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Essa ponte de 1956 tem quase 40 km e é tão longa que mostra a curvatura da Terra e pode ser vista do espaço

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 18/06/2025 às 15:48
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A Lake Pontchartrain Causeway cruza um lago na Louisiana com mais de 38 km de extensão e revela a curvatura do planeta.

Uma ponte tão longa que desafia os olhos humanos. Essa é a Lake Pontchartrain Causeway, no estado da Louisiana, Estados Unidos.

A estrutura é formada por duas pontes paralelas que se estendem por impressionantes 38,42 quilômetros sobre o Lago Pontchartrain. Ela é visível do espaço, especialmente em imagens capturadas pela Estação Espacial Internacional.

Esse percurso liga as cidades de Metairie, ao sul, e Mandeville, ao norte. Juntas, as duas pistas formam a mais longa ponte contínua sobre a água do mundo, segundo o Guinness World Records.

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Duas pontes, um título mundial

A primeira ponte, que atende o tráfego no sentido sul, foi concluída em 1956. A segunda, voltada para o tráfego no sentido norte, foi finalizada em 1969.

Embora muito semelhantes, há diferenças no comprimento e no número de vãos. A ponte sul é ligeiramente mais curta — cerca de 15 metros — e possui 2.246 vãos. Já a ponte norte tem 1.506 vãos.

O Guinness World Records chegou a transferir o título de ponte mais longa sobre a água para a Ponte da Baía de Qingdao Jiaozhou, na China, após sua conclusão em 2011.

No entanto, essa decisão causou controvérsia. Moradores e engenheiros da Louisiana contestaram a nova classificação, afirmando que grande parte da ponte chinesa não está diretamente sobre a água.

A discussão foi encerrada com a criação de duas categorias: “comprimento contínuo sobre água“, vencida pela Lake Pontchartrain Causeway, e “comprimento agregado“, onde a ponte chinesa permanece líder.

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Engenharia repetitiva e eficaz

O projeto das pontes é considerado simples, mas extremamente funcional. A estrutura se repete em uma combinação de vãos, pilares de concreto e tampas curvas que ajudam a distribuir a pressão. A ponte sul usa duas estacas por junção, enquanto a ponte norte utiliza três.

Essa padronização permitiu que as peças fossem produzidas em massa em fábricas próximas ao local e transportadas por barcaças.

Isso acelerou significativamente o processo de construção. A primeira ponte ficou pronta em apenas 14 meses, quatro meses antes do prazo previsto.

Inovação em estacas de concreto

Um dos destaques técnicos do projeto foi a criação de um novo tipo de estaca de concreto. O engenheiro Maxwell Upson desenvolveu uma estaca cilíndrica oca de 137 cm de largura, bem acima do padrão anterior de 61 cm.

Além disso, inventou um método de fabricação com força centrífuga, garantindo maior resistência ao material. No total, cerca de 9.500 estacas sustentam as duas pontes.

Fábrica e logística à beira do lago

A construção da primeira ponte exigiu um pátio industrial em Mandeville. Com um custo de US$ 6 milhões, o local empregou 750 trabalhadores. Do lado leste do pátio, eram produzidas as estacas. Do lado oeste, os vãos. Um canal foi dragado para conectar o lago à área de produção, facilitando o transporte das peças até o ponto de montagem.

Essa logística também foi aplicada na segunda ponte. O mesmo grupo empresarial da construção original — Brown & Root, TL James e Raymond International — venceu o novo contrato. As peças continuaram sendo fabricadas em Mandeville e transportadas de barco até o canteiro montado sobre o lago.

Cruzamentos e ajustes ao longo dos anos

Com o tempo, modificações importantes foram feitas na estrutura. O vão basculante da ponte original, no lado norte, foi substituído por um novo para se adaptar à ponte paralela. Já o lado sul teve o vão móvel removido e trocado por um vão fixo. Foram criados ainda sete cruzamentos entre as duas pontes. Eles permitem o redirecionamento do tráfego em casos de emergência.

A segunda ponte foi aberta ao público em 10 de maio de 1969, após um investimento estimado de US$ 30 milhões.

Melhorias recentes

Em 2019, começaram novas obras na Lake Pontchartrain Causeway. O objetivo era instalar acostamentos em pontos estratégicos entre os cruzamentos. Com isso, motoristas teriam onde parar em casos de pane ou acidente, sem interromper o fluxo da ponte.

Cada acostamento mede entre 183 e 307 metros. O projeto foi conduzido pela empresa Volkert e executado pela construtora Boh Bros. O custo total foi de US$ 53 milhões. As obras foram concluídas em 2020, aumentando a segurança e eficiência da estrutura.

A ponte que mostra a curvatura da Terra

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Além de seu impressionante tamanho e engenharia, a Lake Pontchartrain Causeway tem um diferencial que a transformou em objeto de estudo científico: sua extensão é tão grande que permite observar os efeitos da curvatura da Terra.

Em dias muito claros e com o uso de telescópios ou câmeras de longo alcance, é possível notar que parte da ponte parece desaparecer no horizonte. Isso ocorre porque a curvatura da Terra “esconde” cerca de 12 a 15 metros da estrutura no ponto mais distante da linha de visão ao nível do mar.

O fenômeno ganhou destaque em 2017, quando o engenheiro e youtuber Mick West utilizou a ponte para demonstrar visualmente a curvatura terrestre.

Ele analisou fotografias e realizou medições detalhadas ao longo do lago. O experimento se tornou popular entre divulgadores científicos como evidência contra teorias da Terra plana.

Embora o efeito não seja claramente visível a olho nu, os equipamentos ópticos ajudam a revelar distorções visuais e ocultamentos parciais da estrutura. O caso virou referência em conteúdos educacionais sobre geografia e física.

Um legado em concreto e engenharia

A Lake Pontchartrain Causeway é muito mais do que uma conexão entre duas cidades. Ela representa um marco da engenharia civil e um exemplo de como projetos simples e bem planejados podem gerar estruturas duradouras e eficientes.

Além de sua importância prática para o tráfego na Louisiana, a ponte também se tornou símbolo de inovação e planejamento logístico. Sua história inclui recordes, adaptações, melhorias constantes e até experimentos científicos. Com quase sete décadas de existência, segue sendo admirada por engenheiros, motoristas e curiosos do mundo todo.

E, em meio a tudo isso, ainda guarda um detalhe curioso: é uma das poucas construções humanas em que se pode — literalmente — ver a curvatura da Terra.

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Yuri
Yuri
22/06/2025 19:23

Produzem matérias até interessantes mas cada dia mais carregadas de anúncios desrespeitosos ao leitor pois invadem a tela exatamente no local que está sendo feita a leitura, e ao fechar um anúncio aprecem mais dois, chega a ser ****, sei que infelizmente é necessária a monetização, porém, tentem suavizar um pouco porque da forma como está não tá legal, melhor evitar abrir os conteúdos, já que fica inviável ler a matéria devido este problema.

Ricardo Malta Gervásio
Ricardo Malta Gervásio
22/06/2025 14:02

UM TAPA NA CARA DOS TERRAPLANISTAS! 😊👍

Waldir José Dupont
Waldir José Dupont
20/06/2025 13:45

Como técnico mediador, está é uma boa ideia para resolver de vez está questão da curvatura da terra, sendo assim precisa se colocar várias questões e ser imparcial para ambos competidores terem seus devidos argumentos e dirimir cada dúvida surgida, como segue:
A curvatura da ponte em si na construção no projeto precisa da curvatura para aliviar carga sobre colunas transferindo esforços para extremidades.
Nível da água precisa se levar em conta efeitos dos ventos alterando seu nível.
Efeitos refração óticos, etc…
Na prova, coloca se colunas iguais em cada ponta e uma no meio, através de laser direcionado anota se várias medidas nos três pontos.
Nível ponte, nível água com vento e sem vento durante vários dias.
Demais detalhes de marcação fica a critério de cada competidor.
Podem começar a prova e boa sorte, que vença o melhor?

Waldir José Dupont
Waldir José Dupont
Em resposta a  Waldir José Dupont
20/06/2025 13:55

Mais incrível ainda é está ponte foi construída no ano que nasci!!!!

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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