Teste realizado em Cambridge Bay, no Canadá, mostrou que áreas do gelo marinho ficaram mais claras e derreteram mais lentamente após receberem água do mar durante o inverno. O efeito aumenta a reflexão da luz solar, mas a aplicação em larga escala ainda depende de mais estudos
Um experimento no Ártico mostrou que engrossar o gelo marinho pode alterar não apenas sua espessura, mas também sua aparência. Durante os testes em Cambridge Bay, no Canadá, áreas tratadas ficaram mais brilhantes e derreteram mais lentamente entre o fim de maio e setembro.
A diferença foi observada após pesquisadores bombearem água do mar sobre o gelo durante o inverno de 2024 a 2025. A água encharcou a neve acumulada, congelou e criou uma camada extra sobre a superfície.
Por que o brilho do gelo importa
Gelo mais claro reflete mais luz solar de volta para o espaço. Esse efeito é conhecido como albedo e ajuda a reduzir a absorção de calor pela superfície.
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No teste, as áreas que receberam água do mar permaneceram mais claras durante o período de derretimento. Também ficaram mais espessas do que os pontos de controle, que não passaram pela inundação artificial.
Os cientistas também fizeram um experimento separado de drenagem de lagos de degelo. Pequenos furos foram abertos no gelo para retirar a água derretida e expor a camada mais clara abaixo.
Técnica ainda depende de mais estudos
O resultado indica que o brilho do gelo pode ser um fator importante em estratégias locais de adaptação no Ártico. Superfícies claras refletem mais radiação, enquanto áreas escuras absorvem mais calor.
Mesmo assim, a aplicação em larga escala ainda é incerta. A técnica exigiria operação em campo, equipamentos, manutenção e avaliação dos impactos ecológicos e sociais antes de qualquer uso maior.
Com informações de livescience e agupubs.
