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Exército brasileiro tira caças F-5 da garagem e protagoniza combate aéreo com apoio do KC-390

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 31/03/2026 às 14:57
Atualizado em 31/03/2026 às 14:59
FAB realiza treinamento com caças F-5 e KC-390 no RS, ampliando alcance com reabastecimento em voo e missões BVR no litoral.
FAB realiza treinamento com caças F-5 e KC-390 no RS, ampliando alcance com reabastecimento em voo e missões BVR no litoral.
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Treinamento aéreo no Sul reforça uso combinado de caças F-5 e KC-390 em missões de longo alcance

Entre 13 e 20 de março, a Força Aérea Brasileira conduziu uma manobra de adestramento a partir da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com emprego de caças F-5EM/FM Tiger II em missões voltadas ao combate ar-ar.

A atividade integrou a rotina operacional da FAB e teve como foco preservar a proficiência dos pilotos em cenários simulados de interceptação e enfrentamento aéreo.

Treinamento de combate aéreo com F-5 no RS

O treinamento reuniu aeronaves do 1º Grupo de Aviação de Caça, sediado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, além de um KC-390 Millennium do Esquadrão Gordo, responsável pelo apoio de reabastecimento em voo.

Com isso, a operação ampliou o raio de ação dos jatos e também aumentou o tempo disponível para a execução das missões, elemento considerado central em exercícios que buscam reproduzir condições mais próximas do ambiente real.

Missões BVR no litoral do Rio Grande do Sul

FAB realiza treinamento com caças F-5 e KC-390 no RS, ampliando alcance com reabastecimento em voo e missões BVR no litoral.
FAB realiza treinamento com caças F-5 e KC-390 no RS, ampliando alcance com reabastecimento em voo e missões BVR no litoral.

Segundo o relato publicado sobre a atividade, a maior parte dos voos de combate além do alcance visual, conhecidos pela sigla BVR, ocorreu sobre o litoral do Rio Grande do Sul.

Esse tipo de perfil exige coordenação mais precisa entre vetores, planejamento de combustível e gestão de sensores e armamentos simulados, o que explica a presença do avião-tanque como peça de apoio na operação desenvolvida em Canoas.

Ainda que a FAB trate o exercício como parte de seu calendário recorrente de preparo, a movimentação chama atenção por ocorrer em um momento de transição gradual da aviação de caça brasileira.

O F-5 completou 50 anos de operação no país em 2025, marco destacado oficialmente pela Aeronáutica, e segue empregado em missões de defesa aérea enquanto avança a incorporação do F-39 Gripen à força.

Reabastecimento em voo amplia autonomia dos caças

Na prática, o apoio do KC-390 permitiu que os F-5 permanecessem mais tempo nas áreas designadas para o adestramento, sem depender de retornos prematuros à base para recompletar combustível.

Essa capacidade altera o desenho do exercício porque dá aos pilotos maior margem para cumprir diferentes etapas da missão, repetir perfis táticos e operar em áreas mais distantes sem perda imediata de autonomia.

O emprego do Millennium nesse tipo de cenário também se encaixa no esforço mais amplo da Força Aérea para expandir e consolidar o uso da aeronave em tarefas operacionais diversas.

FAB realiza treinamento com caças F-5 e KC-390 no RS, ampliando alcance com reabastecimento em voo e missões BVR no litoral.
FAB realiza treinamento com caças F-5 e KC-390 no RS, ampliando alcance com reabastecimento em voo e missões BVR no litoral.

Em publicações oficiais, a FAB tem associado o Esquadrão Gordo ao avanço dessa plataforma em missões de transporte, lançamento, apoio e reabastecimento, o que ajuda a explicar sua participação em treinamentos voltados à sustentação de aeronaves de caça.

F-5 segue ativo na defesa aérea brasileira

Mesmo diante da renovação da frota, o Tiger II continua ocupando espaço relevante na estrutura de prontidão brasileira.

A própria Aeronáutica destacou, ao relembrar os 50 anos do modelo, que o F-5 ampliou de forma substancial a capacidade de combate da FAB e permanece integrado à aviação de caça nacional, depois de sucessivas modernizações que estenderam sua vida útil e mantiveram o vetor apto ao emprego operacional.

Essa permanência ajuda a entender por que deslocamentos como o realizado para Canoas ainda fazem parte do cotidiano da força.

Mais do que uma exibição eventual, o exercício serviu para manter tripulações e meios em ritmo de emprego, com ênfase em procedimentos que dependem de coordenação fina entre caça e avião de apoio, especialmente quando o cenário envolve missões BVR e permanência prolongada fora da área de origem.

Além da atividade aérea, a operação foi acompanhada na Base Aérea de Canoas por um grupo de observadores coordenado pelo Cel. Av. R1 Antônio Biasus, que registrou imagens do treinamento durante o período da manobra.

O acompanhamento externo ocorreu paralelamente à rotina de voos e ajudou a documentar uma movimentação que, embora classificada como rotineira pela FAB, reuniu elementos relevantes da atual fase operacional da aviação de caça brasileira.

Em Canoas, a combinação entre F-5 e KC-390 mostrou como a FAB continua usando plataformas de gerações distintas de forma complementar para sustentar preparo, alcance e continuidade das missões.

O resultado foi uma semana de voos voltada menos à demonstração e mais ao adestramento, em um perfil que preserva capacidades consideradas essenciais para a defesa aérea e para a manutenção da prontidão dos esquadrões.

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Benedito Carlos da Silva
Benedito Carlos da Silva
05/04/2026 22:02

Muito triste o Brasil basear sua defesa aérea em Aviões de 50 anos de idade.
Qualquer Pessoa inteligente e bem informado fica estarrecido com o Governo do Brasil em não investir em Tecnologias Avançadas para as Forças Armadas do Brasil: Exército, Marinha e Aeronáutica.
Brasil desarmado perante as Nações de Primeiro Mundo.
Estamos a mercê do destino por culpa do Governo e da Máfia de Políticos Corruptos Brasileiros que roubam os Cofres Públicos Brasileiro ompiedosamente, não sobrando Recursos Financeiros para investir nas Forças Armadas do Brasil.

Wagner Moreira de Castro
Wagner Moreira de Castro
05/04/2026 16:48

No TITULO da matéria apresentada, por favor , corrijam para ” EXERCÍCIO” e não Exército. Quem possui caças F-5 é a Força Aérea Brasileira.

Avacy Ampolini
Avacy Ampolini
04/04/2026 18:02

Com todo o conhecimento adquirido da EMBRAER neste segmento, a própria empresa em questão pode traçar projetos tecnológicos de alta qualidade, planejar um caça pequeno eficaz, com tecnologia embarcada do mundo todo, hoje as plataformas são híbrida.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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