A medida da GM de suspender um turno na fábrica em São Paulo, foi adotada pela falta de semicondutores, que atinge a indústria automotiva
Ontem, segunda-feira (08/11), a General Motors (GM) iniciou a suspensão de um turno de produção da S10 e iniciou novo layoff – suspensão temporária de contrato, na fábrica de São José dos Campos, localizada no estado de São Paulo. Tal medida da suspensão de um turno na unidade, foi adotada diante da falta de semicondutores, que afeta a indústria automotiva, e afeta cerca de 700 trabalhadores. O acordo para o layoff foi negociado entre a montadora GM e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, na última semana de outubro. Leia ainda esta notícia: Metalúrgicos da GM rejeitam contraproposta e greve continua na fábrica de São Caetano, em São Paulo
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A suspensão de um turno na fábrica da GM, no estado de São Paulo
O regime de suspensão temporária de contratos dos trabalhadores da fábrica da GM, pode durar cinco meses, com possibilidade de extensão por mais cinco meses. Durante o período, será garantido 100% do salário líquido e o pagamento do FGTS. O regime de layoff prevê que uma parte dos salários seja paga com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Em São José dos Campos, a produção da picape S10 possui 2.200 trabalhadores. Ao todo, a fábrica possui cerca de 3.800 funcionários e também produz o modelo Trailblazer.
A fábrica em São José dos Campos, é a única da General Motors no país em que todos os trabalhadores da fábrica terão estabilidade garantida durante o período de layoff. O direito foi conquistado por exigência dos próprios metalúrgicos, que já haviam aprovado em assembleia essa condição para a suspensão dos contratos. Também por exigência dos trabalhadores, foi conquistada a efetivação de 300 temporários. Sem o acordo, eles teriam seus contratos encerrados nos próximos meses.
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O comunicado divulgado pela GM, sobre a suspensão de produção em um turno na fábrica
“A cadeia de suprimentos da indústria automotiva tem sido impactada globalmente pelas paradas de produção durante a pandemia e pela recuperação do mercado mais rápida do que o esperado. Isso vai afetar de forma temporária nosso cronograma de produção na fábrica de São José dos Campos, que passa a operar em um turno a partir de 8 de novembro. Com o objetivo de proteger empregos e a sustentabilidade do negócio, a GM e o sindicato acordaram com a adoção de um regime de layoff para os funcionários afetados, que foi aprovado em assembleia”.
Confira também: Fábrica da General Motors, em São Paulo, passará por modernização. A GM aproveitou o momento de falta de semicondutores para realizar a obra
A General Motors (GM) tenta tirar alguma produtividade das paralisações de suas linhas no Brasil causada pela falta generalizada de componentes eletrônicos. Já que a escassez global de semicondutores tornaria inevitável a interrupção da produção em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo, a empresa decidiu antecipar as obras de mais uma modernização da mais antiga fábrica de automóveis em atividade no Brasil, que está sendo preparada para produzir a nova geração anabolizada da picape compacta Montana.
A GM aproveitou o momento de falta de semicondutores para realizar a obra na fábrica que, de qualquer forma, exigiria a parada da produção. São 4 mil m² de novas instalações que incluem 93 robôs de solda importados do Japão. Eles vão se juntar a outros 658 do setor de funilaria já em operação, vários instalados no ano passado para a produção do SUV Tracker.
