Peça de 3.500 anos reapareceu na Europa após uma década, foi identificada em feira de arte e devolvida ao Egito, destacando cooperação internacional na defesa do patrimônio cultural histórico
A devolução de um artefato histórico ao Egito nesta quinta-feira (06/02) encerra um percurso marcado por saques, investigações e negociações diplomáticas. A escultura, uma cabeça de pedra com cerca de 3.500 anos, havia sido retirada ilegalmente do país africano e reapareceu na Europa uma década depois, reacendendo debates sobre patrimônio cultural e restituição.
Peça desaparecida em meio à instabilidade
Segundo as autoridades, o objeto teria sido roubado durante os distúrbios da Primavera Árabe, entre 2011 e 2012. Em meio ao cenário de instabilidade, diversos bens históricos foram saqueados do Egito.
A escultura em questão acabou entrando de forma ilegal na Holnada e permaneceu fora do radar oficial por anos, até surgir em 2022 em uma feira de artes e antiguidades na cidade de Maastricht.
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A partir de uma denúncia anônima, a polícia holandesa e a inspetoria de patrimônio cultural iniciaram uma investigação que culminou, em 2025, na confirmação de que o artefato havia sido removido de forma ilegal do território egípcio.
O caso reforçou a importância da cooperação internacional na proteção de bens culturais.
Origem e significado histórico
Especialistas indicam que a cabeça de pedra fazia parte de uma estátua em bloco e teria origem em Luxor, no sul do Egito.
A peça retrataria um alto funcionário do período do faraó Tutmés 3° (1479–1425 a.C.), figura central do Império Novo.
Esse tipo de escultura era comum em contextos administrativos e religiosos, o que aumenta seu valor histórico e simbólico.
A obra foi confiscada ainda em 2022. A galeria Sycomore Ancient Art, que havia adquirido o objeto, manifestou dúvidas sobre sua procedência e decidiu entregá-lo voluntariamente após o início das apurações.
Repatriação e futuro da escultura
Durante a cerimônia de devolução, o ministro da Cultura da Holanda, Gouke Moes, afirmou que o princípio do país é devolver o que não lhe pertence ao grupo cultural ou nação de direito.
O embaixador egípcio na Holanda, Emad Hanna, destacou que o Egito monitora atentamente artefatos que surgem em exposições e leilões, ressaltando a importância cultural, turística e econômica dessas recuperações.
Ainda não está definido onde a escultura será exibida. Em novembro, o Egito inaugurou o Grande Museu Egípcio, nos arredores do Cairo, um complexo de cerca de 500 mil metros quadrados, equivalente a aproximadamente 70 campos de futebol.
O espaço abriga mais de 100 mil artefatos que atravessam sete milênios de história, incluindo antiguidades faraônicas, gregas e romanas.
Entre os destaques estão a coleção completa de Tutancâmon, com mais de 5 mil peças, e o barco funerário de 42 metros do faraó Quéops, uma antigudade com mais de 4 mil anos.
Com informações de DW.com.


Si van a traducir, háganlo bien, “devolvida” no existe en español. 500 mts. cuadrados es una superficie de 50 x 10 mts. no de 70 campos de futbol. La colección completa de Tutankamón tiene “más de 5 piezas” uff!!! “Una antigûedad de más de 4 años”… ¿Les parece mucho? ¿No tienen un corrector? Dejar la redacción en manos de un adolescente o de una IA inmadura no es buena idea…