Dragagem do canal de São Lourenço, em Niterói, demandará investimentos de R$ 200 milhões e permitirá o acesso de navios maiores aos estaleiros
Depois da Prefeitura de Niterói anunciar que investirá R$ 200 milhões na dragagem do Canal de São Lourenço, agora foi a vez da obra vencer mais uma etapa e utilizando se de recursos oriundos dos royalties do petróleo referentes à exploração do Campo de Lula.
A prefeitura do município acaba de conseguir a licença do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), e as obras aumentarão o calado (profundidade) de sete para 12 metros e possibilitarão o acesso de grandes embarcações aos estaleiros às margens da Avenida do Contorno, no Barreto, próximos à subida da Ponte Rio-Niterói.
Com as obras no canal, que virou um antigo cemitério de navios em Niterói, os estaleiros serão beneficiados, pois navios maiores conseguirão acessar os estaleiros ali localizados.
As causas do assoreamento daquela área da Baía de Guanabara foi o aterramento feito por ocasião da construção da Ponte Rio-Niterói na década de 1970.
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Depois da liberação do Inea, ainda será preciso a prefeitura de Niterói conseguir, a aprovação do INPH (Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias), que será o órgão responsável pelo projeto e que supervisionará a dragagem.
Pólo naval e terminal pesqueiro
O investimento da Prefeitura de Niterói visa a recuperação do polo naval da região, mas também será importante para colocar em funcionamento um terminal pesqueiro que custou R$ 10 milhões ao governo federal e que nunca funcionou.
O terminal foi inaugurado pelo então ministro da pesca Marcelo Crivella, em 2013 e ocupa um espaço de 7.200 metros quadrados, próximo à Ponte Rio-Niterói, que no momento se encontra abandonado, mas que a prefeitura espera recuperar através de uma parceria público-privada (PPP).

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