Registro oficial de lançamento revelou detalhe incomum na fuselagem e reacendeu o foco sobre armamentos de ataque à distância usados na Operation Epic Fury, iniciada em 28 de fevereiro de 2026.
Imagens divulgadas por canais oficiais dos Estados Unidos registraram um míssil Tomahawk deixando o lançador de um destróier em direção a alvos no Irã, em meio ao início da ofensiva batizada de Operation Epic Fury, em 28 de fevereiro de 2026.
O detalhe que concentrou a atenção foi a fuselagem com acabamento escuro, descrito como “preto” em análises baseadas no material público.
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) atribuiu o começo da operação a uma ordem presidencial e informou que as forças americanas e parceiras iniciaram ataques na madrugada de 28 de fevereiro, após uma sequência de ações de preparação envolvendo capacidades cibernéticas e espaciais.
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Segundo comunicados e atualizações públicas, a primeira fase mirou estruturas militares do Irã ligadas a comando e controle, defesa aérea e pontos associados a mísseis e drones.
Foto do USS Winston S. Churchill e a data do disparo
Na galeria oficial do CENTCOM, a legenda de uma das imagens identifica o destróier USS Winston S. Churchill (DDG 81) disparando um Tomahawk Land Attack Missile (TLAM) em apoio à Operation Epic Fury, com data de 28 de fevereiro de 2026.
Esse crédito consolidou, de forma documentada, a associação entre a plataforma naval e o emprego do míssil naquele pacote inicial de ataques.

Outras publicações e registros oficiais reunidos no mesmo conjunto de materiais indicaram que destróieres norte-americanos participaram de ações semelhantes em apoio à ofensiva, reforçando o papel do Tomahawk nos disparos a partir do mar.
Ao mesmo tempo, a seleção das imagens expostas ao público passou a servir como base para leituras externas, ainda que sem detalhar razões técnicas.
Operation Epic Fury: meios empregados nos ataques
Reportagens da Reuters descreveram uma ação de grande escala, com uso combinado de mísseis Tomahawk, caças e bombardeiros, além de drones de ataque, em um esforço apresentado como multidomínio.
Em uma dessas matérias, a agência citou que os Tomahawk usados nos ataques são produzidos pela Raytheon, hoje parte da RTX, e que a arma permite atingir alvos a longa distância.
Em balanços públicos do período inicial, autoridades militares americanas também relataram que a ofensiva envolveu mais de cem aeronaves na etapa de 28 de fevereiro, além de munições de ataque à distância e ações para degradar redes de comunicação e defesa.
Esse desenho operacional ajuda a explicar por que o disparo a partir de navios aparece como peça recorrente em ataques de abertura, quando o objetivo é reduzir riscos às tripulações.
Tomahawk TLAM: alcance e uso em ataques à distância

Em materiais institucionais da Marinha dos EUA, o Tomahawk Land Attack Missile é descrito como um míssil de cruzeiro subsônico, de longo alcance, lançado por navios de superfície e por submarinos, destinado a ataques em profundidade.
A mesma ficha oficial define o TLAM como arma “all-weather”, reforçando sua vocação para emprego em diferentes condições e em cenários de alta contestação.
A RTX, por sua vez, apresenta o Tomahawk como um armamento de precisão capaz de atingir alvos a até cerca de 1.000 milhas de distância, incluindo ambientes com defesas relevantes, e destaca versões com data link e capacidade de reatribuição em voo.
Essas descrições ajudam a contextualizar por que o míssil integra, com frequência, operações em que Washington busca alcançar alvos terrestres sem depender apenas de aeronaves sobre áreas altamente defendidas.
Revestimento preto do Tomahawk e o que foi observado
O ponto que tirou o episódio do circuito estritamente militar foi a aparência do exemplar mostrado nos registros, já que o Tomahawk, em si, é um sistema amplamente conhecido e usado há décadas.
O site The War Zone publicou uma análise sobre o que chamou de “primeiro” avistamento público de um Tomahawk com coloração preta durante ataques ao Irã, baseando-se em material visual disponibilizado oficialmente.
A mesma leitura apareceu em cobertura do BFBS Forces News, que citou o analista de munições Colby Badhwar ao comentar as imagens da operação.

Segundo o relato do veículo, ele afirmou: “The interesting thing about Tomahawk is that there was one or two pictures showing something unique, which was a Tomahawk that appeared to have sort of a black coating on it, which is something that we have not seen before.”
O que está confirmado publicamente e o que não foi explicado
Até aqui, os registros públicos sustentam com clareza três pontos: houve disparos de Tomahawk a partir de destróieres em apoio à Operation Epic Fury, há material oficial com o USS Winston S. Churchill associado a um lançamento em 28 de fevereiro de 2026 e a coloração escura do míssil foi percebida e descrita por analistas com base na imagem divulgada.
Esses elementos aparecem com lastro em fontes oficiais e em coberturas identificáveis.
Por outro lado, os comunicados acessíveis e as reportagens consultadas não atribuem, de forma oficial, uma razão para o acabamento escuro nem confirmam publicamente se o exemplar visto nas fotos corresponde a uma variante específica do Tomahawk.
Observadores apontaram hipóteses em redes sociais, mas, sem confirmação institucional ou documentação técnica aberta, esse tipo de explicação permanece fora do que é verificável.
Imagens oficiais e microdetalhes que dominam o debate
Em conflitos acompanhados em tempo real por fotos e vídeos, pequenas variações em um sistema conhecido tendem a ganhar peso porque o público tem acesso limitado ao que foi empregado, em quais lotes e com quais adaptações.
No caso de mísseis de cruzeiro, o formato geral costuma ser reconhecível, mas acabamento, marcações e componentes externos podem mudar por razões de manutenção, padronização operacional ou necessidades do ambiente, sem que isso seja detalhado em notas públicas.
A centralização do material em páginas e galerias do CENTCOM cria, ao mesmo tempo, um arquivo útil e uma vitrine controlada, com imagens que ajudam a reconstruir o “como” do emprego, mas raramente explicam escolhas específicas.
Assim, a fotografia do Churchill funciona como amarração documental, enquanto o “preto” do Tomahawk vira símbolo do quanto um detalhe visual pode dominar o debate, mesmo em uma operação marcada por múltiplos meios de ataque.
