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EUA coloca em jogo míssil Tomahawk com revestimento preto pela primeira vez em combate, lançado do destróier USS Winston S. Churchill na Operation Epic Fury contra alvos militares no Irã

Foto de perfil do autor Alisson Ficher
Escrito por Alisson Ficher Publicado em 05/03/2026 às 14:32
Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.
Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.
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Registro oficial de lançamento revelou detalhe incomum na fuselagem e reacendeu o foco sobre armamentos de ataque à distância usados na Operation Epic Fury, iniciada em 28 de fevereiro de 2026.

Imagens divulgadas por canais oficiais dos Estados Unidos registraram um míssil Tomahawk deixando o lançador de um destróier em direção a alvos no Irã, em meio ao início da ofensiva batizada de Operation Epic Fury, em 28 de fevereiro de 2026.

O detalhe que concentrou a atenção foi a fuselagem com acabamento escuro, descrito como “preto” em análises baseadas no material público.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) atribuiu o começo da operação a uma ordem presidencial e informou que as forças americanas e parceiras iniciaram ataques na madrugada de 28 de fevereiro, após uma sequência de ações de preparação envolvendo capacidades cibernéticas e espaciais.

Segundo comunicados e atualizações públicas, a primeira fase mirou estruturas militares do Irã ligadas a comando e controle, defesa aérea e pontos associados a mísseis e drones.

Foto do USS Winston S. Churchill e a data do disparo

Na galeria oficial do CENTCOM, a legenda de uma das imagens identifica o destróier USS Winston S. Churchill (DDG 81) disparando um Tomahawk Land Attack Missile (TLAM) em apoio à Operation Epic Fury, com data de 28 de fevereiro de 2026.

Esse crédito consolidou, de forma documentada, a associação entre a plataforma naval e o emprego do míssil naquele pacote inicial de ataques.

Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.
Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.

Outras publicações e registros oficiais reunidos no mesmo conjunto de materiais indicaram que destróieres norte-americanos participaram de ações semelhantes em apoio à ofensiva, reforçando o papel do Tomahawk nos disparos a partir do mar.

Ao mesmo tempo, a seleção das imagens expostas ao público passou a servir como base para leituras externas, ainda que sem detalhar razões técnicas.

Operation Epic Fury: meios empregados nos ataques

Reportagens da Reuters descreveram uma ação de grande escala, com uso combinado de mísseis Tomahawk, caças e bombardeiros, além de drones de ataque, em um esforço apresentado como multidomínio.

Em uma dessas matérias, a agência citou que os Tomahawk usados nos ataques são produzidos pela Raytheon, hoje parte da RTX, e que a arma permite atingir alvos a longa distância.

Em balanços públicos do período inicial, autoridades militares americanas também relataram que a ofensiva envolveu mais de cem aeronaves na etapa de 28 de fevereiro, além de munições de ataque à distância e ações para degradar redes de comunicação e defesa.

Esse desenho operacional ajuda a explicar por que o disparo a partir de navios aparece como peça recorrente em ataques de abertura, quando o objetivo é reduzir riscos às tripulações.

Tomahawk TLAM: alcance e uso em ataques à distância

Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.
Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.

Em materiais institucionais da Marinha dos EUA, o Tomahawk Land Attack Missile é descrito como um míssil de cruzeiro subsônico, de longo alcance, lançado por navios de superfície e por submarinos, destinado a ataques em profundidade.

A mesma ficha oficial define o TLAM como arma “all-weather”, reforçando sua vocação para emprego em diferentes condições e em cenários de alta contestação.

A RTX, por sua vez, apresenta o Tomahawk como um armamento de precisão capaz de atingir alvos a até cerca de 1.000 milhas de distância, incluindo ambientes com defesas relevantes, e destaca versões com data link e capacidade de reatribuição em voo.

Essas descrições ajudam a contextualizar por que o míssil integra, com frequência, operações em que Washington busca alcançar alvos terrestres sem depender apenas de aeronaves sobre áreas altamente defendidas.

Revestimento preto do Tomahawk e o que foi observado

O ponto que tirou o episódio do circuito estritamente militar foi a aparência do exemplar mostrado nos registros, já que o Tomahawk, em si, é um sistema amplamente conhecido e usado há décadas.

O site The War Zone publicou uma análise sobre o que chamou de “primeiro” avistamento público de um Tomahawk com coloração preta durante ataques ao Irã, baseando-se em material visual disponibilizado oficialmente.

A mesma leitura apareceu em cobertura do BFBS Forces News, que citou o analista de munições Colby Badhwar ao comentar as imagens da operação.

Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.
Imagens mostram Tomahawk com revestimento preto sendo lançado do USS Winston S. Churchill durante a Operation Epic Fury em ataques dos EUA ao Irã.

Segundo o relato do veículo, ele afirmou: “The interesting thing about Tomahawk is that there was one or two pictures showing something unique, which was a Tomahawk that appeared to have sort of a black coating on it, which is something that we have not seen before.”

O que está confirmado publicamente e o que não foi explicado

Até aqui, os registros públicos sustentam com clareza três pontos: houve disparos de Tomahawk a partir de destróieres em apoio à Operation Epic Fury, há material oficial com o USS Winston S. Churchill associado a um lançamento em 28 de fevereiro de 2026 e a coloração escura do míssil foi percebida e descrita por analistas com base na imagem divulgada.

Esses elementos aparecem com lastro em fontes oficiais e em coberturas identificáveis.

Por outro lado, os comunicados acessíveis e as reportagens consultadas não atribuem, de forma oficial, uma razão para o acabamento escuro nem confirmam publicamente se o exemplar visto nas fotos corresponde a uma variante específica do Tomahawk.

Observadores apontaram hipóteses em redes sociais, mas, sem confirmação institucional ou documentação técnica aberta, esse tipo de explicação permanece fora do que é verificável.

Imagens oficiais e microdetalhes que dominam o debate

Em conflitos acompanhados em tempo real por fotos e vídeos, pequenas variações em um sistema conhecido tendem a ganhar peso porque o público tem acesso limitado ao que foi empregado, em quais lotes e com quais adaptações.

No caso de mísseis de cruzeiro, o formato geral costuma ser reconhecível, mas acabamento, marcações e componentes externos podem mudar por razões de manutenção, padronização operacional ou necessidades do ambiente, sem que isso seja detalhado em notas públicas.

A centralização do material em páginas e galerias do CENTCOM cria, ao mesmo tempo, um arquivo útil e uma vitrine controlada, com imagens que ajudam a reconstruir o “como” do emprego, mas raramente explicam escolhas específicas.

Assim, a fotografia do Churchill funciona como amarração documental, enquanto o “preto” do Tomahawk vira símbolo do quanto um detalhe visual pode dominar o debate, mesmo em uma operação marcada por múltiplos meios de ataque.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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