Robôs chineses já operam no Peru em áreas como entretenimento, educação, indústria e segurança. A Glexo, primeira empresa de robótica do país, tem escritório em Shenzhen e equipe técnica peruana que adapta tecnologia chinesa ao mercado local. Os robôs custam entre US$ 4 mil e US$ 150 mil e incluem humanoides que dançam, falam e cães robóticos quadrúpedes para áreas de risco.
Robôs chineses estão se tornando parte do cotidiano do Peru de uma forma que ninguém previu há poucos anos. A Glexo, primeira empresa de robótica do país, importa tecnologia de ponta de Shenzhen, na China, e a adapta ao mercado peruano com uma equipe técnica inteiramente local. Os robôs chineses que chegam ao Peru incluem humanoides como o Glex One, que dança, anda e fala, e o Expertis, descrito como o robô humanoide mais inteligente da empresa, além de cães robóticos quadrúpedes projetados para entrar em locais onde humanos não conseguem acessar. O preço varia entre US$ 4 mil e US$ 150 mil, e até o momento a empresa trabalha com aluguel para entretenimento e exposições de tecnologia, mas a demanda por aplicações práticas cresce.
O que começou como curiosidade virou necessidade. A robótica no Peru está avançando rapidamente, e a aceitação pública que antes era marcada por medo está se transformando em fascínio, segundo os próprios operadores da Glexo. “Trabalhamos para democratizar a tecnologia e torná-la acessível”, afirmou o robô Expertis em uma demonstração para a CGTN, resumindo em linguagem programada o que seus criadores humanos tentam fazer na prática: levar robôs chineses para além das feiras de tecnologia e integrá-los ao funcionamento real de indústrias, escolas e serviços de emergência no Peru.
Quem são os robôs chineses que já operam no Peru

A Glexo trouxe ao Peru uma linha diversificada de robôs chineses que atendem a diferentes funções. O Glex One é um robô humanoide que dança, caminha e conversa, projetado para criar conexão emocional com o público e demonstrar que a robótica não é apenas funcional, mas também pode ser envolvente. Nas ruas de Lima, o Glex One chamou atenção por executar passos de dança que ressoam com a cultura peruana, uma estratégia intencional para reduzir a resistência inicial que muitas pessoas sentem diante de máquinas humanoides.
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O Expertis é o modelo mais avançado. Apresentado como o robô humanoide mais inteligente da Glexo, ele é capaz de manter conversas contextualizadas, responder perguntas e interagir com públicos de forma autônoma. Além dos humanoides, a empresa opera cães robóticos quadrúpedes, que vão muito além de imitar um animal de estimação: esses robôs chineses são projetados para acessar locais perigosos ou inacessíveis para humanos, tornando-se úteis na indústria, segurança e resposta a desastres naturais, um campo particularmente relevante para o Peru, país frequentemente atingido por terremotos e deslizamentos.
Como a Glexo conecta a tecnologia chinesa ao mercado peruano

A Glexo é a primeira empresa de robótica do Peru e opera com um modelo que combina tecnologia chinesa com conhecimento local. A empresa mantém um escritório em Shenzhen, na China, que funciona como centro técnico e logístico, de onde importa componentes e robôs chineses que são adaptados às necessidades do mercado peruano. O diferencial é que toda a equipe de especialistas em robótica da Glexo é peruana, formando uma nova geração de profissionais que dominam a tecnologia chinesa e a aplicam em contexto latino-americano.
Esse modelo de operação é estratégico. Em vez de depender inteiramente de técnicos chineses para manutenção e customização, a Glexo investe na formação de peruanos que podem operar, programar e adaptar os robôs chineses sem precisar de suporte internacional constante. A empresa está incorporando tecnologia de ponta em projetos e processos de fabricação local, criando um ecossistema de robótica que pode se tornar autossuficiente à medida que o mercado peruano cresce e demanda mais aplicações práticas.
De entretenimento a ferramenta: como os robôs chineses estão mudando de papel no Peru
Até o momento, a maior parte da receita da Glexo vem do aluguel de robôs chineses para entretenimento e exposições de tecnologia. Empresas contratam robôs humanoides para eventos corporativos, feiras e demonstrações públicas, onde a capacidade de dançar, falar e interagir com o público gera impacto visual e midiático que justifica o investimento. É um modelo de negócio funcional, mas que representa apenas a superfície do potencial que os robôs chineses oferecem.
A transição para aplicações industriais e de segurança já começou. Os cães robóticos quadrúpedes demonstram que as empresas estão começando a usar máquinas com inteligência artificial para entrar em espaços onde humanos não podem acessar, desde inspeções em minas até reconhecimento de áreas afetadas por desastres naturais. Para um país como o Peru, onde a mineração é um dos principais setores econômicos e onde terremotos ocorrem com frequência preocupante, robôs chineses capazes de operar em ambientes hostis representam mais do que inovação: representam segurança.
O que mudou na percepção dos peruanos sobre os robôs chineses
A reação do público peruano aos robôs chineses passou por uma transformação que os operadores da Glexo acompanharam de perto. O medo inicial que muitas pessoas sentiam diante de máquinas humanoides está desaparecendo à medida que a população compreende melhor como os robôs funcionam e percebe que eles são ferramentas projetadas para ajudar, não para substituir indiscriminadamente o trabalho humano. A exposição constante em eventos públicos e a cobertura midiática contribuíram para essa mudança de percepção.
A dança foi, surpreendentemente, um dos fatores mais eficazes nessa transformação. Quando um robô humanoide executa passos que as pessoas reconhecem, a barreira emocional entre máquina e ser humano se reduz drasticamente, e o que era estranho se torna familiar. “No Peru, se você quiser causar impacto, é bom saber alguns passos de dança”, resume a reportagem da CGTN, sintetizando uma realidade cultural que a Glexo soube explorar: em um país onde a dança é expressão identitária, robôs chineses que dançam são mais aceitos do que robôs chineses que apenas trabalham.
O que a chegada dos robôs chineses ao Peru significa para a América Latina
A operação da Glexo no Peru é um caso de estudo para toda a América Latina. Se robôs chineses conseguem se integrar ao cotidiano de um país com economia emergente e infraestrutura tecnológica limitada, o mesmo modelo pode ser replicado em Colômbia, Equador, Bolívia e outros países da região que enfrentam desafios semelhantes em mineração, segurança, educação e resposta a desastres naturais.
A tendência é irreversível. À medida que o mercado cresce e a aceitação pública aumenta, os robôs chineses deixarão de ser novidade para se tornarem ferramentas comuns no Peru, assim como smartphones e aplicativos de transporte fizeram a mesma transição em poucos anos. A diferença é que, desta vez, a transformação não vem de um app na tela do celular, mas de uma máquina que dança, fala e entra em lugares onde você não pode ir. E quando um robô chinês de US$ 4 mil resolve um problema que custaria milhões em mão de obra humana, a curiosidade não é mais curiosidade. É necessidade.
Robôs chineses já operam no Peru em entretenimento, indústria e segurança. Você acha que o Brasil deveria adotar robôs chineses também? Teria medo ou fascínio? Deixe sua opinião nos comentários.

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