O carro elétrico GAC Aion UT estreia no Brasil a partir de R$ 135.990, com motor de 204 cavalos, câmera 360 mesmo na versão de entrada e até 310 km de autonomia na versão topo. Maior que o BYD Dolphin, ele chega para disputar diretamente com BYD e Dilly no segmento de elétricos acessíveis.
Um novo carro elétrico desembarcou no Brasil para mexer com o segmento de veículos acessíveis: o GAC Aion UT. Lançado a partir de R$ 135.990, preço promocional válido até 15 de junho, já com desconto de R$ 4.000 e um ano de seguro grátis, o modelo chega com uma proposta agressiva, oferecendo motor elétrico dianteiro de 204 cavalos já na versão de entrada e dimensões maiores do que as de concorrentes diretos como o BYD Dolphin.
A estratégia da GAC é clara: incomodar as conterrâneas chinesas BYD e Dilly, que já estão estabelecidas no mercado brasileiro. Com duas versões disponíveis, o carro elétrico parte de R$ 135.990 na configuração Premium e chega a R$ 159.990 na versão Elite, esta com bateria maior, mais equipamentos e autonomia de até 310 km. O posicionamento de preço coloca o Aion UT em rota de colisão direta com o BYD Dolphin GS (a partir de R$ 149.990) e com o Dilly EX2 (topo de linha em R$ 136.000).
Um carro elétrico maior que os rivais

Um dos principais trunfos do GAC Aion UT é o tamanho. Construído sobre a plataforma 2.0 da GAC, a mesma usada na minivan Aion Y, o modelo tem 4,27 metros de comprimento e impressionantes 2,75 metros de entre-eixos. Para efeito de comparação, o BYD Dolphin GS tem 4,12 metros de comprimento e 2,70 metros de entre-eixos, enquanto o Dilly EX2 fica em 4,13 metros.
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Os números colocam o Aion UT numa posição confortável dentro da categoria. O entre-eixos de 2,75 metros supera até o de um Toyota Corolla sedã, que tem 2,70 metros, e um Corolla híbrido custa cerca de R$ 200.000. A largura também chama atenção: são 1,85 metro, contra 1,77 metro do Dolphin GS, referência do segmento. Para quem busca espaço interno num carro elétrico de preço acessível, esses centímetros a mais fazem diferença prática.
Potência e autonomia: o que esperar das baterias

Independentemente da versão escolhida, o GAC Aion UT entrega 204 cavalos de potência com seu motor elétrico dianteiro, a maior potência que se encontra, por exemplo, num BYD Dolphin Plus, mas que aqui vem desde a configuração de entrada. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 7,3 segundos, número respeitável para um carro elétrico desse posicionamento.
A diferença entre as versões está nas baterias e na autonomia. A versão Premium, mais barata, vem com bateria de 44,3 kWh, autonomia de 253 km e carregamento de até 64 kW. Já a versão Elite traz bateria de 60 kWh, autonomia de até 310 km e carregamento mais rápido, de 87 kW. Ambas usam baterias de lítio ferro fosfato (LFP), conhecidas pela durabilidade e segurança. Vale notar que há uma diferença de peso significativa entre as versões: a Elite pesa cerca de 1.700 kg, enquanto a Premium fica em pouco mais de 1.500 kg.
Equipamentos: o que vem de série e o que falta

Mesmo na versão de entrada, o GAC Aion UT surpreende em alguns itens. A câmera 360 graus está presente desde a Premium, recurso que nem todos os concorrentes oferecem na configuração básica, além de sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, rodas de liga leve aro 17, faróis full LED com farol alto automático e uma tela multimídia de 14,5 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O porta-malas tem 340 litros, chegando a mais de 1.500 litros com os bancos rebatidos, e o carro ainda traz estepe, item que muitos elétricos dispensam.
Por outro lado, a versão de entrada faz algumas concessões esperadas pelo preço. Não há banco elétrico, teto solar panorâmico, carregador de celular por indução nem o pacote de assistências ADAS, todos esses itens ficam reservados à versão Elite. O acabamento interno também aposta em plásticos sem revestimento soft touch em boa parte do painel e das portas, uma característica comum em elétricos chineses de entrada. Em compensação, os bancos foram bastante elogiados pela qualidade e conforto, comparáveis aos de carros de categoria superior.
Os pontos que merecem atenção

Nem tudo no GAC Aion UT é vantagem, e alguns detalhes merecem ponderação antes da compra. Apesar do entre-eixos generoso de 2,75 metros, o espaço para as pernas no banco traseiro não corresponde totalmente ao tamanho externo do carro. Isso acontece porque o painel é bastante longo, o trecho entre o para-brisa e o fim do painel ocupa bastante espaço dianteiro, comprometendo um pouco o aproveitamento interno traseiro.
A suspensão também revela a construção de custo contido. O Aion UT usa suspensão McPherson na dianteira e barra de torção na traseira (e não independente), com freios a disco nas quatro rodas. Há ainda detalhes de economia, como a ausência de iluminação no porta-luvas, a falta de tomadas USB para os passageiros traseiros e, na versão de entrada, a tampa do porta-malas com abertura manual. São concessões compreensíveis pelo preço, mas que o comprador precisa conhecer antes de decidir.
A guerra dos elétricos chineses no Brasil
A chegada do GAC Aion UT intensifica uma disputa que já estava acirrada entre as montadoras chinesas no Brasil. BYD e Dilly construíram presença sólida no mercado nacional de carro elétrico, e a GAC entra agora com uma proposta de oferecer mais tamanho e potência por um preço competitivo, tentando conquistar espaço num segmento em expansão acelerada.
O resultado dessa briga tende a beneficiar o consumidor. Quanto mais concorrência entre as marcas, maior a pressão por preços melhores, mais equipamentos e melhores condições de compra. O Aion UT ainda precisa provar seu valor nas ruas, o comportamento dinâmico, o consumo real e a rede de assistência serão decisivos, mas sua estreia já mostra que o mercado brasileiro de elétricos acessíveis está mais disputado do que nunca. Para quem pensa em migrar para um carro elétrico, é um bom momento para comparar opções.
Você trocaria seu carro atual por um carro elétrico como o GAC Aion UT, ou ainda tem receio das marcas chinesas? Acha que ele tem argumentos para superar o BYD Dolphin e o Dilly EX2? E qual versão você escolheria, a mais barata ou a topo de linha com mais autonomia? Deixa sua opinião nos comentários!


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