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Furnas construirá as próprias usinas solares para sustento elétrico

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 03/07/2019 às 01:00 Atualizado em 02/07/2019 às 21:28

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Furnas anunciou nesta segunda-feira, 1 de julho, a construção de suas primeiras usinas solares para sustento elétrico.

Serão três usinas fotovoltaicas de potencial nominal de 1MW cada, que serão construídas em áreas próxima à UHE Anta, no rio Paraíba do Sul, divisa entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, para o consumo próprio de Furnas. A empresa informa que o objetivo do projeto é reduzir em aproximadamente 40% os gastos anuais com energia elétrica no escritório central da companhia, no Bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, no qual se concentra o maior consumo de energia entre todas as operações da companhia.

As usinas de energia solar custará um investimento de R$ 11,160 milhões a companhia, e seu início da geração comercial está previsto para o primeiro trimestre de 2020.

Segundo Rodrigo Calixto, superintendente de empreendimentos de geração de Furnas, o plano da empresa é bem ousado, o objetivo é ampliar o projeto de geração de energia solar para atender a outras áreas de Furnas. “Já temos um projeto para uma segunda planta no interior do Rio de Janeiro, em uma área de atuação da Enel. Depois a ideia é expandir a geração fotovoltaica para Minas Gerais, São Paulo e demais áreas onde atuamos. Queremos zerar a conta de luz nas unidades de Furnas”, explica o executivo.

Apesar de a área de abrangência de Furnas ser grande, o executivo garante que há dinheiro em caixa para tirar os projetos do papel. Isso porque, segundo ele, o investimento em cada unidade fotovoltaica não é tão elevado.

O executivo explica a razão de Furnas ter decidido agora se aproximar da geração fotovoltaica. Segundo ele, essa foi uma forma de ganhar experiência em uma modalidade onde a companhia ainda não atua. “Historicamente, atuamos com hidrelétricas e já tivemos experiência em eólicas. Agora, o futuro sinaliza que boa parte da expansão do setor elétrico vai ser por meio da energia solar. Os planos decenais indicam essa tendência e os leilões têm registrado um grande número de projetos inscritos de energia fotovoltaica”, informa.

No entanto, o executivo pondera que a energia fotovoltaica não está na base do negócio, mas se posiciona como uma fonte complementar.
Consórsio responsável

A obra desse primeiro projeto será executada pelo consórcio Kyo-Green, do qual fazem parte a Kyoservice e a Solergy. A licitação foi vencida com um deságio de cerca de 20% em relação ao valor orçado. Esse projeto foi a primeira concorrência de Furnas segundo o modelo de contratação integrada, prevista na Lei nº13.303/2016.

Segundo o texto, o consórcio vencedor será responsável pela execução completa, desde a fase de projeto básico até o término da obra e início da operação comercial.

Furnas é uma empresa de economia mista federal, tem capital fechado e seu controle está nas mãos da Eletrobras. Sua atuação se divide entre geração, transmissão e comercialização de energia elétrica. Hoje, a companhia atua em 16 estados e no Distrito Federal. Seu sistema é composto por 21 usinas hidrelétricas e duas termelétricas — próprias e em parceria com outras empresas. Ao todo, sua operação conta com cerca de 29 mil quilômetros de linhas de transmissão e 75 subestações

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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