Obras finais da primeira fase incluem trechos entre Baturité e Caucaia, com destaque para o relevo desafiador do Maciço de Baturité.
Os dois últimos trechos da primeira fase da construção da ferrovia Transnordestina no Ceará serão contratados até outubro, segundo informações divulgadas pela Transnordestina Logística S.A. (TLSA). Os trechos compreendem os lotes 9 e 10, entre as cidades de Baturité, Aracoiaba e Caucaia. A contratação dos serviços ocorre no mesmo mês em que o primeiro trecho operacional da ferrovia será inaugurado, conectando Bela Vista do Piauí a Iguatu (CE).
O lote 10, que liga Aracoiaba a Caucaia e possui 51 km, deve ter o contrato assinado até o fim de setembro. Já o lote 9, que interliga Baturité e Aracoiaba, está previsto para o final de outubro e é considerado pela TLSA como o mais complexo devido ao relevo montanhoso do Maciço de Baturité.
Onde passarão os últimos trechos contratados?
A etapa final da primeira fase no Ceará inclui duas importantes regiões: o Maciço de Baturité (lote 9) e a região próxima à capital Fortaleza, em Caucaia (lote 10). Esses locais são estratégicos para garantir a conexão completa da ferrovia até o Porto do Pecém, potencializando o transporte de cargas e o desenvolvimento regional.
-
Inconformados em ver gente dormindo na rua, cidade tirou 136 pessoas da rua com uma vila de microcasas erguida em terreno da empresa de água: veja o que tem dentro de cada módulo de moradia social nos EUA
-
Sem querer entregar quase tudo o salário em aluguel, mulher de 33 anos transformou um contêiner marítimo em casa, passou a viver na roça, criar galinhas, produzir seu próprio alimento e reduziu as despesas mensais para pouco mais de US$ 330
-
Cansada da lógica de derrubar prédios antigos, a França transformou 530 apartamentos sociais ocupados com varandas gigantes, jardins de inverno e fachadas de vidro sem demolir os blocos
-
Sem dinheiro para o aluguel, casal decide morar na garagem dos pais, transforma o espaço em um apartamento funcional por conta própria e surpreende ao montar um lar completo por uma fração do mercado
Quanto será investido e quais os próximos passos?
Ao todo, os investimentos para concluir os 1.206 km da Transnordestina ultrapassam R$ 15 bilhões, com recursos provenientes de financiamento público e privado. A TLSA já recebeu uma primeira parcela de R$ 1,4 bilhão do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), liberada durante visita do presidente Lula à cidade de Missão Velha em julho deste ano.
Está prevista a liberação de mais R$ 1 bilhão ainda em 2025, totalizando R$ 2,4 bilhões no ano. Até 2027, serão liberados gradualmente mais R$ 1,6 bilhão para finalizar a obra, que deve estar totalmente concluída em setembro de 2027 — 21 anos após seu início.
Por que é importante concluir a ferrovia Transnordestina?
A conclusão da Transnordestina é essencial para o desenvolvimento econômico do Nordeste, especialmente em áreas agrícolas e industriais do Piauí e Ceará. A ferrovia vai possibilitar o transporte de grãos e cargas diversas, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da região.
Cada trem da Transnordestina pode retirar até 380 caminhões das rodovias, aliviando o tráfego e melhorando a infraestrutura viária, além de representar um significativo avanço ambiental, diminuindo a emissão de gases poluentes.
Vale a pena o investimento na ferrovia Transnordestina?
Especialistas apontam que o investimento em infraestrutura ferroviária, como a Transnordestina, gera benefícios duradouros para a economia e sociedade. A redução dos custos de transporte aumenta a competitividade dos produtos nordestinos e cria oportunidades de negócios e empregos diretos e indiretos nas cidades beneficiadas.
Além disso, o desenvolvimento dos portos secos, como os de Iguatu, Missão Velha e Quixeramobim, reforça ainda mais a importância da ferrovia como motor de desenvolvimento regional.
Você acredita que a conclusão dos últimos trechos da ferrovia Transnordestina vai transformar a economia local? Esse investimento é realmente importante para o desenvolvimento do Nordeste? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir quem vive isso na prática!


Não moro nesta região, más pelo de cita na reportagem uma obra de 21 para ser concluía, seria uma vergonha se não concluir.