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Foguete da FAB: hipersônico 14-X é projetado para voar a mais de 12 mil km/h na estratosfera, testar motor scramjet sem partes móveis, usar o ar atmosférico como combustível e colocar o Brasil na corrida hipersônica

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 03/02/2026 às 20:29
Assista o vídeoProjeto 14-X pesquisa motor scramjet para voo hipersônico a Mach 10, com estudos em aerodinâmica e propulsão conduzidos pela Força Aérea Brasileira.
Projeto 14-X pesquisa motor scramjet para voo hipersônico a Mach 10, com estudos em aerodinâmica e propulsão conduzidos pela Força Aérea Brasileira.
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Projeto brasileiro de pesquisa aeroespacial reúne estudos em combustão supersônica, aerodinâmica hipersônica e integração de sistemas para demonstrar, em voo, o funcionamento de um motor scramjet em velocidades extremas, colocando o país entre os poucos que investigam publicamente esse tipo de tecnologia.

Um projeto brasileiro de pesquisa aeroespacial tem como objetivo demonstrar, em condições reais de voo, o funcionamento de um motor scramjet, tecnologia de propulsão hipersônica que utiliza o oxigênio do ar atmosférico para a combustão em regime supersônico.

Conhecido como 14-X, o programa é conduzido no âmbito da Força Aérea Brasileira e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, com desenvolvimento técnico no Instituto de Estudos Avançados, em São José dos Campos.

O projeto aparece em documentos institucionais e publicações científicas como uma iniciativa voltada à validação experimental de sistemas de propulsão hipersônica aspirada.

O que é o motor scramjet

O 14-X é descrito oficialmente como um demonstrador tecnológico associado ao uso de um scramjet, sigla em inglês para Supersonic Combustion Ramjet.

Esse tipo de motor é projetado para operar apenas quando o veículo já se encontra em velocidades muito elevadas.

Diferentemente de turbinas convencionais, o scramjet não utiliza partes móveis, como compressores e turbinas.

O funcionamento depende do próprio deslocamento do veículo para comprimir o ar que entra no sistema, condição necessária para manter a combustão em fluxo supersônico.

Etapas técnicas e desafios de engenharia

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De acordo com a documentação técnica divulgada pelo Instituto de Estudos Avançados, o projeto envolve etapas específicas para estabelecer as condições iniciais de funcionamento do motor em voo.

Na sequência, o foco está na demonstração da geração de empuxo em um sistema hipersônico aspirado, alimentado diretamente pelo ar atmosférico.

Essa arquitetura é tratada nos relatórios como um desafio de engenharia, pois o ar capturado precisa ser desacelerado e condicionado antes de entrar na câmara de combustão.

Ao mesmo tempo, o veículo permanece submetido a aquecimento aerodinâmico intenso e a esforços estruturais elevados.

Aerodinâmica waverider e Mach 10

O conceito do 14-X está associado a um formato aerodinâmico conhecido como waverider.

Artigos científicos descrevem essa geometria como capaz de aproveitar ondas de choque para gerar sustentação em regime hipersônico.

Trabalhos publicados no Journal of Aerospace Technology and Management relatam ensaios e análises experimentais ligados a um waverider derivado de escoamento cônico.

Esses estudos fazem referência a condições de Mach 10 em análises de aerodinâmica associadas ao projeto.

Referências institucionais da Força Aérea Brasileira

Nos materiais institucionais da Força Aérea Brasileira, o 14-X é apresentado dentro do contexto de pesquisas em propulsão hipersônica.

Há menção a velocidades equivalentes a dez vezes a velocidade do som.

A FAB também utiliza valores da ordem de 12 mil quilômetros por hora como referência para ilustrar o regime de voo hipersônico buscado pelo demonstrador.

Essas referências aparecem sempre associadas ao caráter experimental e científico do programa.

Demonstração tecnológica e aceleração inicial

O foco do programa está na demonstração de princípios físicos e de engenharia, e não na operação regular de um veículo de uso contínuo.

Projeto 14-X pesquisa motor scramjet para voo hipersônico a Mach 10, com estudos em aerodinâmica e propulsão conduzidos pela Força Aérea Brasileira.
Projeto 14-X pesquisa motor scramjet para voo hipersônico a Mach 10, com estudos em aerodinâmica e propulsão conduzidos pela Força Aérea Brasileira.

Para que um scramjet funcione, o veículo precisa atingir previamente uma velocidade elevada.

Isso normalmente requer um sistema de aceleração inicial, como um foguete de sondagem, capaz de levar o conjunto às condições adequadas de entrada de ar e estabilidade de combustão.

A literatura técnica do projeto descreve a obtenção dessas condições e a medição do empuxo gerado como etapas centrais para a validação do conceito.

Combustão supersônica e integração do sistema

A engenharia de um scramjet envolve desafios relacionados ao controle do escoamento, à mistura de combustível e à combustão em intervalos de tempo extremamente curtos.

Reportagem da Revista Pesquisa FAPESP, que abordou o 14-X em contexto científico, descreve que o ar capturado precisa ser desacelerado, pressurizado e aquecido antes de entrar na câmara de combustão.

Nesse ambiente, o combustível é injetado em um fluxo que permanece supersônico.

A publicação também destaca que a ausência de partes móveis diferencia esse tipo de motor daqueles usados em aeronaves comerciais.

Propulsão e aerodinâmica como sistema integrado

Além do motor, a integração entre propulsão e aerodinâmica aparece como elemento central do projeto.

Em velocidades hipersônicas, pequenas variações de geometria e temperatura podem alterar significativamente o comportamento do fluxo de ar.

Essas mudanças impactam diretamente tanto a sustentação quanto a alimentação do motor.

Por esse motivo, o 14-X é descrito em artigos técnicos como um sistema integrado, no qual fuselagem, admissão de ar e câmara de combustão precisam operar de forma coordenada.

Programa PropHiper e organização por etapas

O programa é frequentemente identificado pela denominação PropHiper em comunicações públicas e relatórios institucionais.

As linhas de pesquisa citadas incluem aerotermodinâmica, materiais e instrumentação.

Em páginas técnicas do ITA e em documentos associados ao projeto, o 14-X aparece dividido em versões voltadas a objetivos específicos.

Entre eles estão o estabelecimento das condições iniciais de funcionamento do motor e a demonstração da geração de empuxo.

Essa organização por etapas é apresentada como prática comum em programas de demonstração tecnológica.

Base científica e participação institucional

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Na base científica do projeto, artigos e trabalhos de congresso detalham o esforço brasileiro em estudos de waveriders e em propulsão hipersônica aspirada.

Um documento técnico da Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas descreve o 14-X como um veículo hipersônico desenvolvido no Instituto de Estudos Avançados.

O texto associa o projeto a pesquisas em aerotermodinâmica e hipersônica conduzidas no laboratório Prof. Henry T. Nagamatsu.

Também registra a participação de pesquisadores do IEAv e do DCTA.

Pesquisa aberta e contexto internacional

Em âmbito internacional, tecnologias de scramjet aparecem em programas de pesquisa e demonstração conduzidos por diferentes países.

Essas iniciativas costumam estar associadas a ambientes de alta complexidade técnica.

No caso brasileiro, o 14-X é documentado por fontes institucionais e por literatura científica como uma iniciativa de pesquisa aberta.

Os objetivos declarados incluem a geração de conhecimento em combustão supersônica, aerodinâmica hipersônica e instrumentação de voo.

Da bancada ao voo experimental

A divulgação do 14-X por órgãos oficiais e por periódicos científicos enfatiza a transição de resultados obtidos em laboratório para evidências coletadas em voo.

Ensaios em túnel de vento e testes de combustão em solo são citados como etapas relevantes.

A validação em condições reais aparece como o meio de medir empuxo, comportamento térmico e estabilidade do fluxo no motor.

Essas medições ocorrem dentro de uma janela operacional limitada, característica desse tipo de experimento.

Alcance científico do projeto 14-X

Ao reunir referências técnicas do Instituto de Estudos Avançados, comunicações públicas da Força Aérea Brasileira e estudos publicados em revistas e anais científicos, o 14-X se apresenta como um projeto brasileiro de desenvolvimento de tecnologia hipersônica aspirada.

O foco está na pesquisa em scramjet e waverider.

Esse tipo de investigação é acompanhado por especialistas por envolver limites rigorosos de engenharia, relacionados a aquecimento, controle e combustão em altas velocidades.

Se a demonstração em voo de um scramjet depende de integração precisa entre motor, veículo e sistemas de aceleração inicial, quais capacidades industriais e científicas precisam estar consolidadas para sustentar esse tipo de pesquisa de forma contínua?

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Moisés de Paula
Moisés de Paula
09/02/2026 19:37

Na ficção tudo funciona. Na realidade…. bom na realidade os EUA não deixaram o Brasil construir algo assim.

Reinaldo
Reinaldo
09/02/2026 10:12

Só tem propaganda caramba

Sebastião viana
Sebastião viana
07/02/2026 19:36

O Brasil tem um programa especial dos mais antigos do mundo, mas nada de concreto se fez. Uma chance real teve mas sabotaram explodiu o foguete mataram os pesquisadores e nenhuma satisfação foi dado aos pagadores de impostos.
Muito papo, só vendo pra crê.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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