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Filme de 1897 descoberto em baú esquecido em Michigan revela a primeira aparição de um robô na história do cinema mundial

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 20/04/2026 às 23:02
Atualizado em 20/04/2026 às 23:04
Relíquia de Georges Méliès encontrada em Michigan é restaurada e revela o primeiro robô das telas, décadas antes do termo existir.
Relíquia de Georges Méliès encontrada em Michigan é restaurada e revela o primeiro robô das telas, décadas antes do termo existir.
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A restauração de rolos de nitrato deteriorados pela Biblioteca do Congresso permitiu a recuperação de uma obra de 1897 que documenta o nascimento da ficção científica e da robótica na cinematografia.

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anunciou a descoberta e restauração de um filme mudo dado como perdido por mais de um século, que contém a primeira aparição de um robô em uma obra cinematográfica. Intitulado Gugusse e o Autômato (Gugusse et l’Automate), o curta-metragem de 45 segundos foi criado em 1897 pelo pioneiro cineasta francês Georges Méliès.

A película foi localizada em um antigo baú de metal pertencente a uma família em Michigan, preservando um registro histórico que precede em 24 anos a própria criação do termo “robô”.

O tesouro escondido no baú de Michigan

A descoberta ocorreu quando Bill McFarland, um professor aposentado de Grand Rapids, Michigan, decidiu levar uma caixa de rolos de filme de seu bisavô para o Centro Nacional de Conservação Audiovisual da Biblioteca do Congresso. O bisavô de McFarland, William Frisbee, era um professor e agricultor que atuava como exibidor itinerante de cinema no final do século XIX.

Os técnicos da biblioteca passaram mais de uma semana estabilizando e digitalizando o material, visto que o frágil filme de nitrato estava esfarelado e colado, impossibilitando sua projeção de forma segura.

O chefe do cofre de filmes de nitrato, George Willeman, identificou o logotipo da Star Film Company, produtora de Méliès, escondido na filmagem. Através de uma análise minuciosa, os especialistas confirmaram que se tratava da obra desaparecida que marca a primeira aparição de um robô nas telas. Antes desta restauração, a existência de Gugusse e o Autômato era conhecida apenas por catálogos históricos, sem que houvesse qualquer cópia sobrevivente para visualização pública ou acadêmica.

Elementos precursores da ficção científica

A narrativa do filme apresenta um palhaço, interpretado pelo próprio Georges Méliès, que interage com uma figura mecânica antropomórfica chamada Pierrot Automate. No enredo, o palhaço utiliza uma manivela para controlar os movimentos do autômato, que gradualmente adquire autonomia e ataca seu criador. Esse tema de uma criação tecnológica que se volta contra o seu inventor é um dos tropos mais antigos e persistentes da ficção científica, estabelecido na primeira aparição de um robô filmada.

Para criar o efeito de crescimento e encolhimento do autômato, Méliès utilizou técnicas de edição por substituição, que se tornariam sua marca registrada em clássicos posteriores como Viagem à Lua.

O uso de cenários pintados representando uma oficina de relógios reforça a atmosfera artesanal e inventiva do cinema da época. Ao registrar a primeira aparição de um robô, o cineasta francês não apenas inovou tecnicamente, mas também lançou as bases para o gênero que exploraria a relação entre humanos e máquinas.

Preservação e legado de Georges Méliès

A restauração do filme é considerada um marco para a arqueologia do cinema, permitindo que o público acesse o trabalho de um dos diretores mais plagiados de sua era. Estima-se que Méliès tenha produzido mais de 500 filmes, mas a maioria se perdeu devido à fragilidade do nitrato e ao descarte deliberado feito pelo próprio autor em momentos de crise financeira.

A recuperação da primeira aparição de um robô oferece uma nova perspectiva sobre como as audiências do século XIX percebiam a mecanização e a tecnologia emergente.

A versão recuperada por Bill McFarland é uma cópia de distribuição, provavelmente produzida poucas gerações depois do negativo original de 1897. Atualmente, o curta-metragem está disponível em alta definição no site da Biblioteca do Congresso, garantindo que o registro histórico seja preservado para futuras gerações.

Com a revelação da primeira aparição de um robô, a história do cinema ganha um capítulo fundamental que conecta a engenhosidade mecânica do passado com a imaginação futurista do presente.

Com informações Smithsonianmag

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22/04/2026 23:52

Va tomar no ****

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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