas vezes sem a devida comprovação científica de seus benefícios pedagógicos. Agora, os professores estão sendo incentivados a utilizar o material impresso como a base principal de suas aulas, deixando os dispositivos digitais para atividades específicas e limitadas. O movimento de trazer de volta os livros busca resgatar o papel do professor como o mediador principal do conhecimento, auxiliado por recursos físicos palpáveis.

Custos e implementação da nova política

Para viabilizar a mudança, o governo sueco alocou cerca de 685 milhões de coroas em 2023, com planos de aumentar esse valor nos anos seguintes. Esse orçamento é exclusivo para a distribuição de material didático impresso e para a formação de educadores sobre como integrar o papel nas rotinas escolares modernas.

A estratégia de trazer de volta os livros é acompanhada por uma revisão curricular que reduz a obrigatoriedade do uso de tecnologias digitais na educação infantil.

A medida tem recebido apoio de associações de pais e de médicos pediatras, que alertam sobre os riscos do sedentarismo e da fadiga ocular precoce. Embora a tecnologia continue presente na sociedade, a Suécia decidiu que a sala de aula deve ser um espaço de preservação da leitura tradicional.

Com a implementação de trazer de volta os livros, o país nórdico estabelece um precedente global sobre os limites da tecnologia na formação das novas gerações.

Com informações Zme Science

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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