Em comunicado de 5 de dezembro de 2025, a AIEA afirmou que o escudo de Chernobyl, atingido por drone em fevereiro, perdeu funções de segurança do Novo Confinamento Seguro, inclusive confinamento de radiação no reator 4, e pediu reparo definitivo para evitar escape na região contaminada com urgência, segundo testes
Em 5 de dezembro de 2025, a AIEA informou que o escudo de Chernobyl já não consegue cumprir a função de confinamento após danos severos causados por um drone em fevereiro de 2025, comprometendo a proteção instalada sobre o reator 4.
A agência afirmou que o Novo Confinamento Seguro, estruturado para reduzir a liberação de radiação do reator 4, perdeu funções centrais de segurança. A Ucrânia atribuiu o ataque de drone à Rússia, que negou responsabilidade, e a AIEA passou a exigir uma reforma urgente.
O que a AIEA declarou sobre a perda de segurança

A AIEA afirmou que o escudo de Chernobyl perdeu suas principais funções de segurança, incluindo a capacidade de confinamento.
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Na avaliação técnica comunicada em 5 de dezembro de 2025, o dano provocado pelo drone em fevereiro comprometeu o desempenho do Novo Confinamento Seguro, estrutura conhecida como NSC (sigla em inglês).
O alerta da AIEA foi emitido após testes e investigações realizados desde o ataque de drone.
Segundo a agência, a prioridade é restabelecer barreiras capazes de reduzir a saída de radiação do reator 4 e impedir que partículas alcancem a atmosfera e áreas já contaminadas.
Como o Novo Confinamento Seguro foi planejado para o reator 4

O Novo Confinamento Seguro foi construído para substituir a proteção inicial erguida logo após o desastre de abril de 1986.
Em 2016, a AIEA havia recomendado ao governo ucraniano a construção de um novo escudo de Chernobyl ao redor do reator 4, com o objetivo de permitir acesso mais seguro de trabalhadores e viabilizar o desmantelamento do que restou do reator.
Até o ataque de drone em fevereiro de 2025, o escudo de Chernobyl vinha funcionando como barreira adicional para manter a radiação confinada.
A AIEA indicou que, com a integridade estrutural comprometida, o risco passa a ser a ampliação do escape de radiação, principalmente em condições que favoreçam dispersão.
O que ainda não se sabe sobre a radiação que pode estar escapando
A AIEA afirmou que ainda não determinou a quantidade de radiação eventualmente liberada após o dano.
A ausência desse número não elimina a avaliação de falha funcional, a agência sustenta que o escudo de Chernobyl já não garante o nível de confinamento necessário no reator 4.
Na prática, isso torna o monitoramento mais crítico e exige planejamento de engenharia voltado a cenários de liberação gradual.
A AIEA também destacou que foram feitos trabalhos localizados no escudo de Chernobyl, mas que o momento exige uma intervenção mais definitiva para recuperar a função de contenção da radiação.
Exigência de reforma urgente e o que pode mudar no curto prazo
A AIEA pediu reformas urgentes no escudo de Chernobyl para restabelecer suas funções de segurança.
O foco é reconstituir a capacidade de confinamento e reduzir vulnerabilidades que permitiram que um drone danificasse o Novo Confinamento Seguro.
Além de obras físicas, a agência defendeu a suspensão de ataques na região do complexo, para evitar novos impactos sobre o reator 4 e áreas com resíduos radioativos.
O objetivo, segundo a AIEA, é evitar que a guerra agrave o risco de radiação na região e amplie a contaminação.
Riscos nucleares na guerra e o alerta ampliado para Zaporítia
A AIEA usou o caso do escudo de Chernobyl para reforçar alertas sobre combates próximos a instalações nucleares.
A agência citou que a antiga usina de Chernobyl, hoje fora de operação, chegou a ser ocupada por forças russas no início da invasão e depois voltou ao controle ucraniano, mantendo o entorno exposto a ataques com drone e outros incidentes.
A agência também mencionou a usina de Zaporítia, descrita como a maior usina nuclear da Europa, como outro ponto sensível do conflito.
Para a AIEA, o padrão de ataques e contra-ataques perto de infraestrutura nuclear aumenta a probabilidade de danos e eleva o risco de liberação de radiação.
Acompanhar as próximas comunicações técnicas da AIEA e eventuais relatórios de reparo do escudo de Chernobyl é o caminho mais direto para medir a evolução do risco no reator 4 e a efetividade das reformas propostas.
Você acredita que a exigência da AIEA por reforma urgente do escudo de Chernobyl vai ser cumprida a tempo de reduzir o risco de radiação no reator 4?


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