Um ranking do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil destaca municípios fora das capitais com pontuações elevadas em educação, renda e longevidade, revelando a concentração de cidades do interior entre as primeiras posições e a presença de algumas capitais no topo.
Um ranking do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), aponta municípios fora das capitais com resultados elevados em educação, renda e longevidade.
A lista reúne 50 cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), indicador usado para comparar o nível de desenvolvimento humano entre municípios.
Embora algumas capitais apareçam nas primeiras colocações, a relação destaca principalmente cidades do interior, com forte presença do estado de São Paulo e de municípios de Santa Catarina.
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Na liderança, aparecem São Caetano do Sul (SP), com IDHM 0,862, e Águas de São Pedro (SP), com 0,854.
IDHM municipal: o que o indicador mede no Brasil
O IDHM é uma adaptação, para municípios brasileiros, do índice utilizado pela ONU em comparações internacionais.
Ele reúne três dimensões consideradas centrais para medir condições de vida: educação, longevidade e renda, conforme a metodologia do Atlas.
A pontuação vai de 0 a 1, e valores mais próximos de 1 indicam melhor desempenho naquele conjunto de fatores.
No Atlas, municípios com índices acima de 0,800 entram na faixa de desenvolvimento muito alto, classificação usada para organizar e comparar os resultados.
Os dados do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil são produzidos pelo PNUD em parceria com o Ipea e a Fundação João Pinheiro.
No recorte municipal, o Atlas trabalha com informações dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010, segundo a própria metodologia do projeto.
Esse recorte ajuda a comparar municípios com o mesmo padrão de cálculo, mas também impõe um limite temporal.
Por essa razão, os números do ranking não refletem mudanças posteriores ao último Censo utilizado pelo Atlas para essa série municipal.
Cidades com maior IDHM: interior paulista e Sul lideram
No conjunto das 50 maiores pontuações, São Paulo aparece com grande número de municípios, incluindo cidades do interior e da região metropolitana.
Em Santa Catarina, o ranking reúne cidades com presença recorrente nas primeiras faixas de IDHM, o que o Atlas registra como resultado da combinação de renda, educação e longevidade.
Entre as primeiras colocações, além de São Caetano do Sul e Águas de São Pedro, aparecem Florianópolis (SC), com 0,847, e um empate em 0,845 entre Vitória (ES) e Balneário Camboriú (SC).
Logo depois, surgem Santos (SP), com 0,840, e Niterói (RJ), com 0,837.
Na sequência do top 10, o Atlas lista Joaçaba (SC), com 0,827, além de Brasília (DF), com 0,824, e Curitiba (PR), com 0,823.
A presença de capitais nesse grupo, junto com municípios de médio porte, mostra que o ranking reúne diferentes perfis urbanos dentro do mesmo critério de medição.
Ranking do IDHM: as 50 cidades com melhores índices
Segundo o Atlas do PNUD, o grupo das 50 maiores pontuações reúne, em ordem de colocação e com empates quando há o mesmo índice, São Caetano do Sul (SP) 0,862, Águas de São Pedro (SP) 0,854, Florianópolis (SC) 0,847, Vitória (ES) 0,845 e Balneário Camboriú (SC) 0,845, seguidas por Santos (SP) 0,840, Niterói (RJ) 0,837 e Joaçaba (SC) 0,827.
Depois aparecem Brasília (DF) 0,824, Curitiba (PR) 0,823, Jundiaí (SP) 0,822, Valinhos (SP) 0,819 e Vinhedo (SP) 0,817.
Na faixa seguinte, constam Araraquara (SP) 0,815 e Santo André (SP) 0,815, além de Santana de Parnaíba (SP) 0,814, Nova Lima (MG) 0,813, Ilha Solteira (SP) 0,812, Americana (SP) 0,811 e Belo Horizonte (MG) 0,810.
Com IDHM 0,809, surgem Joinville (SC) e São José (SC), seguidos por Maringá (PR) 0,808 e São José dos Campos (SP) 0,807.
Em 0,806, o Atlas aponta Presidente Prudente (SP), Blumenau (SC) e Rio Fortuna (SC).
Já o bloco de 0,805 reúne Assis (SP), Campinas (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS).
Na sequência aparecem Rio Claro (SP) 0,803 e Jaraguá do Sul (SC) 0,803, além de Rio do Sul (SC) 0,802.
Com 0,801 estão Bauru (SP), Pirassununga (SP) e São Miguel do Oeste (SC).
Em 0,800, o ranking registra Vila Velha (ES), Botucatu (SP), Ribeirão Preto (SP), Taubaté (SP) e Concórdia (SC).
Na parte final da lista, aparecem Rio de Janeiro (RJ) 0,799 e Goiânia (GO) 0,799.
Com 0,798, constam Guaratinguetá (SP), Marília (SP) e Sorocaba (SP).
O ranking se encerra com Fernandópolis (SP) 0,797, na relação enviada.
Qualidade de vida e IDHM: como ler o índice sem distorções
O IDHM é um indicador sintético e, por isso, não descreve sozinho toda a realidade de um município.
O índice não inclui diretamente itens como custo de vida, mobilidade urbana, criminalidade ou condições específicas de saneamento, o que exige cuidado ao usar o ranking como sinônimo automático de “melhor cidade para morar”.
Ainda assim, o Atlas é usado como referência porque padroniza a comparação entre municípios e permite observar padrões de desenvolvimento humano dentro do país.
Em geral, análises que usam o IDHM costumam cruzar o índice com outros indicadores para detalhar o contexto local e reduzir o risco de leitura simplificada.
Nesse sentido, a lista também chama atenção para cidades fora do noticiário nacional diário, ao mostrar municípios menores com desempenho elevado nas dimensões medidas pelo indicador.
Por outro lado, a presença de capitais e grandes centros indica que redes de serviços, mercado de trabalho e estrutura urbana também se refletem na pontuação, dentro do que o IDHM capta.

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