EUA confirmam o início de tarifas adicionais de 25% à Índia, com lista de exceções. Medida começa a valer nesta quarta-feira e está vinculada à relação de Nova Délhi com o petróleo russo.
O Estadão informou que os EUA confirmam o início de tarifas adicionais de 25% à Índia a partir desta quarta-feira (27). A medida, decretada por Donald Trump em 6 de agosto, será publicada no Federal Register e representa mais uma etapa na política de pressão econômica americana sobre países que mantêm relações comerciais com Moscou.
Segundo o governo dos Estados Unidos, a sobretaxa se justifica porque a Índia estaria importando direta ou indiretamente petróleo russo, contrariando os decretos de emergência nacional já existentes sobre a guerra na Ucrânia. Para Washington, essa ação é essencial para “lidar de forma mais eficaz” com o que classifica como ameaça incomum e extraordinária representada pela Rússia.
O que muda com as tarifas adicionais de 25%
Na prática, todos os produtos indianos exportados para os EUA passam a pagar o adicional de 25%. No entanto, o governo americano estabeleceu uma série de exceções para reduzir impactos econômicos imediatos, sobretudo em setores considerados estratégicos ou já regulados por outros regimes tarifários.
-
SpaceX define ação a US$ 135 e mira IPO histórico de US$ 75 bilhões para estrear na Nasdaq com valor de mercado trilionário
-
Enquanto o mundo corre para minerar o lítio do Congo e do Chile, o Brasil senta sobre uma das maiores reservas e mal começou a explorar
-
Herdeiro trabalhou aos treze anos em fábrica de sorvete sem revelar ser filho do dono; hoje, aos vinte e cinco, lidera a marca de sorvete para consumo doméstico mais vendida do Nordeste, fatura quase R$ 300 milhões, tem 145 lojas e enfrenta multinacionais com sabores regionais
-
Fabricante gaúcha de fechaduras investe R$ 150 milhões para superar R$ 1 bilhão em faturamento, criar 200 empregos e dobrar armazenagem, enquanto escolhe Santa Catarina para instalar novo centro logístico e acelerar entregas no Sul do Brasil
Entre os itens isentos estão ferro, aço, alumínio e derivados de cobre, além de veículos de passageiros, caminhonetes leves e suas peças. O texto também prevê a exclusão de doações humanitárias, como alimentos, roupas e medicamentos, e de materiais culturais e informacionais, como filmes, publicações e obras de arte.
Impactos na economia indiana
Especialistas avaliam que a medida pode gerar forte pressão sobre os exportadores indianos, já que os EUA estão entre os principais destinos dos produtos do país. A Índia é grande fornecedora de têxteis, químicos, fármacos e componentes industriais, setores que podem sofrer impacto imediato com a sobretaxa.
Além disso, milhões de pequenos produtores e trabalhadores da cadeia exportadora podem ser afetados. Analistas ouvidos pelo Estadão alertam que a decisão de Trump ameaça a subsistência de setores inteiros, colocando em risco empregos e competitividade.
Relação entre Índia, Rússia e EUA
O pano de fundo dessa disputa é a dependência energética da Índia em relação ao petróleo russo, que se intensificou após o início da guerra na Ucrânia. Nova Délhi tem buscado ampliar suas importações de energia de Moscou com preços mais baixos, o que desagrada Washington.
Ao mesmo tempo, a Índia integra o grupo dos Brics, ao lado de Brasil, Rússia, China e África do Sul, bloco que tem buscado alternativas ao sistema financeiro dominado pelos EUA. Para o governo americano, manter pressão tarifária é também uma forma de influenciar decisões geopolíticas em um cenário de disputas estratégicas.
Com os EUA confirmando o início de tarifas adicionais de 25% à Índia, a tensão comercial ganha novo capítulo e amplia os efeitos colaterais da guerra na Ucrânia na economia global. O impacto recai não apenas sobre grandes exportadores, mas também sobre milhões de pequenos produtores indianos.
Você acha que essa pressão americana vai fazer a Índia rever sua parceria energética com a Rússia ou apenas fortalecer a aliança entre os Brics? Deixe sua opinião nos comentários — queremos ouvir sua análise sobre esse cenário.

Isso só vai fortalecer a aliança econômica do BRICS. A verdade é que muitos países emergentes estão buscando outras formas de negociação econômica, deixando de ser totalmente dependente da economia americana. Acredito que, além do BRICS, outras alianças econômicas surgirão. É o declínio inevitável do império econômico americano. De forma gradual e irreversível.
As questoes politicas no Tarifaço é apenas Pano de fundo. EUA estão preocupados com crescimento Chinês na economia mundial.Ainda mais com a conversa dos países que integram o Brics dizerem de criar nova moeda.
Ai azedou de vez.
China, Índia, África Sul, Brasi, Rússia e agora com inclusão de alguns países do Oriente médio, o bloco ficou ainda mais forte!!
A Índia baixou impostos internos e investe pesado em sua economia. Simples!