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Governo Lula vai abater dívidas das famílias brasileiras com descontos de até 90%; ministro revela quando Lula anunciará o programa

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 13/04/2026 às 22:02 Atualizado em 13/04/2026 às 22:05
Governo Lula prepara Desenrola 2.0 com descontos de até 90% para renegociar dívidas e reduzir inadimplência entre famílias de baixa renda no Brasil.
Governo Lula prepara Desenrola 2.0 com descontos de até 90% para renegociar dívidas e reduzir inadimplência entre famílias de baixa renda no Brasil.
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Novo programa de renegociação de dívidas mira famílias de baixa renda e promete descontos elevados, com anúncio previsto após viagem internacional do presidente, enquanto governo tenta conter avanço do endividamento e ampliar acesso a condições mais favoráveis de crédito no país.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em declaração feita nesta segunda-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá anunciar, após viagem oficial à Europa, um novo programa federal de renegociação de dívidas voltado às famílias brasileiras, com previsão de descontos que podem chegar a até 90% do valor devido.

Recentemente, o portal CPG tratou sobre o assunto, mas, à época, a proposta, ainda em fase de elaboração dentro da equipe econômica, não tinha uma data para ser anunciada. Agora, conforme o ministro, a ideia é a apresentação pública após o retorno do presidente ao Brasil.

A sinalização foi feita nesta segunda-feira, durante agenda em São Paulo, onde o ministro indicou que se reuniria com Lula para tratar dos últimos ajustes do programa.

A expectativa, segundo ele, é que a medida esteja pronta para anúncio logo depois da viagem internacional, que inclui compromissos na Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 17 e 21 de abril de 2026.

Programa Desenrola 2.0 e renegociação de dívidas no Brasil

A iniciativa, tratada internamente como uma nova etapa do programa Desenrola, surge em meio ao aumento do endividamento das famílias brasileiras e à tentativa do governo de reduzir a pressão financeira sobre o orçamento doméstico.

A estratégia também dialoga com o atual cenário de juros, com a equipe econômica defendendo condições mais acessíveis para consumidores e pequenas empresas.

Como deve funcionar o novo programa de renegociação

Apesar da sinalização política, o formato final do programa ainda não foi oficialmente divulgado, e parte das informações disponíveis até agora vem de apurações de bastidores e declarações preliminares.

Entre os pontos em análise está a concessão de descontos expressivos, podendo alcançar até 90%, dependendo do tipo de débito e da negociação com credores.

Outro eixo central envolve a criação de mecanismos que evitem o retorno ao endividamento elevado.

Nesse contexto, o governo avalia impor restrições para beneficiários durante o período de pagamento das dívidas renegociadas, como limitações ao uso de crédito rotativo e cheque especial, além de possíveis barreiras ao acesso a plataformas de apostas online.

A estrutura de financiamento também segue em discussão dentro da equipe econômica.

Há estudos para utilização de garantias públicas que reduzam o risco das instituições financeiras, o que pode facilitar a adesão de bancos e ampliar os descontos oferecidos nas renegociações.

Público-alvo do programa e critérios em análise

A proposta deverá priorizar famílias de baixa renda, especialmente aquelas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

Ainda assim, há avaliações internas sobre a possibilidade de ampliar o alcance para grupos com renda um pouco mais elevada, dependendo do modelo final adotado.

O governo busca repetir a lógica social do Desenrola original, que teve foco em consumidores negativados e com menor acesso a crédito formal.

No entanto, critérios como limite de renda, tipos de dívida incluídos e condições exatas de pagamento ainda não foram confirmados em ato oficial.

Essa indefinição exige cautela na interpretação de detalhes divulgados até o momento, já que parte das regras pode sofrer alterações até a publicação formal do programa, possivelmente por meio de medida provisória.

Endividamento das famílias brasileiras atinge nível recorde

A discussão sobre o novo programa ocorre em um cenário de endividamento recorde no país.

Em março de 2026, levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo apontou que 80,4% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida, o maior índice já registrado pela série histórica.

Esse indicador, porém, representa o total de famílias com compromissos financeiros, incluindo aquelas com pagamentos em dia.

Já a parcela de consumidores com contas em atraso ficou em 29,6%, enquanto 12,3% declararam não ter condições de quitar as dívidas vencidas.

Os dados evidenciam a pressão persistente sobre o orçamento das famílias, especialmente entre os grupos de menor renda, que enfrentam maior exposição a juros elevados e modalidades de crédito mais onerosas.

Esse contexto tem sido utilizado pelo governo como justificativa para acelerar a formulação de uma nova política de renegociação.

Viagem de Lula à Europa antecede anúncio do programa

A agenda internacional do presidente Lula inclui compromissos estratégicos com autoridades e empresários europeus, com passagens por Barcelona, Hannover e Lisboa.

Segundo o Palácio do Planalto, a viagem tem como objetivo fortalecer relações comerciais e institucionais, além de ampliar parcerias econômicas.

É após esse retorno que o governo pretende apresentar oficialmente o programa de renegociação, já com definição mais clara sobre regras, público-alvo e condições oferecidas.

A equipe econômica trabalha para alinhar o anúncio a uma narrativa de estímulo à recuperação financeira das famílias, em um momento de desafios para o consumo interno.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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