Espírito Santo destina recursos do petróleo para financiar projetos de transição energética e descarbonização
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou que o Estado vai investir R$ 500 milhões em projetos de transição energética, financiados com recursos provenientes dos royalties do petróleo. Esse montante faz parte do Fundo Soberano, criado especialmente para direcionar recursos a empresas que adotam boas práticas socioambientais e para incentivar a inovação.
O anúncio ocorreu nesta quinta-feira (14), no último dia da COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, onde líderes discutem medidas de combate às mudanças climáticas.
O Fundo Soberano do Espírito Santo é único no Brasil ao usar o dinheiro do petróleo para fomentar iniciativas voltadas à sustentabilidade. Com uma possível ampliação do montante, o valor destinado pode chegar a R$ 1 bilhão, graças a uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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R$ 500 milhões oriundos do petróleo
A colaboração, intermediada pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), abre portas para a injeção de mais R$ 500 milhões em setores de indústria e infraestrutura sustentável.
Esses projetos de transição energética serão focados em áreas estratégicas, como o uso de fontes de energia renovável, aumento da eficiência energética e substituição de combustíveis fósseis por opções mais ecológicas.
Essa iniciativa é parte do Plano de Descarbonização do Espírito Santo de 2023, que visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Estado e fortalecer a economia sustentável.
Espírito Santo como referência
Para o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Saintive, o aporte pode representar uma virada no cenário energético local. “A construção dessa parceria para, potencialmente, R$ 1 bilhão em projetos de descarbonização reflete a urgência de investimentos globais em sustentabilidade e reforça o Espírito Santo como referência na transição para uma economia sustentável e resiliente.”
Com a medida, o Espírito Santo busca não apenas reduzir sua pegada de carbono, mas também atrair investidores que promovam uma economia mais verde e impulsionem o desenvolvimento de projetos de transição energética no Brasil.

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