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Frota flex do Governo de Minas passa a usar etanol no lugar da gasolina, visando reduzir emissões de carbono, fortalecer biocombustíveis e avançar na agenda de sustentabilidade

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 26/12/2025 às 18:11
Veículo flex sendo abastecido com etanol em posto de combustível, destacando o uso de biocombustível como alternativa à gasolina na frota pública.
Frota flex do Governo de Minas passa a usar etanol no lugar da gasolina, visando reduzir emissões de carbono, fortalecer biocombustíveis e avançar na agenda de sustentabilidade/ Imagem Ilustrativa
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Governo de Minas Gerais conclui mudança no abastecimento da frota flex, amplia uso de etanol, reduz dependência da gasolina e reforça políticas públicas de sustentabilidade e baixo carbono

Em 2025, o Governo de Minas Gerais concluiu a transição energética do abastecimento da frota flex oficial, substituindo a gasolina pelo etanol como combustível prioritário. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MG) e integra a política estadual de incentivo aos biocombustíveis “Na Hora de Abastecer, Escolha o Etanol”, que faz parte do Plano Estadual de Ação Climática (PLAC).

Segundo matéria publicada pela Agência Minas nesta sexta-feira (26), a mudança posiciona Minas Gerais como referência nacional em gestão pública sustentável, ao unir redução de emissões de gases de efeito estufa, estímulo à economia verde e uso mais eficiente dos recursos públicos. Entre junho e outubro de 2025, 90% dos abastecimentos dos veículos flex da frota estadual passaram a ser feitos com etanol, segundo dados oficiais da Seplag-MG.

Frota flex do Governo de Minas Gerais e a redução das emissões de carbono

Além disso, o Estado alcançou um marco relevante ao garantir que 75% de todo o volume de combustível utilizado pela administração pública tenha origem renovável, resultado direto da política de transição energética aplicada à frota. A adoção do etanol no abastecimento da frota flex do Governo de Minas Gerais está alinhada às metas climáticas assumidas pelo Estado.

O combustível renovável é reconhecido por apresentar menor impacto ambiental quando comparado à gasolina, especialmente no que se refere às emissões de gases de efeito estufa ao longo de seu ciclo de vida.

A iniciativa vai além da substituição de um combustível por outro. Ela representa uma mudança estrutural na forma como o Estado conduz sua política de mobilidade e logística. Ao priorizar o etanol, o governo reduz sua dependência de combustíveis fósseis e fortalece uma cadeia produtiva estratégica para Minas Gerais.

Esse movimento também contribui para a melhoria da qualidade do ar, especialmente em áreas urbanas, e reforça o compromisso do Estado com a saúde pública e o desenvolvimento sustentável.

Etanol substitui gasolina no abastecimento da frota flex estadual

A transição do abastecimento da frota flex foi viabilizada pelo modelo de Gestão Total dos Abastecimentos (GTA), sistema que coordena 77 postos próprios distribuídos em 66 municípios mineiros. Esse modelo garante controle rigoroso do consumo, padronização dos procedimentos e maior transparência na gestão dos recursos públicos.

Com o GTA, o Governo de Minas Gerais conseguiu ampliar rapidamente o uso do etanol, reduzindo de forma consistente o consumo de gasolina sem comprometer a operação dos serviços públicos essenciais.

O resultado foi uma transição eficiente, mensurável e escalável, que pode servir de referência para outros estados e municípios brasileiros interessados em adotar políticas semelhantes.

Biocombustíveis e sustentabilidade na agenda do Governo de Minas Gerais

A priorização do etanol na frota flex faz parte de uma agenda mais ampla de sustentabilidade conduzida pelo Governo de Minas Gerais. Em 2025, o Estado consolidou uma série de ações voltadas à mitigação das mudanças climáticas, à economia de recursos e à modernização da gestão pública.

O incentivo aos biocombustíveis está diretamente ligado às diretrizes do PLAC, que estabelece metas para redução de emissões e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. O uso do etanol fortalece o setor sucroenergético, pode gerar empregos e estimular a inovação tecnológica no campo das energias renováveis.

Além disso, Minas Gerais possui tradição na produção de etanol, o que favorece o abastecimento regional, reduz custos logísticos e amplia os benefícios econômicos da política pública.

Energia limpa e mercado livre fortalecem a política ambiental

A agenda de sustentabilidade do Governo de Minas Gerais não se limita ao setor de transportes. Em 2025, a Seplag-MG realizou uma consulta pública estratégica para a contratação de energia elétrica proveniente de fontes renováveis, como solar, eólica, biomassa e hidrelétrica, no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

O objetivo é migrar unidades estaduais de média tensão para o mercado livre de energia, buscando previsibilidade orçamentária, redução de custos e menor dependência de fontes fósseis.

Essa iniciativa integra o Projeto Energia Verde (PEV) e complementa a política de substituição da gasolina pelo etanol na frota. A lógica é integrada: menos combustíveis fósseis, mais fontes renováveis em todas as frentes da administração pública.

Compras públicas de baixo carbono ampliam impacto econômico

Outro pilar da política ambiental mineira é o poder de compra do Estado. Com cerca de R$ 3 bilhões anuais em aquisições, o Governo de Minas Gerais firmou um Acordo de Cooperação Técnica com o Instituto Jataí para estruturar uma estratégia de compras públicas de baixo carbono.

A proposta é utilizar o volume de compras governamentais como instrumento de indução da economia verde, estimulando fornecedores a adotarem práticas mais sustentáveis. Essa estratégia amplia o impacto da transição da frota flex, pois leva os princípios ambientais para toda a cadeia produtiva. Quando o Estado muda seus padrões de consumo, ele influencia o mercado e acelera a adoção de soluções sustentáveis.

Economia circular e reaproveitamento de materiais

No campo da economia circular, a Seplag-MG lançou a Bolsa 2.0 – Reutilize Materiais, uma plataforma digital que permite a doação e o reaproveitamento de móveis e equipamentos entre órgãos públicos.

A iniciativa reduz desperdícios, diminui a necessidade de novas aquisições e prolonga a vida útil dos bens públicos. Essa lógica de reaproveitamento dialoga diretamente com a política da frota flex, ao promover uma cultura administrativa baseada no uso racional de recursos. Sustentabilidade, nesse contexto, envolve tanto a escolha do etanol quanto a redução do descarte e do consumo excessivo.

Normas sustentáveis fortalecem a gestão pública do Governo de Minas Gerais

O Decreto Estadual nº 48.938/2024 consolidou critérios de sustentabilidade nas contratações públicas, orientando gestores a priorizarem produtos e serviços que utilizem água e energia de forma mais eficiente ou que reduzam emissões de poluentes.

A Seplag-MG também revisou manuais de compras sustentáveis, incorporando avanços tecnológicos e boas práticas ambientais. Essas medidas garantem que a transição da frota flex para o etanol seja acompanhada por mudanças estruturais, evitando ações isoladas e de curto prazo.

Trânsito, saúde pública e gestão eficiente de veículos

O compromisso ambiental do Governo de Minas Gerais também se reflete na gestão de veículos apreendidos. O programa Pátio Zerado, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), viabilizou o leilão de veículos que permaneciam por anos em pátios públicos.

No projeto piloto, 1.556 veículos foram destinados ao leilão, reduzindo riscos à saúde pública, como focos de dengue, e transformando ativos depreciados em receita. A iniciativa reforça a lógica de eficiência e sustentabilidade que orienta a política da frota flex estadual.

Frota Flex: um novo padrão de gestão pública sustentável em Minas Gerais

A substituição da gasolina pelo etanol no abastecimento da frota flex do Governo de Minas Gerais marca um avanço concreto na política ambiental do Estado. A iniciativa demonstra que é possível reduzir emissões de carbono, fortalecer biocombustíveis e manter eficiência operacional.

Ao integrar ações em transporte, energia, compras públicas e economia circular, Minas Gerais consolida um modelo de gestão pública alinhado aos desafios climáticos do presente e do futuro. A experiência mineira mostra que sustentabilidade pode ser prática, mensurável e replicável, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a sociedade.

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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