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Frente fria avança ao Sul do Brasil neste domingo com chuva de até 150 mm e nova massa polar derruba temperatura em três estados

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 17/05/2026 às 06:00
Atualizado em 17/05/2026 às 06:02
Frente fria avança ao Sul do Brasil neste domingo com chuva de até 150 mm
Frente fria avança ao Sul do Brasil neste domingo com chuva de até 150 mm
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Domingo (17) tem chuva volumosa, vento forte e ingresso de ar seco e frio pelo Nordeste da Argentina, com risco de geada em estados do Sul e perda térmica anunciada por MetSul, INMET e Climatempo

A frente fria sul do brasil avança neste domingo, 17 de maio de 2026.

Conforme a meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, áreas críticas do Paraná, do sul do Mato Grosso do Sul e do oeste de São Paulo podem registrar volumes de 100 a 150 milímetros até segunda.

Em paralelo, uma nova massa de ar polar ingressa pelo Nordeste da Argentina e pelo Paraguai. Por isso, o Rio Grande do Sul deve sentir ar seco e frio ainda no fim do domingo.

Segundo a Agência Brasil, em boletim do INMET, o Rio Grande do Sul pode acumular cerca de 50 milímetros.

Em Santa Catarina, sul do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul, o instituto fala em volumes próximos de 40 milímetros nos picos de chuva.

Frente fria sul do brasil: volumes por região

A faixa mais volumosa se concentra entre o oeste de São Paulo, o sul do Mato Grosso do Sul, o Paraná e o norte de Santa Catarina.

Na maior parte dos municípios, a estimativa fica entre 50 e 100 milímetros, com pontos críticos chegando a 150 milímetros nas próximas 48 horas, segundo a MetSul.

Na prática, isso significa volumes equivalentes ao esperado para todo o mês em algumas localidades, concentrados em menos de três dias.

Para entender a escala: 150 milímetros equivalem a 150 litros de água por metro quadrado.

Em zonas urbanas com solo impermeabilizado, esse acúmulo basta para causar transbordamento de bueiros e alagamento de vias.

Além disso, há expectativa de rajadas elevadas. Conforme boletim do portal Terra, áreas do Rio Grande do Sul podem ter ventos próximos de 90 quilômetros por hora na região metropolitana de Porto Alegre.

No litoral gaúcho, a previsão fica na faixa de 70 quilômetros por hora.

Frente fria sul do brasil: queda de temperatura e geada

O ingresso da nova massa polar derruba os termômetros já no fim do domingo. Conforme o INMET, as máximas no sul e oeste do Rio Grande do Sul devem ficar em torno de 15 graus.

Na Serra Catarinense, as máximas previstas giram em torno de 12 graus, com mínimas próximas de zero em municípios de altitude elevada. Por isso, defesas civis monitoram desde sexta.

De acordo com o INMET, o risco de geada se espalha por várias áreas:

  • Sudoeste do Paraná: risco alto na madrugada de segunda-feira
  • Centro-oeste de Santa Catarina: risco alto, especialmente em altitudes elevadas
  • Todo o Rio Grande do Sul: risco moderado a alto na metade sul
  • Sudoeste do Mato Grosso do Sul: risco baixo a moderado

Para ter uma ideia, o sistema anterior, no início de maio, derrubou Curitiba a 2,5 graus, a menor temperatura registrada na capital paranaense em 2026, segundo a Climatempo.

Naquela onda, 26 cidades do Sul tiveram leituras abaixo de zero. As mínimas chegaram a -3,3 graus em São Joaquim e -3,1 graus em Urupema, ambas em Santa Catarina.

Conforme a CNN Brasil, com dados de Climatempo e INMET, a friagem amazônica deve voltar a se manifestar nesta semana. Em Rio Branco, no Acre, a previsão é de mínima próxima de 18 graus.

Chuva intensa em Porto Alegre durante avanço da frente fria sul do brasil
Chuva em Porto Alegre durante o avanço da frente fria sobre o Rio Grande do Sul em maio de 2026.

Cidades em alerta

O eixo de risco pega áreas povoadas e zonas agrícolas estratégicas. No Paraná, entram no radar Maringá, Londrina, Cascavel, Foz do Iguaçu e a Região Metropolitana de Curitiba.

Em Santa Catarina, o foco está no norte do estado, com Joinville e Blumenau no centro da faixa de chuva. Em São Paulo, a instabilidade pega o oeste paulista.

Por outro lado, Mato Grosso e Goiás centrais devem ficar fora da pior parte. Apenas pancadas isoladas são esperadas no fim do domingo.

No Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Santa Maria entram no radar de ventos fortes. Segundo a previsão do AccuWeather, a capital gaúcha terá máximas em torno de 17 graus.

Defesa civil em sobreaviso

O INMET emitiu avisos para chuvas intensas, pancadas com trovoadas, rajadas de vento, queda acentuada de temperatura e formação de geada.

Em comparação com a onda do início do mês, esta passagem traz menos potencial de recorde de temperatura, mas mais volume de chuva no oeste do Sul e no oeste paulista.

Por isso, o foco operacional das prefeituras está em alagamentos urbanos, deslizamentos em encostas e quedas de árvores. A janela mais crítica é a tarde de domingo.

De acordo com defesas civis locais, recomenda-se evitar vias com histórico de alagamento, manter aparelhos eletrônicos desconectados em zonas com descargas atmosféricas e reforçar a fixação de telhados leves.

Imagem de satélite mostra avanço da frente fria sul do brasil sobre a região Sul
Imagem de satélite mostra avanço de massa de nuvens densas sobre a região Sul do Brasil.

Impactos na agricultura

A safra de trigo no Paraná e no Rio Grande do Sul está em fase de plantio e desenvolvimento inicial.

Por isso, a combinação de chuva forte seguida de geada pode reduzir a taxa de germinação em áreas mais afetadas.

De fato, técnicos da rede agro do Sul alertam que a passagem de frentes intensas em maio costuma adiar o plantio em duas a três semanas.

Outro setor em alerta é o do leite. Em rebanhos do oeste catarinense, quedas bruscas reduzem a produtividade do dia seguinte e elevam o consumo de energia em ordenhadeiras.

Por outro lado, a chuva volumosa recarrega solos secos no oeste do Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul, áreas com déficit hídrico nas últimas semanas.

Geada cobre plantação de trigo em Santa Catarina após frente fria sul do brasil
Geada formada em lavoura de trigo no Sul após queda acentuada de temperaturas.

Contexto: El Niño influencia o inverno

O ano de 2026 está sob influência do fenômeno El Niño, com aquecimento das águas do Pacífico equatorial.

Em comparação com a La Niña, o El Niño costuma deixar o inverno menos rigoroso na média no Brasil.

Conforme o meteorologista Alexandre Nascimento, ouvido pela CNN Brasil, o início do inverno deve ser “mais frio do que o alto inverno”.

Em julho e agosto, segundo o especialista, as temperaturas tendem a subir acima do normal. Por outro lado, a região Sul costuma registrar chuvas acima da média em anos de El Niño.

Frio em Curitiba durante avanço da frente fria sul do brasil
Frio intenso em Curitiba sob nova massa de ar polar em maio de 2026.

Impacto no setor de energia

Frentes intensas no Sul têm efeito direto sobre o sistema elétrico. A queda de temperatura eleva o uso de chuveiros e aquecedores, especialmente em áreas urbanas das três capitais do Sul.

Em paralelo, a chuva volumosa nas cabeceiras dos rios do oeste do Paraná recarrega reservatórios da bacia do Paraná.

Na prática, episódios como este reduzem a pressão sobre o Operador Nacional do Sistema Elétrico. O órgão vinha alertando para o nível crítico dos reservatórios no Sul ao longo do início de 2026.

De acordo com analistas, picos de demanda em ondas de frio costumam ser absorvidos pelas térmicas a gás natural na margem do despacho.

Mesmo assim, o efeito de chuva nos reservatórios compensa a alta de consumo no balanço semanal.

Próxima janela e o que esperar

Depois da passagem desta frente, o tempo firma a partir de terça no oeste do Sul. Por isso, sol entre nuvens e temperaturas em recuperação gradual são esperados.

Conforme a MetSul, uma nova investida de ar polar é monitorada para o fim da semana, com potencial de derrubar novamente as mínimas.

O avanço de ondas de frio em 2026 já havia colocado 18 estados em alerta no início do mês, com volumes próximos de 100 milímetros e ventos de 90 quilômetros por hora.

Em outro evento recente, as chuvas de quase 200 milímetros em Pernambuco e Paraíba mostraram como sequências de instabilidade podem causar tragédias humanas.

Será que o Sul do Brasil vai conviver com sequências cada vez mais intensas de massas polares, mesmo em um ano de El Niño? Os próximos dois meses devem dar a resposta.

Ainda assim, vale lembrar que toda previsão de médio prazo carrega incerteza relevante. Os modelos refinam a estimativa a cada nova rodada.

Prefeituras costumam acompanhar a evolução em janelas de 24 a 48 horas, intervalo em que a previsão se torna mais confiável.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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