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Faltou ao trabalho para cuidar do filho doente, foi demitido por justa causa e acabou virando o jogo na Justiça com decisão que surpreende empresas

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 10/04/2026 às 23:40
Funcionário com filho no colo apresenta atestado médico enquanto conversa com advogada sobre demissão por justa causa
Funcionário que faltou para cuidar do filho apresenta documentos médicos durante atendimento jurídico após demissão por justa causa
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Decisão reforça limites da justa causa e reconhece ausência para cuidar de filho doente como direito legítimo do trabalhador

Inicialmente, um caso envolvendo demissão por justa causa chamou atenção após decisão da Justiça do Trabalho que beneficiou um trabalhador.

Além disso, a análise considerou que a ausência ocorreu para cuidar de um filho doente, o que foi entendido como justificável.

Consequentemente, a penalidade aplicada foi revertida, garantindo ao funcionário o acesso às verbas rescisórias e possível indenização.

Caso envolve ausência para atendimento médico de criança

Primeiramente, o episódio ocorreu quando o trabalhador precisou, de forma urgente, levar o filho de três anos para atendimento médico.

Além disso, diante da falta de apoio naquele momento, ele comunicou previamente a empresa sobre a situação.

Em seguida, ao retornar ao trabalho, foi apresentado atestado médico para justificar a ausência.

No entanto, ainda assim, a empresa considerou a falta como injustificada.

Posteriormente, foram aplicadas penalidades internas e, logo depois, o funcionário foi dispensado por justa causa.

Diante disso, a decisão foi levada à Justiça, com o argumento de que houve apenas o cumprimento do dever familiar.

Legislação trabalhista e proteção à criança foram determinantes

Por outro lado, a análise judicial considerou normas previstas na legislação brasileira.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é permitida a ausência justificada para acompanhar filho de até seis anos em consulta médica.

Além disso, a Constituição Federal de 1988 garante proteção especial à família.

Da mesma forma, ela estabelece prioridade aos direitos da criança, principalmente no que se refere à saúde.

Paralelamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reforça o dever dos responsáveis de assegurar proteção integral.

Assim, com base nesse conjunto de normas, a Justiça do Trabalho avaliou o caso de forma individual.

Nesse sentido, foram considerados urgência, documentação médica e histórico funcional do trabalhador.

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Justa causa é revertida por falta de comprovação de falta grave

Ao analisar o processo, a Justiça entendeu que a penalidade aplicada foi desproporcional.

Isso porque, conforme destacado, a justa causa exige prova robusta de falta grave, o que não foi comprovado.

Além disso, a justificativa apresentada foi considerada válida diante das circunstâncias.

Dessa forma, a demissão foi convertida em dispensa sem justa causa.

Consequentemente, foram liberadas as verbas rescisórias cabíveis ao trabalhador.

Empresa pode ser condenada por danos morais em casos semelhantes

Além da reversão da demissão, também foi destacado que, em situações semelhantes, pode ocorrer abuso na aplicação da penalidade.

Nesses casos, conforme entendimento recorrente da Justiça do Trabalho, o empregador pode ser condenado ao pagamento de indenização por danos morais.

Portanto, decisões como essa reforçam a necessidade de equilíbrio entre obrigações profissionais e direitos familiares.

Diante disso, a aplicação da justa causa exige cautela, especialmente em situações que envolvem saúde e cuidado de dependentes.

Assim, até que ponto empresas estão preparadas para respeitar direitos fundamentais sem ultrapassar limites legais?

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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