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Estudantes de escola pública do Amazonas criam sabonete feito com borra de café: produto sustentável alcança mais de 60% de aprovação e mostra potencial comercial e impacto ambiental positivo

Publicado em 20/04/2026 às 19:11
Atualizado em 20/04/2026 às 19:13
Com 24 horas de produção e aprovação de voluntários, estudantes do Amazonas transformam borra de café em sabonete esfoliante. Confira a fórmula e os resultados.
Com 24 horas de produção e aprovação de voluntários, estudantes do Amazonas transformam borra de café em sabonete esfoliante. Confira a fórmula e os resultados. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima
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Com 24 horas de produção e aprovação de voluntários, estudantes do Amazonas transformam borra de café em sabonete esfoliante. Confira a fórmula e os resultados.

Um teste de campo realizado com 20 voluntários da comunidade de Barreirinha, no Amazonas, validou a eficácia de um novo cosmético sustentável: um sabonete esfoliante produzido inteiramente por estudantes locais. A análise sensorial, que avaliou critérios como a cremosidade da espuma, durabilidade da barra e sedosidade na pele, revelou que mais de 60% dos participantes aprovaram totalmente o produto.

O diferencial da fórmula é o uso da borra de café, um resíduo orgânico que, após o preparo da bebida, costuma ser descartado, mas que revelou propriedades ideais para o tratamento cutâneo. Sob a supervisão da professora de Química Karliany de Souza Lima, os jovens pesquisadores realizaram estudos teóricos e práticos para garantir que o item de higiene pessoal tivesse qualidade competitiva.

A aceitação externa serviu como prova de que a ciência produzida dentro das escolas públicas pode resultar em soluções de mercado viáveis e ecologicamente corretas.

Formulação técnica e o reaproveitamento da borra de café

A produção do cosmético não foi apenas artesanal, mas sim uma experiência de química aplicada que exigiu precisão. Os estudantes desenvolveram duas variações do produto, explorando tanto o uso doméstico quanto o potencial comercial.

O tempo de cura e finalização do sabonete foi de exatamente 24 horas, período necessário para que a mistura de insumos atingisse a rigidez e a textura desejadas para a esfoliação.

Para chegar ao resultado final, a equipe utilizou uma combinação de componentes químicos e naturais:

  • Agente esfoliante: Borra de café reaproveitada (rica em antioxidantes);
  • Base hidratante: Óleo de amêndoas e glicerina líquida;
  • Estrutura: Sabonete glicerinado e base de glicerina pura;
  • Solventes e auxiliares: Álcool de cereais e lauril (responsável pela limpeza e espuma).

De acordo com a pesquisa, a escolha da borra de café se justificou por suas características químicas, que incluem ações anti-inflamatórias e antitumorais, além da capacidade de remover impurezas da pele por meio da adsorção.

Formação científica e impacto socioambiental

A trajetória do projeto, intitulado “Produção de sabonete esfoliante a partir do reaproveitamento da borra de café”, reflete um movimento de conscientização ambiental em Barreirinha. Ao transformar o lixo em matéria-prima, os estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Prof.ª Maria Belém foram incentivados a buscar respostas para dilemas ecológicos da sua própria região. Enquanto isso, a atividade acadêmica ajudou a formar cidadãos mais atentos à preservação da natureza.

Com 24 horas de produção e aprovação de voluntários, estudantes do Amazonas transformam borra de café em sabonete esfoliante. Confira a fórmula e os resultados. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima
Com 24 horas de produção e aprovação de voluntários, estudantes do Amazonas transformam borra de café em sabonete esfoliante. Confira a fórmula e os resultados. Foto: Divulgação/Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima

Além do impacto ambiental, a iniciativa buscou aproximar os jovens das carreiras tecnológicas. O suporte é decisivo para aproximar os jovens das carreiras científicas, destaca a coordenadora Karliany Lima. A participação ativa na escrita de relatórios, gravação de vídeos explicativos e testes laboratoriais colocou os alunos como protagonistas do próprio aprendizado, mudando a dinâmica tradicional da sala de aula.

Apoio institucional e o Programa Ciência na Escola

O êxito desta pesquisa escolar foi viabilizado pelo edital nº 002/2024 do Programa Ciência na Escola (PCE). Esta política pública, mantida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), é o que permite que ideias inovadoras de professores e alunos ganhem fôlego financeiro e estrutural.

Assim, o Governo do Estado fomenta a cultura da inovação desde o ensino básico em diversas cidades amazonenses. Portanto, o sabonete feito com borra de café é mais do que um cosmético; é o símbolo de uma educação que une teoria e prática. Ao descentralizar a pesquisa científica para o interior do estado, o programa abre portas para que novos talentos surjam fora dos grandes centros urbanos.

Com informações da Agência de Notícias do Amazonas e Compre Rural

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Maucon
Maucon
23/04/2026 05:48

Bom..pra quem toma banho de rio..o sabonete pode ser até de **** kkkk

Maria José Fernandes
Maria José Fernandes
23/04/2026 05:46

Parabéns para todos da equipe, é uma riqueza imensa essa descoberta continuem progredindo. Mentes brilhantes parabéns!

Ana Martini
Ana Martini
22/04/2026 18:25

Nenhuma novidade, sabonete de borra de café existe há muito tempo. E não existe sabonete hidratante. O produto ou limpa ou hidrata. Óleo de amêndoas hidrata, mas o lauril e o álcool de cereais removem o óleo de amêndoas, que por sua vez mata a espuma do lauril sulfato de s****. Na verdade um elemento anula o efeito do outro. Seria mais conveniente usar apenas a base glicerinada que promove uma limpeza suave, mais a borra de café pelo efeito esfoliativo.

Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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