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Família quebra garrafa de 135 anos escondida sob o piso da própria casa e lê mensagem perturbadora deixada por dois homens que morreram há mais de um século na Escócia

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 18/06/2026 às 00:12
Atualizado em 18/06/2026 às 00:21
Um encanador achou uma garrafa de 135 anos sob o piso em Edimburgo. A mensagem em garrafa de James Ritchie e John Grieve falava sobre a própria morte deles.
Um encanador achou uma garrafa de 135 anos sob o piso em Edimburgo. A mensagem em garrafa de James Ritchie e John Grieve falava sobre a própria morte deles.
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Peter Allan estava movendo um radiador quando fez um corte no piso e achou uma garrafa de uísque com bilhete dobrado dentro. A garrafa de 135 anos precisou ser quebrada a martelo para revelar a mensagem assinada por James Ritchie e John Grieve em 6 de outubro de 1887.

Peter Allan, de 50 anos e dono da WF Wightman Plumbing, estava fazendo uma obra de rotina numa casa em Edimburgo, na Escócia: mover um radiador e encontrar a tubulação embaixo do piso. Cortou um buraco aleatório. A sala tinha cerca de 3 por 4,5 metros. Ele cortou exatamente em cima da garrafa de 135 anos que estava escondida ali, sem fazer ideia do que havia debaixo da tábua.

“A sala tem 3 por 4,5 metros e eu cortei exatamente ao redor da garrafa sem saber que ela estava lá. Não consigo acreditar”, disse Allan à BBC Escócia. A probabilidade de acertar aquele ponto específico era baixíssima. A garrafa poderia ter ficado ali para sempre se o corte tivesse sido feito alguns centímetros ao lado. Allan pegou a garrafa, desceu as escadas e foi mostrar à dona da casa o que havia encontrado debaixo do piso dela.

A médica que esperou os filhos chegarem da escola para abrir

Um encanador achou uma garrafa de 135 anos sob o piso em Edimburgo. A mensagem em garrafa de James Ritchie e John Grieve falava sobre a própria morte deles.
Eilidh Stimpson é médica, mora na casa com o marido e os dois filhos de 8 e 10 anos.

Quando Allan desceu com a garrafa na mão, ela tomou uma decisão: ia esperar as crianças chegarem da escola antes de tentar abrir. Foi buscá-los e disse que tinha uma novidade emocionante para contar no caminho. Os filhos perguntaram se iam comer cachorros-quentes no lanche. Ela disse que não, que era algo melhor.

Quando contou que uma mensagem em garrafa havia sido encontrada debaixo do piso da casa deles, as crianças ficaram animadas e acharam que era um tesouro. Em casa, tentaram tirar o bilhete com pinças e alicates, mas o papel começou a rasgar. Eilidh pegou um martelo e quebrou a garrafa de 135 anos. Guardou todos os cacos num Tupperware depois, sentindo-se, nas próprias palavras, absolutamente terrível por ter destruído um objeto do século 19. Mas era a única forma de ler o que estava dentro.

A mensagem que os dois operários deixaram sobre a própria morte

O bilhete, assinado e datado, dizia: “James Ritchie e John Grieve instalaram este piso, mas não beberam o uísque. 6 de outubro de 1887. Quem encontrar esta garrafa pode pensar que nossa poeira está soprando ao longo da estrada.”

A frase sobre a poeira é o que tornou a mensagem perturbadora para quem a leu. Os dois homens que escreveram aquele bilhete sabiam que, quando fosse encontrado, eles já teriam morrido. Estavam deixando um registro da própria existência debaixo de um piso, numa garrafa de uísque que não beberam, para alguém que não conheciam, num momento que não conseguiriam imaginar. A família que leu a mensagem em novembro de 2022 estava olhando para palavras escritas 135 anos antes por dois homens que morreram há mais de um século e que previram, com precisão, que seriam poeira quando fossem encontrados.

Os dois homens rastreados pelo Censo de 1881

Depois da descoberta, um amigo da família pesquisou os nomes no Censo de 1881 e encontrou registros de James Ritchie e John Grieve morando a poucos quilômetros da casa, na região de Newington, em Edimburgo. Os dois não eram estranhos naquele bairro. Viviam perto do local onde instalaram o piso seis anos depois de o censo ter sido feito.

O rastreamento pelo censo deu uma dimensão histórica concreta ao bilhete. Os nomes deixados de forma quase brincalhona dentro da garrafa de uísque se tornaram identificáveis, localizáveis no tempo e no espaço. James Ritchie e John Grieve eram pessoas reais, com endereço registrado, que um dia trabalharam naquela casa e decidiram deixar um sinal de que haviam estado ali. Cento e trinta e cinco anos depois, o sinal funcionou.

A Biblioteca Nacional da Escócia e o plano para preservar tudo

Um curador da Biblioteca Nacional da Escócia recomendou à família que preservasse o bilhete num envelope livre de ácidos para garantir a conservação do papel ao longo do tempo. Eilidh encomendou os envelopes e planeja enquadrar o bilhete junto com um pedaço da garrafa original, como o gargalo, para que a história completa fique visível num único objeto.

O plano da família para o buraco no piso também é à altura da história. Antes de fechar a abertura, vão colocar uma nova garrafa no mesmo lugar, com um bilhete escrito pela família atual e uma transcrição da mensagem original. Quem um dia abrir aquele piso vai encontrar duas mensagens: a de 1887 e a de 2022. Eilidh resumiu a sensação com uma frase direta: “Pensar que ficou lá todo esse tempo e poderia ter ficado lá para sempre é incrível.”

A reportagem foi publicada pela BBC em 19 de novembro de 2022. Leia o texto original em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63691806

Você já encontrou algo inesperado numa reforma ou numa obra dentro de casa? O que faria se encontrasse uma mensagem assim escondida numa parede ou num piso? Deixa nos comentários.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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