Treinamento aéreo no Sul reforça uso combinado de caças F-5 e KC-390 em missões de longo alcance
Entre 13 e 20 de março, a Força Aérea Brasileira conduziu uma manobra de adestramento a partir da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, com emprego de caças F-5EM/FM Tiger II em missões voltadas ao combate ar-ar.
A atividade integrou a rotina operacional da FAB e teve como foco preservar a proficiência dos pilotos em cenários simulados de interceptação e enfrentamento aéreo.
Treinamento de combate aéreo com F-5 no RS
O treinamento reuniu aeronaves do 1º Grupo de Aviação de Caça, sediado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, além de um KC-390 Millennium do Esquadrão Gordo, responsável pelo apoio de reabastecimento em voo.
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Com isso, a operação ampliou o raio de ação dos jatos e também aumentou o tempo disponível para a execução das missões, elemento considerado central em exercícios que buscam reproduzir condições mais próximas do ambiente real.
Missões BVR no litoral do Rio Grande do Sul

Segundo o relato publicado sobre a atividade, a maior parte dos voos de combate além do alcance visual, conhecidos pela sigla BVR, ocorreu sobre o litoral do Rio Grande do Sul.
Esse tipo de perfil exige coordenação mais precisa entre vetores, planejamento de combustível e gestão de sensores e armamentos simulados, o que explica a presença do avião-tanque como peça de apoio na operação desenvolvida em Canoas.
Ainda que a FAB trate o exercício como parte de seu calendário recorrente de preparo, a movimentação chama atenção por ocorrer em um momento de transição gradual da aviação de caça brasileira.
O F-5 completou 50 anos de operação no país em 2025, marco destacado oficialmente pela Aeronáutica, e segue empregado em missões de defesa aérea enquanto avança a incorporação do F-39 Gripen à força.
Reabastecimento em voo amplia autonomia dos caças
Na prática, o apoio do KC-390 permitiu que os F-5 permanecessem mais tempo nas áreas designadas para o adestramento, sem depender de retornos prematuros à base para recompletar combustível.
Essa capacidade altera o desenho do exercício porque dá aos pilotos maior margem para cumprir diferentes etapas da missão, repetir perfis táticos e operar em áreas mais distantes sem perda imediata de autonomia.
O emprego do Millennium nesse tipo de cenário também se encaixa no esforço mais amplo da Força Aérea para expandir e consolidar o uso da aeronave em tarefas operacionais diversas.

Em publicações oficiais, a FAB tem associado o Esquadrão Gordo ao avanço dessa plataforma em missões de transporte, lançamento, apoio e reabastecimento, o que ajuda a explicar sua participação em treinamentos voltados à sustentação de aeronaves de caça.
F-5 segue ativo na defesa aérea brasileira
Mesmo diante da renovação da frota, o Tiger II continua ocupando espaço relevante na estrutura de prontidão brasileira.
A própria Aeronáutica destacou, ao relembrar os 50 anos do modelo, que o F-5 ampliou de forma substancial a capacidade de combate da FAB e permanece integrado à aviação de caça nacional, depois de sucessivas modernizações que estenderam sua vida útil e mantiveram o vetor apto ao emprego operacional.
Essa permanência ajuda a entender por que deslocamentos como o realizado para Canoas ainda fazem parte do cotidiano da força.
Mais do que uma exibição eventual, o exercício serviu para manter tripulações e meios em ritmo de emprego, com ênfase em procedimentos que dependem de coordenação fina entre caça e avião de apoio, especialmente quando o cenário envolve missões BVR e permanência prolongada fora da área de origem.
Além da atividade aérea, a operação foi acompanhada na Base Aérea de Canoas por um grupo de observadores coordenado pelo Cel. Av. R1 Antônio Biasus, que registrou imagens do treinamento durante o período da manobra.
O acompanhamento externo ocorreu paralelamente à rotina de voos e ajudou a documentar uma movimentação que, embora classificada como rotineira pela FAB, reuniu elementos relevantes da atual fase operacional da aviação de caça brasileira.
Em Canoas, a combinação entre F-5 e KC-390 mostrou como a FAB continua usando plataformas de gerações distintas de forma complementar para sustentar preparo, alcance e continuidade das missões.
O resultado foi uma semana de voos voltada menos à demonstração e mais ao adestramento, em um perfil que preserva capacidades consideradas essenciais para a defesa aérea e para a manutenção da prontidão dos esquadrões.

Muito triste o Brasil basear sua defesa aérea em Aviões de 50 anos de idade.
Qualquer Pessoa inteligente e bem informado fica estarrecido com o Governo do Brasil em não investir em Tecnologias Avançadas para as Forças Armadas do Brasil: Exército, Marinha e Aeronáutica.
Brasil desarmado perante as Nações de Primeiro Mundo.
Estamos a mercê do destino por culpa do Governo e da Máfia de Políticos Corruptos Brasileiros que roubam os Cofres Públicos Brasileiro ompiedosamente, não sobrando Recursos Financeiros para investir nas Forças Armadas do Brasil.
No TITULO da matéria apresentada, por favor , corrijam para ” EXERCÍCIO” e não Exército. Quem possui caças F-5 é a Força Aérea Brasileira.
Com todo o conhecimento adquirido da EMBRAER neste segmento, a própria empresa em questão pode traçar projetos tecnológicos de alta qualidade, planejar um caça pequeno eficaz, com tecnologia embarcada do mundo todo, hoje as plataformas são híbrida.