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Fornecedores de Manutenção Offshore: Saibam quais empresas prestam serviços para Petrobras pós Lava-Jato

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 13/05/2019 às 19:05 Atualizado em 13/05/2019 às 19:48

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Fornecedores Offshore Petrobras
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As empresas atuantes no mercado de manutenção offshore envolvidas na Lava Jato foram substituídas por empresas nacionais e estrangeiras, sendo que algumas não possuem muita experiência no setor de óleo e gás.

O mercado que antes tinha a UTC e Ocyan como líderes, elas possuíam os contratos mais caros na construção e montagem offshore da Petrobras. Além delas, Skanska, lesa e MPE também se envolveram no escândalo da Lava Jato.   No mês de fevereiro de 2018, a C.S.E. Mecânica e Instrumentação, a Estrutural Engenharia e a OEngenharia( Actemium), assinaram contratos de construção e montagem para 12 plataformas na UO-Rio.

Comprada pela Aker em 2016, a C.S.E. já possuía relações com a Petrobras. Atuando na Bacia de Campos desde os anos 80, nunca obteve contratos de valores elevados, no entanto, os que foram fechados recentemente já chegam na ordem de US$ 100 milhões no segmento offshore. Enquanto os contratos da Estrutural e OEngenharia, somados, alcançaram a casa dos R$ 300 milhões.

A maior diversidade de prestadores de serviços gera maior concorrência e também resulta em redução de custos para a estatal. Em contrapartida, há uma chance de elevar os riscos associados à execução de contratos.

Uma parte das empresas que participaram das concorrências de construção e manutenção também participaram de licitações de contratos no Comperj. A Shandong Kerui foi a vencedora da UPGN do complexo em Itaboraí – RJ, superando a Cobra, que participou da licitação em aliança com a Qualiman. Já a Mota, via sua parceira mineira Encalso Construções, apresentou o menor preço em uma licitação para contratação das obras de arruamento da futura refinaria, apesar da Petrobras estar declinando e que construir uma termoelétrica no lugar.

Além das empresas já citadas, existem outras companhias, conhecidas pelo mercado, que estão tentando ampliar sua presença na manutenção offshore.

Entre as participantes que estavam nas bids da UO-Rio e UO-BC estão: Belov Engenharia, Elos Engenharia, Elevolt Indústria, Enaval, Estaleiro Brasa, G&E Manutenção, Gran Energia Navegação, Imetame, Manserv, Mazza Engenharia, Milplan Engenharia, Mip Engenharia, Montcalm Montagem, Niplan Engenharia, Norteng Engenharia, RIP Serviços Industriais e Wärtsilä.  

Grande parte delas têm contrato de C&M com a Petrobras, tais como: Elfe Engenharia, Enaval, Imetame, Manserv e RIP Serviços Industriais.

A Imetame, tem um contrato de construção e manutenção de mais de R$ 700 milhões já concluído e um pouco menos de R$525 milhões ainda ativo.

Fonte: Novo Foco, com adaptações temporais e atualizações de empresas pelo CPG.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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