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Família do Paraná sai do balcão de tecidos e constrói império com 12 shoppings, R$ 6 bilhões em vendas e 75 milhões de visitantes por ano

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Escrito por Jefferson Augusto Publicado em 12/02/2026 às 18:11 Atualizado em 12/02/2026 às 18:13
Assista o vídeoShopping do Grupo Tacla movimentando milhões em vendas anuais
Shoppings do Grupo Tacla somam 425 mil m² de ABL e recebem 75 milhões de visitantes por ano.
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De loja tradicional em Curitiba a grupo com 425 mil m² de ABL, 2.500 operações e expansão milionária sustentada por capital próprio

Eles começaram vendendo tecido no centro de Curitiba. No entanto, décadas depois, a história tomou um rumo muito maior. Hoje, a família Tacla controla 12 shoppings no Sul do Brasil e em São Paulo, movimenta R$ 6 bilhões em vendas anuais e recebe mais de 75 milhões de visitantes por ano.

Além disso, o grupo soma 425.000 metros quadrados de área bruta locável (ABL) e mais de 2.500 operações comerciais ativas. Em 2025, as vendas ultrapassaram a marca de R$ 6 bilhões, consolidando a empresa como um dos principais players regionais do setor.

A informação foi divulgada pela revista “Exame”, que detalhou como o grupo manteve investimentos mesmo em um cenário marcado por pandemia, juros elevados e desaceleração econômica. Ou seja, enquanto parte do mercado reduzia ritmo, a empresa avançava.

Atualmente, a taxa de ocupação está estabilizada em 95%. Além disso, apenas em 2025, foram assinados 685 novos contratos com lojistas e quiosques. Como resultado, o portfólio sustenta aproximadamente 25.000 empregos diretos e indiretos.

Do balcão de tecidos ao controle estratégico do ponto comercial

A origem do grupo remonta a mais de 90 anos. Na época, o avô da família, vindo da Síria, abriu uma loja de tecidos na Rua 15 de Novembro, em Curitiba. Durante décadas, o negócio permaneceu no varejo tradicional.

Entretanto, nos anos 1980, a família decidiu mudar de estratégia. Em vez de apenas vender no ponto comercial, passou a controlar o próprio ativo imobiliário. Primeiro, testou o modelo com uma galeria no centro da cidade. Em seguida, na década de 1990, lançou o Shopping Cristal, o primeiro empreendimento estruturado da família.

Essa transição, portanto, redefiniu completamente o posicionamento do grupo. Como vieram do varejo, os diretores afirmam compreender profundamente as dores do lojista. Assim, a empresa passou a tratar o lojista como cliente primário.

Além disso, a gestão permanece familiar e presencial nos ativos. Dessa forma, decisões estratégicas são tomadas com agilidade, principalmente em momentos de crise.

Crescimento enquanto o setor reduzia investimentos

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Após a pandemia, muitos grupos de shopping reduziram inaugurações. Contudo, o Grupo Tacla manteve a estratégia de expansão.

Nos últimos quatro anos, a empresa:

  • Construiu três shoppings
  • Adquiriu um ativo já em operação
  • Investiu R$ 520 milhões em expansões e construção
  • Reservou R$ 20 milhões para modernização do Shopping Cidade Sorocaba

Entre os destaques estão o Plaza Campos Gerais, em Ponta Grossa (PR), e a aquisição do Shopping Estação, em Curitiba.

Além disso, o grupo diversificou o portfólio com dois outlets — o primeiro do Paraná e o primeiro de Santa Catarina. Assim, ampliou o alcance de público e fortaleceu a estratégia regional.

Segundo os diretores, shopping é um ativo geracional. Portanto, todas as decisões seguem uma lógica de longo prazo. A visão não está no próximo trimestre, mas nos próximos 50 ou 100 anos.

Pandemia, renegociação e caixa próprio

A pandemia foi, sem dúvida, o maior teste recente do setor. Ainda assim, o grupo afirma que atravessou o período com disciplina financeira e foco em relacionamento.

Primeiramente, reduziu custos operacionais para aliviar o condomínio dos lojistas. Em seguida, renegociou contratos durante os meses mais críticos.

Consequentemente, manteve a taxa de ocupação próxima a 95% mesmo após o período mais desafiador.

Além disso, o crescimento segue sustentado por capital próprio. Dessa forma, o grupo consegue atravessar ciclos econômicos adversos sem comprometer a estratégia de expansão.

Serviços, experiência e tecnologia como motores do fluxo

O comportamento do consumidor mudou. Por isso, o mix dos shoppings também evoluiu.

Hoje, os empreendimentos concentram serviços como:

  • Clínicas médicas
  • Polícia Federal
  • Poupatempo
  • Gastronomia
  • Entretenimento

Assim, o fluxo deixa de ser apenas comercial e passa a ser recorrente e comunitário.

Paralelamente, o grupo investiu em tecnologia. Antes mesmo da pandemia, criou a Optimall, plataforma própria voltada para campanhas promocionais e análise de dados de consumo.

Com isso, integra marketing, performance e inteligência comercial. Inclusive, a solução já atende shoppings e varejistas fora do grupo.

Expansão greenfield e modelo multiuso

O pipeline permanece ativo. Atualmente, o grupo desenvolve um shopping greenfield no Paraná. Além disso, planeja um complexo multiuso com residencial integrado — primeira experiência nesse modelo.

Também há expansões em andamento, como no shopping de Porto Belo (SC). Paralelamente, novas aquisições seguem sendo analisadas.

Segundo a diretoria, todas as decisões são tomadas internamente e com capital próprio. Assim, a estratégia mantém coerência e previsibilidade.

Conclusão

Do balcão de tecidos a um império com 12 shoppings, 425 mil m² de ABL e R$ 6 bilhões em vendas anuais, a família Tacla construiu um modelo baseado em controle do ativo, proximidade com lojistas e expansão disciplinada.

Enquanto muitos frearam investimentos, o grupo acelerou. E, ao combinar visão geracional, tecnologia e diversificação, consolidou posição relevante no setor.

Agora eu te pergunto:

Você acredita que o shopping center continuará sendo um ativo forte nas próximas décadas ou o digital ainda pode redesenhar esse mercado?

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