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Esqueça Buenos Aires e Patagônia porque o gigantesco deserto branco das Salinas Grandes, no norte da Argentina, com mais de 2.500 km² de cristais de sal a 3.450 metros de altitude, surge como um dos cenários mais irreais da América do Sul

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 16/03/2026 às 13:27 Atualizado em 16/03/2026 às 13:28
Salinas Grandes, gigantesco deserto branco da Argentina, impressiona a América do Sul com paisagens de alta altitude.
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O gigantesco deserto branco das Salinas Grandes, no noroeste da Argentina, surge como um dos cenários naturais mais impressionantes da América do Sul, com lagoas turquesa, planícies de sal infinitas e paisagens de alta altitude que começam a atrair turistas interessados em destinos diferentes e pouco explorados

O gigantesco deserto branco das Salinas Grandes, localizado entre as províncias de Jujuy e Salta, no norte da Argentina, começa a ganhar destaque entre viajantes que buscam paisagens naturais fora dos roteiros tradicionais do país. O local ocupa uma área de aproximadamente 2.500 quilômetros quadrados e está situado a mais de 3.450 metros de altitude, criando um cenário único na América do Sul.

Enquanto cidades como Buenos Aires e regiões famosas como a Patagônia continuam concentrando grande parte do turismo argentino, o gigantesco deserto branco formado por cristais de sal vem despertando curiosidade por sua aparência quase surreal. A planície clara, que reflete intensamente a luz do sol, cria um horizonte visual contínuo que parece se estender indefinidamente.

Um gigantesco deserto branco que se estende por quilômetros

Salinas Grandes, gigantesco deserto branco da Argentina, impressiona a América do Sul com paisagens de alta altitude.

O gigantesco deserto branco das Salinas Grandes é considerado um dos maiores desertos de sal da América do Sul. A paisagem é formada por uma vasta superfície coberta por cristais minerais que surgiram ao longo de milhares de anos a partir de processos naturais ligados à Cordilheira dos Andes.

A formação desse ambiente ocorre quando sais minerais transportados pelas montanhas se acumulam em um grande platô natural. Com o tempo, a água da chuva se concentra nessa região e, ao evaporar devido ao clima seco e à altitude elevada, deixa para trás depósitos de sal que formam a extensa camada branca que cobre toda a área.

O resultado é uma planície brilhante e quase uniforme, onde o contraste entre o céu azul intenso e o solo branco cria uma paisagem que muitos visitantes descrevem como uma das mais impressionantes do continente.

Lagos azuis surgem no meio da planície de sal

Salinas Grandes, gigantesco deserto branco da Argentina, impressiona a América do Sul com paisagens de alta altitude.

Entre os elementos mais curiosos do gigantesco deserto branco estão os chamados “Ojos del Salar”, pequenos lagos naturais que aparecem no meio da planície de sal.

Essas lagoas apresentam tonalidades de azul e turquesa que contrastam com o branco intenso do entorno. As cores surgem devido à presença de minerais dissolvidos na água, que alteram a forma como a luz é refletida.

Algumas dessas lagoas possuem também um significado cultural importante para comunidades locais. Moradores da região afirmam que determinados pontos são considerados sagrados, motivo pelo qual visitantes são orientados a não tocar na água em algumas áreas específicas.

Extração de sal ainda acontece na região

Além do turismo crescente, o gigantesco deserto branco também possui atividade econômica ligada à extração de sal.

Na planície é possível observar estruturas conhecidas como piletas de extração, que são piscinas escavadas no solo para retirar o sal acumulado. Esse trabalho é realizado por moradores da região e faz parte da atividade tradicional das comunidades locais.

Para quem visita o local, essas áreas acabam se tornando também pontos de interesse, já que permitem observar como o sal é retirado e processado em meio a uma paisagem natural extrema.

Visitar o gigantesco deserto branco exige alguns cuidados

Apesar de o acesso ao gigantesco deserto branco ser gratuito, a visita costuma ser feita com acompanhamento de guias locais.

Esses profissionais orientam os visitantes sobre as áreas seguras para caminhar e os pontos onde o solo pode apresentar instabilidade, já que algumas partes da planície possuem formações mais frágeis.

As caminhadas no salar geralmente são curtas e duram cerca de 40 minutos em média, principalmente por causa da altitude elevada e da forte reflexão da luz solar no sal.

Como chegar às Salinas Grandes

O acesso ao gigantesco deserto branco das Salinas Grandes pode ser feito a partir de algumas cidades do norte da Argentina.

A rota mais comum parte de Salta, a cerca de 200 quilômetros de distância, em uma viagem que costuma durar aproximadamente três horas. Outra alternativa é sair de Jujuy, que fica a cerca de 130 quilômetros do local.

Para quem está em Purmamarca, o trajeto é mais curto, com cerca de 66 quilômetros. Muitas excursões incluem também uma parada no Cerro de los Siete Colores, formação montanhosa famosa por apresentar diferentes tonalidades naturais.

Durante o percurso até o salar, os visitantes também passam pela Cuesta de Lipán, uma estrada de montanha cheia de curvas que oferece vistas panorâmicas da Cordilheira dos Andes.

Um cenário que começa a atrair novos viajantes

Nos últimos anos, o gigantesco deserto branco das Salinas Grandes passou a chamar a atenção de viajantes interessados em paisagens naturais menos exploradas.

A combinação de altitude elevada, planícies de sal, lagos coloridos e montanhas ao redor transforma o local em um dos cenários mais peculiares do turismo na América do Sul.

A tendência observada por operadores turísticos da região é que o destino continue ganhando visibilidade, principalmente entre turistas que buscam experiências diferentes dos roteiros mais tradicionais da Argentina.

E você visitaria um lugar assim?

O gigantesco deserto branco das Salinas Grandes mostra que ainda existem paisagens pouco conhecidas que podem surpreender até quem já visitou destinos famosos da América do Sul.

Você teria coragem de caminhar em uma planície de sal a mais de 3.400 metros de altitude ou esse tipo de paisagem parece extremo demais para uma viagem?

Conta nos comentários: você preferiria visitar esse gigantesco deserto branco ou continuar apostando nos destinos mais tradicionais da Argentina?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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