A morte de Joshua LeBlanc, de 29 anos, reforçou a pressão sobre uma série de desaparecimentos e mortes de cientistas nos EUA. O FBI apura possíveis conexões, enquanto Donald Trump comentou o caso e aumentou a repercussão.
A morte do engenheiro aeroespacial Joshua LeBlanc, de 29 anos, ampliou uma sequência de casos que já vinha levantando suspeitas nos Estados Unidos. O cientista da NASA foi encontrado carbonizado em julho de 2025, após um acidente envolvendo seu Tesla no Alabama, e o episódio passou a ser citado em uma apuração do FBI sobre mortes e desaparecimentos de profissionais ligados a áreas estratégicas.
A repercussão aumentou depois que Donald Trump comentou o caso e disse esperar que tudo não passe de coincidência. A declaração colocou ainda mais holofote sobre uma investigação que já envolve outros nomes ligados a projetos sensíveis nas áreas espacial, nuclear e militar.
Segundo xataka.com.br, LeBlanc trabalhava na NASA havia cerca de cinco anos e participava de pesquisas ligadas a sistemas de propulsão nuclear para futuras missões espaciais. O corpo dele foi encontrado após o carro colidir contra uma barreira de proteção, atingir árvores e pegar fogo logo depois.
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Falta ao trabalho e carro parado por horas levantaram dúvidas na família

O desaparecimento do engenheiro foi percebido horas antes da confirmação da morte. Familiares registraram o sumiço depois que ele não apareceu no trabalho e deixou em casa itens pessoais importantes, como celular e carteira.
Outro detalhe que chamou atenção foi o registro do Tesla Sentry Mode. Os dados mostraram que o veículo ficou estacionado por cerca de quatro horas no aeroporto de Huntsville antes do acidente. Segundo os familiares, essa parada não fazia parte dos planos de Joshua naquele dia.
Esses elementos não encerram o caso, mas ajudam a explicar por que a morte passou a ser tratada com tanta atenção por autoridades e pela própria família. A sequência de fatos alimentou perguntas que ainda não têm resposta pública completa.
FBI investiga possível relação entre mortes e desaparecimentos de cientistas

O caso de LeBlanc entrou em uma apuração mais ampla conduzida pelo FBI, que busca eventuais conexões entre outros cientistas e especialistas ligados a projetos estratégicos dos Estados Unidos. Até agora, porém, não existe comprovação oficial de ligação entre os episódios.
Desde 2022, ao menos 12 pesquisadores ligados a áreas nucleares, espaciais e militares morreram ou desapareceram em circunstâncias consideradas incomuns. Entre os nomes citados em reportagens americanas estão Monica Reza, Amy Eskridge, Nuno Loureiro, Frank Maiwald, Carl Grillmair e o major-general William Neil McCasland.
Em comunicado enviado à Fox News Digital, o FBI afirmou que está liderando os esforços para buscar conexões entre os cientistas desaparecidos e mortos. A própria agência, no entanto, não detalhou publicamente quais linhas de investigação estão em andamento.
Trump leva o caso à Casa Branca e fala em resposta nas próximas semanas
A discussão saiu do campo policial e chegou à Casa Branca. Durante conversa com jornalistas, Donald Trump comentou a sequência de casos e disse que espera uma resposta em breve.
“Espero que seja coincidência, mas vamos saber nas próximas semanas. Acabei de sair de uma reunião sobre esse assunto”, declarou o presidente.
A fala ajudou a ampliar a dimensão pública do episódio, que já envolve cientistas ligados a energia nuclear, defesa aeroespacial, inteligência militar e tecnologias avançadas de propulsão. No caso de Joshua LeBlanc, a ligação com o programa DRACO, voltado ao desenvolvimento de motores nucleares para viagens espaciais de longa distância, colocou o nome do engenheiro no centro de uma investigação que ainda tenta separar coincidência de possível padrão.
Por enquanto, as autoridades não sustentam oficialmente uma relação entre os casos, mas a apuração segue aberta e com atenção redobrada. Se você acompanha esse tipo de notícia, vale guardar o caso: ele ainda pode ganhar novos capítulos nos próximos dias.

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