Tecnologia de pavimentação em concreto avança em Santa Catarina e chama atenção pela resistência elevada, maior espessura e longa vida útil em regiões de serra, onde o desgaste das rodovias costuma ser intensificado pelo tráfego pesado e pelas condições exigentes do relevo.
Santa Catarina tem ampliado o uso de pavimento de concreto em trechos de serra com o objetivo de aumentar a resistência das rodovias e reduzir intervenções frequentes, sobretudo em áreas marcadas por curvas acentuadas, aclives prolongados e circulação intensa de veículos pesados.
Nesse contexto, a solução já aparece em pontos estratégicos como a Serra Dona Francisca, localizada no Norte do Estado, onde as condições de uso exigem maior desempenho estrutural da pista ao longo do tempo.
Concreto ganha espaço em rodovias de serra
De acordo com o engenheiro André Torrens, coordenador regional de infraestrutura no Norte catarinense, o concreto pode alcançar resistência até cinco vezes superior à do asfalto convencional, dependendo das condições de aplicação e do tipo de tráfego predominante no trecho.
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Segundo ele, a principal diferença está na composição dos materiais e, sobretudo, na espessura empregada na estrutura do pavimento, fator determinante para suportar esforços mecânicos mais intensos ao longo dos anos.

Enquanto uma camada comum de asfalto possui cerca de 6 centímetros, o pavimento de concreto pode atingir aproximadamente 26 centímetros de espessura, formando uma base significativamente mais robusta e preparada para enfrentar desgaste contínuo.
Com essa estrutura mais espessa, a pista passa a suportar melhor o impacto causado por veículos pesados, frenagens constantes em descidas e variações térmicas, comuns em regiões de relevo acidentado e clima instável.
Desempenho em curvas e tráfego intenso
Em áreas serranas, onde caminhões reduzem velocidade, enfrentam curvas fechadas e exigem maior aderência do pavimento, o concreto tende a apresentar desempenho mais estável ao longo do tempo, reduzindo deformações e falhas estruturais.
Um exemplo citado é a própria Serra Dona Francisca, onde curvas construídas em concreto permanecem em uso há cerca de 46 anos, sendo frequentemente utilizadas como referência de durabilidade em projetos de infraestrutura rodoviária.
Ainda assim, a adoção do concreto não elimina o uso do asfalto nas rodovias catarinenses, já que a escolha entre os materiais depende de fatores como volume de tráfego, características do terreno, custo inicial e planejamento de manutenção futura.
Diferença entre pavimento rígido e white topping

No que diz respeito à aplicação, existem duas formas principais de utilização do concreto em rodovias, cada uma adequada a diferentes condições estruturais e necessidades de intervenção.
Quando o material é aplicado sobre um pavimento já existente, utiliza-se a técnica conhecida como white topping, que consiste em uma camada rígida sobre a estrutura anterior, prolongando sua vida útil sem a necessidade de reconstrução completa.
Por outro lado, quando a execução ocorre diretamente sobre a base preparada do solo, o método recebe o nome de pavimento rígido, sendo projetado desde o início para suportar cargas elevadas e maior durabilidade.
Em ambos os casos, utiliza-se o concreto de cimento Portland, diferente do chamado concreto asfáltico, que possui composição e comportamento estrutural distintos ao longo do tempo.
Conforme explica Torrens, o concreto asfáltico utiliza um ligante derivado do petróleo, conhecido como cimento asfáltico, enquanto o concreto de cimento Portland emprega o mesmo tipo de material usado em calçadas, lajes e outras estruturas da construção civil.
Custo inicial maior, mas manutenção reduzida
Embora o pavimento rígido apresente custo inicial mais elevado em comparação ao asfalto, sua adoção pode se mostrar vantajosa ao longo do tempo, especialmente pela redução na frequência de intervenções e pela maior durabilidade estrutural.

Em regiões de serra, essa característica ganha relevância adicional, já que obras de manutenção costumam exigir bloqueios parciais, desvios operacionais e impacto direto no fluxo de veículos, afetando tanto o transporte de cargas quanto o deslocamento diário.
Mesmo em cenários hipotéticos onde o asfalto apresentasse espessura semelhante, a avaliação técnica indica que ele não alcançaria o mesmo nível de resistência do concreto e poderia resultar em custos mais elevados ao longo do ciclo de vida da rodovia.
Por esse motivo, o uso do concreto tem avançado em trechos considerados críticos, onde a exigência estrutural é maior e a durabilidade se torna fator decisivo para a escolha do material.
A expectativa de vida útil superior a 40 anos reforça o interesse por esse tipo de solução em rodovias com relevo desafiador, desde que a execução siga critérios técnicos rigorosos e inclua preparação adequada da base.
Dentro desse cenário, a discussão entre asfalto e concreto segue presente em Santa Catarina, especialmente em obras de serra, onde a escolha do pavimento influencia diretamente a segurança viária, os custos operacionais e a longevidade da infraestrutura.

Só espero que essa estrada de concreto seja realmente bem feita, pois a maioria que eu rodo nesse Brasil que foram feitas de concreto estão se acabando antes mesmo de terminar as obras, a maioria já está cheia de remendo sem contar com as ondulações que tem nessas estradas, principalmente as estradas do norte e nordeste, a maioria nem foi terminada e já estão cheias de ondulações e buracos. Agora resta saber se foi feita com material de baixa qualidade ou a execução que foi mau feita.
A reportagem não cita quem constrói, o governo federal.
Não sei se por falta de informação (que não deve ser o caso) ou se má fé (mais provável).
Santa Catarina é um estado que já vive no primeiro mundo, se não fosse a corrupção e a esquerda acabando com o país e restante dos Estados poderiam ser assim também.
Visite Fortaleza.
Sério que vc quer comparar Ceará com Santa Catarina 😂
Eu vou a Fortaleza todo o mês, conheço a cidade inteira, caótica, estradas em péssimo estado, melhor ficarem quietos pra não passar vergonha.
Mas explique então porquê Santa Catarina é o estado com maior número de prefeitos cassados e presos por corrupção! Em tempo são a maioria do PL partido dos Bolsonaros, nenhum é de esquerda!
kkkkk estive em Santa Catarina um mês atrás e o que vi foi bem decepcionante. Todo mal construído, ruas estreitas, transito caótico, ruas sem calçada, imóveis quase todos sem inscrição no cartório. favelas nos morros de Florianópolis, esgoto sendo jogado nas praias que estão todas poluidas, fora os assaltos no centro da ilha. Isso não tem absolutamente nada de primeiro mundo. A unica coisa que salva é a beleza natural que não é merito nenhum do povo de lá
Se depender do atual Governo Federal vamos andar de mulas…