Buscas mobilizam barcos, aeronaves e equipes especializadas após desaparecimento de cinco italianos em mergulho profundo nas Maldivas; autoridades classificam missão como uma das mais perigosas já realizadas no arquipélago turístico
O governo das Maldivas iniciou uma operação de resgate de alto risco após o desaparecimento de cinco mergulhadores italianos durante uma exploração submarina no Atol de Vaavu, uma das regiões mais conhecidas do arquipélago localizado no Oceano Índico. A tragédia rapidamente ganhou repercussão internacional e já é considerada pelas autoridades locais como o pior acidente de mergulho da história do país.
A informação foi divulgada por “g1”, com base em dados do Ministério das Relações Exteriores da Itália, da Guarda Costeira das Maldivas e de autoridades locais envolvidas nas buscas. Além disso, veículos internacionais destacaram que as vítimas participavam de uma expedição em cavernas submarinas localizadas a aproximadamente 50 metros de profundidade.
Segundo o governo italiano, os mergulhadores desapareceram após entrarem em uma caverna subaquática extremamente profunda e de difícil acesso. Desde então, equipes especializadas trabalham em uma missão considerada extremamente perigosa, principalmente pelas condições do local e pelas limitações técnicas enfrentadas até mesmo por mergulhadores profissionais de resgate.
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Operação de resgate mobiliza barcos, aeronaves e mergulhadores especializados

As buscas começaram ainda na quinta-feira (14), quando o grupo não retornou à superfície após um mergulho realizado próximo à ilha de Alimathaa, uma das áreas turísticas mais famosas das Maldivas para prática de mergulho profissional.
Logo após o desaparecimento, o governo das Maldivas acionou uma grande força-tarefa. A operação incluiu embarcações, aeronaves, equipes da Guarda Costeira e mergulhadores experientes em cavernas submarinas profundas.
Entretanto, as autoridades admitiram que o cenário encontrado é extremamente complexo. O porta-voz da presidência das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, afirmou que a profundidade da caverna representa um enorme desafio técnico.
“A caverna é tão profunda que mergulhadores, mesmo com os melhores equipamentos, não se aventuram a entrar”, declarou o representante do governo.
Além disso, as condições climáticas dificultaram ainda mais a operação. Havia alerta amarelo de mau tempo em vigor no momento do acidente, e as equipes precisaram suspender temporariamente as buscas durante parte da tarde de sexta-feira (15).
Apesar disso, mergulhadores especializados conseguiram realizar uma primeira descida para avaliar o acesso ao interior da caverna. No entanto, até a última atualização, quatro pessoas ainda permaneciam desaparecidas.
Um dos integrantes do grupo foi encontrado morto ainda na quinta-feira, reforçando o temor das autoridades de que os demais mergulhadores também tenham ficado presos no interior da formação subaquática.
Quem eram os mergulhadores desaparecidos nas Maldivas
O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou oficialmente as identidades das vítimas envolvidas no acidente de mergulho nas Maldivas. Entre os desaparecidos estavam pesquisadores, professores universitários e instrutores profissionais de mergulho.
As vítimas identificadas são:
- Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
- Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica;
- Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
- Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho de Pádua;
- Federico Gualtieri, instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.
As informações foram divulgadas pela agência italiana Ansa e confirmadas pelo governo da Itália.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores italiano informou que a Embaixada da Itália no Sri Lanka entrou em contato com os familiares das vítimas para prestar assistência consular e apoio emergencial.
O embaixador italiano nas Maldivas também participou diretamente das operações de busca, acompanhando os trabalhos a bordo de uma das embarcações mobilizadas na região do acidente.
Cavernas submarinas profundas elevam risco de acidentes fatais
As cavernas submarinas estão entre os ambientes mais perigosos do mergulho técnico no mundo. Diferentemente do mergulho recreativo convencional, esse tipo de exploração exige treinamento avançado, equipamentos específicos e planejamento extremo.
Além disso, fatores como baixa visibilidade, corredores estreitos, mudanças repentinas de pressão e dificuldade de orientação aumentam significativamente o risco de acidentes fatais.
No caso das Maldivas, as autoridades acreditam que o grupo explorava uma área extremamente profunda, localizada a cerca de 50 metros abaixo da superfície. Esse tipo de profundidade já exige protocolos avançados de descompressão e consumo rigoroso de oxigênio.
Especialistas explicam que, em ambientes de caverna, qualquer erro pode se tornar fatal em poucos minutos. Isso porque o acesso à superfície não ocorre de forma direta, dificultando resgates rápidos.
Além disso, o clima ruim registrado no dia do acidente provavelmente agravou ainda mais as condições do mergulho.
Maldivas estudam pedir ajuda internacional para buscas
Diante da complexidade da operação, o governo das Maldivas informou que avalia solicitar ajuda internacional para ampliar as buscas e tentar acessar áreas ainda inalcançáveis da caverna submarina.
Segundo autoridades locais, o acidente já é tratado como o mais grave da história do mergulho no arquipélago.
As Maldivas possuem 1.192 ilhas de coral espalhadas ao longo de aproximadamente 800 quilômetros no Oceano Índico. O país se tornou um dos destinos mais desejados do planeta para turismo de luxo e mergulho profissional, principalmente por causa das águas cristalinas, vida marinha abundante e formações submarinas raras.
Entretanto, justamente por reunir áreas remotas e cavernas profundas, o arquipélago também apresenta riscos elevados para mergulhadores experientes.
O levantamento das equipes de resgate segue em andamento, enquanto investigadores tentam entender exatamente o que aconteceu durante a expedição que terminou em tragédia.
A informação foi divulgada por “g1”, com dados do Ministério das Relações Exteriores da Itália, autoridades das Maldivas e da agência AFP, que acompanha os desdobramentos da operação internacional de busca.
Você teria coragem de explorar cavernas submarinas profundas como essas das Maldivas ou considera esse tipo de mergulho perigoso demais?

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