A Petrobras corre contra o tempo para produzir tudo o que o pré-sal brasileiro pode oferecer antes da inevitável transição energética, mas especialistas se mostram preocupados
Ao passo que outras gigantes petroleiras globais alternam e até mesmo fazem transições para um mercado diferenciado no setor de energia, como por exemplo o ramo petroquímico e energias limpas/ renováveis, a Petrobras mantém seu escopo e foco em apenas um segmento de serviços, se tornando cada vez menos flexibilizada em comparação às principais operadoras.
Não é surpresa que a Petrobras está apostando tudo no pré-sal, com foco na produtividade de petróleo e gás, com um projeto intenso de desvestimentos para diminuir seus défices e aumentar o caixa da estatal.
O Valor consultou alguns analistas experientes neste tipo de mercado, muitos deles estão com opiniões divididas se esta estratégia é realmente um bom negócio para à Petrobras, porque inevitavelmente o consumo de combustíveis estão a diminuir a longo prazo e enquanto outras empresas mostraram interesse em outros tipos de atividades, a estatal brasileira se mostra estática.
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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em cerca de dois meses já mostrou seu interesse em vender a Liquigás, Braskem e diminuir a parcela no mercado de refina da BR Distribuidora.
Na opinião de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura( CBIE), como a estatal é a maior exploradora em campos do pré-sal do mundo, quaisquer outras aplicações e investimentos oriundos de seus caixa, não vale muito apena neste momento porque não trará retorno financeiro esperado.

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