Enquanto a Havan aposta em megastores com fachada monumental, shows de inauguração e presença forte nas redes, a Pernambucanas centenária cresce em silêncio nas cidades médias, disputa o mesmo público de varejo popular e se posiciona como rival discreta no mapa do consumo brasileiro em dezenas de estados e regiões.
Enquanto o nome de Luciano Hang seguia ligado às inaugurações espetaculares da Havan pelo Brasil, uma rede concorrente centenária avançava quase sem barulho nas mesmas regiões que o empresário mira para consolidar o império da Estátua da Liberdade. A disputa silenciosa entre Havan e Pernambucanas começa justamente na escolha das cidades médias, onde o varejo ainda tem espaço para crescer.
De acordo com o portal O POVO, publicado em dezembro de 2025, longe das fachadas gigantes e das transmissões ao vivo típicas da Havan, a Pernambucanas vem abrindo unidades de porte mais enxuto em municípios de interior e regiões metropolitanas, apostando em crédito facilitado, preços acessíveis e atendimento próximo. Enquanto a Havan transforma cada loja em palco, a Pernambucanas prefere atuar como bastidor constante do dia a dia de compra das famílias.
Havan faz do varejo um palco permanente para Luciano Hang
É difícil atravessar o país sem cruzar com alguma unidade da Havan. A rede ficou conhecida pelas fachadas monumentais, colunas que lembram prédios norte americanos e réplicas da Estátua da Liberdade na frente das lojas, criando um cenário facilmente reconhecível.
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Aos 63 anos, Luciano Hang transformou inaugurações em verdadeiros espetáculos, com presença pessoal, bandeiras erguidas, música alta e transmissões nas redes sociais para reforçar a marca.
Essa estratégia faz da Havan uma espécie de showroom permanente. As megastores se impõem na paisagem urbana e passam a funcionar como pontos turísticos locais, atraindo curiosos, consumidores e conteúdo constante para a internet.
O objetivo é claro: manter a Havan sempre no centro do palco, mesmo quando o assunto é apenas a abertura de mais uma loja.
Pernambucanas volta às cidades médias e mira o mesmo território da Havan
Enquanto a Havan aparece com barulho, a Pernambucanas escolhe crescer de forma discreta. Com mais de cem anos de história, a varejista retomou o ritmo de expansão focando justamente nas cidades médias, muitas das mesmas praças que também estão nos planos recentes da Havan.
A diferença está na forma de chegar: lojas de tamanho mais contido, fachadas funcionais e uma presença que se mistura ao comércio tradicional das ruas centrais.
A estratégia da Pernambucanas combina crédito simplificado, preços acessíveis e relacionamento direto com o público. Em vez de grandes shows de abertura, a aposta é em rotinas de venda constantes, na oferta de vestuário, cama, mesa, banho e outros itens do dia a dia.
Assim, a rede ocupa espaço ao lado de bancos, farmácias e supermercados, posicionando-se como parada natural do consumidor que resolve tudo em uma única ida ao centro.
Duas filosofias opostas para conquistar o mesmo cliente
De um lado, a Havan transforma cada unidade em símbolo, com megastores que concentram grande fluxo de pessoas e reforçam a imagem pessoal de Luciano Hang.
O varejo se mistura à figura do dono, às bandeiras erguidas na frente das lojas e à narrativa de expansão acelerada pelo país. A experiência é pensada para impressionar, gerar conteúdo e fixar a marca como espetáculo.
Do outro lado, a Pernambucanas trabalha quase no sentido inverso. Sem grandes anúncios, a rede prefere abrir portas em silêncio, integrar-se ao tecido comercial da cidade e construir confiança no longo prazo.
As lojas seguem padrão enxuto, organizadas para o fluxo diário, com destaque para o crediário e a possibilidade de compras recorrentes. Enquanto a Havan aposta no impacto imediato, a Pernambucanas aposta na frequência e na rotina.
Apesar das diferenças, as duas varejistas disputam o mesmo tipo de consumidor: famílias que procuram variedade, possibilidade de parcelamento e sensação de pertencimento a uma marca.
Em muitas cidades, a escolha passa a ser entre a experiência grandiosa da Havan e a visita rápida e prática à Pernambucanas.
Concorrência direta e efeito no bolso do consumidor
Analistas de varejo apontam que, nos próximos anos, a disputa entre Havan e Pernambucanas tende a ficar mais visível, sobretudo nas cidades em que as duas redes dividem território.
A presença marcante da Havan, com sua comunicação intensa e apelo visual, encontra agora uma concorrente que prefere crescer sem holofotes, mas com consistência.
Quando uma mesma rua concentra Havan e Pernambucanas, o recado é claro: o jogo pelo varejo popular está aberto.
Para o consumidor, a tendência é de maior oferta, mais promoções pontuais e disputa por melhores condições de pagamento.
Se a Havan utiliza campanhas chamativas, novidades constantes e grande variedade para manter o fluxo, a Pernambucanas responde reforçando atendimento próximo, facilidades de crédito e preços competitivos.
Diante dessa disputa entre espetáculo e discrição, você se sente mais atraído pelo show das lojas da Havan ou pela presença silenciosa da Pernambucanas nas cidades onde você faz compras?

Gosto do jeito comercial do Luciano Hang,estragia de marketing, gosto de comprar na Havan.
Fechar.varias e reduziram a uma grande nada relevante em termos de progresso
Competitividade é bom para o consumidor