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Frente fria chega ao Brasil nesta sexta-feira (1) e acende alerta para temporais, granizo e quase 200 mm de chuva

Publicado em 01/05/2026 às 11:30
Atualizado em 01/05/2026 às 11:37
Frente fria
Imagem: Divulgação
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Frente fria em formação aumenta o risco de chuva extrema no Sul e no Sudeste, com quase 200 mm no Rio Grande do Sul e alerta para alagamentos

Quase 200 mm de chuva podem atingir o Rio Grande do Sul no feriado do Dia do Trabalhador, enquanto a frente fria em formação nesta sexta-feira (1) avança pelo Brasil com risco de temporais no Sul e no Sudeste.

Rio Grande do Sul concentra o maior alerta

O sistema ganha força entre sexta-feira (1) e domingo (3), com episódios de chuva extrema no Sul e Sudeste. O ponto de maior preocupação é o Rio Grande do Sul, onde atua um intenso rio atmosférico.

Esse corredor de umidade transporta grande volume de vapor d’água e pode provocar acumulados de quase 200 mm no feriado, ampliando o risco de transtornos em áreas expostas à chuva forte.

Ao longo desta sexta-feira (1), tempestades severas estão previstas no estado gaúcho. Há possibilidade de granizo e rajadas intensas de vento, com perigo potencial para a população e infraestrutruas.

Frente fria
Previsão de rio atmosférico nesta sexta-feira (1), segundo o EMCWF.

Frente fria avança durante o fim de semana

No sábado (2), conforme a frente fria se desloca, as tempestades devem atingir a metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com maior intensidade no oeste catarinense e paranaense.

No domingo (3), ainda há condição para tempestades no centro-oeste do Paraná, embora com menor intensidade. Ao mesmo tempo, o sistema chega ao Sudeste e volta a ganhar força.

A faixa leste de São Paulo e o Rio de Janeiro ficam sob atenção, com acumulados entre 50 mm e 80 mm ao longo do domingo (3). A capital fluminense também aparece sob risco.

Índice aponta chuva incomum ou extrema

O alerta é reforçado pelo índice de previsão extrema, conhecido como EFI, do modelo ECMWF. O indicador avalia a possibilidade de precipitação incomum ou extrema em cada região.

O EFI usa como referência o quantil 99, medida estatística associada a eventos extremos. Na prática, esse limite representa chuva superada em apenas 1% dos casos no histórico local.

Quando a previsção indica acumulados acima desse patamar, a chuva diária esperada passa a figurar entre as mais raras já registradas para a área, elevando a preocupação com episódios de alto impacto.

Oceano aquecido reforça instabilidade no Sudeste

No domingo (3), as águas aquecidas do Oceano Atlântico entre a costa Sul e Sudeste favorecem a convecção na faixa leste do Sudeste, principalmente entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Com o oceano mais quente, a evaporação aumenta, e mais vapor d’água é lançado na atmosfera. Esse processo fortalece nuvens carregadas e contribui para chuvas intensas sobre áreas urbanas.

As precipitações devem ser fortes na faixa leste paulista e, sobretudo, no Rio de Janeiro. A população precisa ficar atenta a alagamentos, inundações e transbordamentos de córregos em locais vulneráveis.

Frente fria
Imagem: Divulgação

Acumulados podem provocar transtornos

A rodada mais recente do modelo ECMWF, considerada de confiança da Meteored, indica acumulados superiores a 150 mm na metade oeste do Rio Grande do Sul entre sexta-feira (1) e domingo (3).

A maior parte desse volume deve cair ainda nesta sexta-feira (1). Com isso, são esperados alagamentos, inundações e enchentes em áreas atingidas pela chuva persistente e pelos temporais associados.

No leste de São Paulo e do Rio de Janeiro, os volumes previstos variam entre 40 mm e 80 mm. Embora menores que os projetados para o Rio Grande do Sul, também preocupam.

Há duas razões principais. O volume pode ocorrer em 24 horas, caracterizando chuva intensa com potencial de transtornos. Além disso, a região é a mais urbanizada do país, com solo impermeabilizado.

Essa condição dificulta a infiltração da água e potencializa alagamentos. Como essas áreas estão entre as mais populosas, o evento pode afetar muitas pessoas até domingo (3).

Com informações de Tempo.

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Romário Pereira de Carvalho

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