Falta mão de obra para preencher mais de 400 mil vagas de emprego na área de tecnologia no Brasil e profissionais da área são “laçados” pelo mercado, que tomou R$ 167 bilhões em prejuízo pela escassez de pessoal

Flavia Marinho
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17-07-2021 08:08:10
em Indústria e Construção Civil
Carteira de trabalho assinada / Imagem Google

Setor de TI tem déficit de profissionais. Escassez de mão de obra na área deve passar dos 400 mil postos de trabalho no Brasil até 2022; invista em cursos de qualificação em TI e garanta sua vaga de emprego!

O setor de tecnologia da informação (TI) enfrenta um grande desafio: o déficit de profissionais. Estudos do mercado apontam que, no Brasil, essa carência deve equivaler a mais de 408 mil postos de trabalho até 2022. Devido à escassez de pessoal, as perdas acumuladas nos últimos dez anos (2010-2020) alcançam R$ 167 bilhões. Se você ainda tem dúvida em que carreira seguir, essa é a dica, invista em cursos de qualificação na área de tecnologia e garanta a sua vaga de emprego!

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Os dados são de um levantamento da Softex, organização social voltada ao fomento da área de TI e que integra o Projeto TechDev Paraná, iniciativa que reúne entidades empresariais e públicas com o objetivo de desenvolver atividades de TI. Entre elas, estão a regional paranaense da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR), o Governo do Estado do Paraná e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação.

Para tentar resolver o problema, atualmente, o projeto aplica duas pesquisas para identificar gargalos e demandas em recursos humanos do setor.

Pesquisa busca obter mapeamento das vagas de emprego existentes e averigua a carência de mão de obra no setor de tecnologia – TI

Uma pesquisa busca obter o mapeamento das vagas existentes na área e averiguar onde é recorrente a carência de mão de obra. É voltado a empresas que respondem a um formulário com questões relacionadas ao porte, segmento de atuação e perfil do empreendimento, e ainda sobre formas de recrutamento de pessoal, de estágio, de manutenção de colaboradores, entre outras questões referentes à gestão de pessoas.

Por sua vez, a segunda pesquisa tem o objetivo de investigar competências necessárias de hard skills e soft skills. O primeiro termo significa o conjunto de habilidades profissionais tidas como quantificáveis, isto é, que podem ser mensuradas de alguma forma. Por exemplo, certificações obtidas pelos profissionais, sua formação acadêmica e complementar, entre outras características. Já o termo soft skills diz respeito a competências mais subjetivas, como criatividade, inteligência emocional e pensamento analítico.

Para o diretor-presidente da Assespro-PR, Lucas Ribeiro, o diagnóstico vai permitir tanto a empreendedores como a gestores públicos estabelecerem ações mais efetivas em prol do desenvolvimento do setor de inovação. O dirigente destaca o protagonismo do Paraná nesse cenário de potencialidades na área de tecnologia da informação. Por isso, assinala ser fundamental a participação das empresas nas duas pesquisas em andamento dentro do TechDev Paraná.

Paraná é o segundo estado em faturamento em TI

“De acordo com Acate Tech Report 2020, o Paraná é o segundo estado em faturamento em TI – no último período, registrou crescimento de 25,4%. É, ainda, o segundo estado em número de novos profissionais formados e o quarto em folha salarial no total das atividades econômicas no Brasil”, expõe Ribeiro, que também é CEO do ROIT BANK – accountech e fintech do Paraná. Atividades de agricultura e pecuária, indústria de alimentos e smart grid (gestão automatizada do setor elétrico) estão entre os destaques em geração de empregos em TI no Paraná, cita o dirigente.

Enfrentar a falta de mão de obra qualificada é fundamental para o Brasil não deixar escapar a oportunidade de ser referência no mercado global de TI, adverte Ribeiro. Atualmente, o país é o 10º maior do mundo e líder na América Latina, respondendo por 40% desse mercado regional, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).

O TechDev Paraná foi lançado no novembro último. Ribeiro ressalta a sinergia dos atores envolvidos: “O objetivo é o de promover o ecossistema de tecnologia e inovação do Paraná, conectando empresas, universidades, instituições de ciência e tecnologia e setor público”, sublinha o diretor-presidente da Assespro-PR.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.