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Especialistas alertam que um super El Niño potencialmente o mais forte em 140 anos pode se formar ainda em 2026 e levar o planeta a registrar temperaturas nunca antes vistas com impactos que o Brasil já deve sentir a partir de junho

Publicado em 07/04/2026 às 20:50
Atualizado em 07/04/2026 às 20:54
Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e trazer temperaturas recordes até 2027. Sul do Brasil terá cheias e ondas de calor atingirão o planeta. Entenda.
Super El Niño pode ser o mais forte em 140 anos e trazer temperaturas recordes até 2027. Sul do Brasil terá cheias e ondas de calor atingirão o planeta. Entenda.
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O El Niño que se anuncia para 2026 e 2027 pode aquecer as águas do Pacífico acima de 2 graus provocando secas severas no norte do Brasil enchentes no Peru ondas de calor na Europa e excesso de chuva com tempestades frequentes no Sul brasileiro onde o meteorologista Piter Scheuer já prevê cheias e ciclones

As projeções climáticas mais recentes apontam para a possibilidade de formação de um super El Niño ainda neste ano e se confirmado, pode ser o mais forte já registrado nos últimos 140 anos no Oceano Pacífico. O fenômeno tem potencial para levar o planeta a temperaturas recordes até 2027, com impactos severos em praticamente todas as regiões do mundo. A avaliação é baseada em dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo e reforçada pelo professor Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York em Albany.

Segundo informações do portal ndmais, para o Brasil, os efeitos do El Niño devem começar a ser sentidos já a partir de junho. O meteorologista Piter Scheuer alerta que o Sul do país terá chuvas acima da média, com risco frequente de cheias, alagamentos, enxurradas, tempestades severas e até ciclones enquanto o norte do Brasil pode enfrentar secas prolongadas. O El Niño que se anuncia não é um evento climático qualquer; é um fenômeno com potencial de marcar a história meteorológica do planeta.

O que torna este El Niño diferente de todos os anteriores

O chamado super El Niño se diferencia dos eventos tradicionais por apresentar aquecimento superior a 2 graus Celsius nas águas do Pacífico equatorial.

Esse aquecimento intensifica as respostas atmosféricas e amplifica os impactos climáticos em escala global é como se o sistema climático do planeta inteiro fosse reprogramado por alguns meses. Fenômenos dessa magnitude são raros e costumam ocorrer em intervalos de 10 a 15 anos.

O que preocupa os cientistas é que o cenário atual indica potencial para um evento ainda mais extremo do que os super El Niños anteriores.

O professor Paul Roundy destacou a possibilidade concreta de um episódio histórico entre 2026 e 2027, o que colocaria este El Niño num patamar inédito de intensidade. Eventos intensos de El Niño liberam quantidades enormes de calor do oceano para a atmosfera, contribuindo diretamente para a elevação da temperatura média global. Nesse contexto, 2027 surge como um dos principais candidatos a registrar novos recordes mundiais de calor.

Os efeitos globais que o super El Niño pode provocar

A lista de impactos previstos é extensa e atinge todos os continentes. Na América do Sul, o El Niño pode causar secas severas na América Central e no norte do Brasil, enquanto países próximos à linha do Equador, como Peru e Equador, enfrentariam chuvas intensas com risco de enchentes devastadoras.

Na África Central, Austrália, Indonésia e Filipinas, a tendência é de seca prolongada regiões que já sofrem com escassez hídrica podem atingir níveis críticos.

As ondas de calor devem se intensificar em amplas áreas: sul dos Estados Unidos, Europa, África, Oriente Médio e Índia. O El Niño também altera os padrões de tempestades tropicais: a atividade de ciclones e tufões tende a aumentar no Pacífico, enquanto o Atlântico pode registrar redução na formação de furacões.

É uma reorganização dos sistemas climáticos globais que afeta agricultura, infraestrutura, saúde pública e economia de dezenas de países simultaneamente.

Como o El Niño vai impactar o Brasil a partir de junho

O Sul do Brasil é a região mais vulnerável aos efeitos diretos do El Niño. Segundo o meteorologista Piter Scheuer, o fenômeno deve começar a influenciar o clima a partir de junho, aumentando a frequência de frentes frias e sistemas de baixa pressão.

“As frentes frias e os sistemas de baixa pressão são mais frequentes em junho. As pancadas de chuva, os temporais e as tempestades são bem mais fortes e mais ativas nesse período”, alerta o especialista.

As chuvas tendem a ficar acima da média nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, especialmente durante os meses de inverno. Scheuer é direto sobre o que esperar: “O Sul do Brasil terá chuvas próximas ou acima da média, cheias, alagamentos, enxurradas, enchentes, tempestades e tempo severo bem frequente.”

O meteorologista também prevê possibilidade de ciclones mais à frente. Para quem viveu as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024, o alerta é especialmente preocupante um super El Niño pode intensificar cenários que o estado já demonstrou não estar preparado para enfrentar.

O que os próximos meses vão definir sobre este El Niño

As projeções ainda precisam se confirmar. A formação de um super El Niño depende de uma série de condições oceânicas e atmosféricas que serão monitoradas nos próximos meses.

Mas o fato de que múltiplas fontes independentes o Centro Europeu de Previsões, universidades americanas e meteorologistas brasileiros convergem para o mesmo cenário aumenta significativamente a probabilidade de que o El Niño de 2026-2027 seja, de fato, um evento extremo.

Se confirmado como o mais forte em 140 anos, o impacto será sentido não apenas no clima, mas na economia global.

Safras destruídas pela seca em algumas regiões e por enchentes em outras, cadeias de suprimentos interrompidas e custos de energia disparando tudo isso são consequências diretas de um super El Niño que a humanidade precisará enfrentar.

O planeta já bateu recordes consecutivos de temperatura nos últimos anos. Este El Niño pode ser o empurrão que leva os termômetros a patamares que nenhuma geração viva jamais presenciou.

Você está preocupado com os efeitos desse possível super El Niño no Brasil? Como sua região é afetada em anos de El Niño forte? Conta nos comentários.

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Enio Colini Gonçalves Filho
Enio Colini Gonçalves Filho
08/04/2026 11:54

O mundo poderia acabar de uma vez.Assim acaba tudo.E vamos todos para o paraíso em Júpiter.

Jaqueline Joaquim Duarte
Jaqueline Joaquim Duarte
08/04/2026 08:21

Em maio de 2024 RS Porto Alegre ,passamos por uma enchente e não estavamos preparados ,agora com esse novo alerta a apreensão eo medo voltou , foram dias de sofrimento e temor , ainda não nós recuperamos é Porto Alegre volta a ser o cenário de uma nova enchente, espero que o governo tenha alguma ação já planejada para não deixar nós gaúchos tão vulnerável a toda essa catástrofe da natureza,que Deus proteja o povo gaúcho 🙏🏽🐎🧉

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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