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Energia solar em Fernando de Noronha: Neoenergia avança em megaobra que promete descarbonizar o arquipélago até 2027

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 17/11/2025 às 13:00
Neoenergia inicia construção da maior usina de energia solar de Fernando de Noronha, com mais de 30 mil painéis e sistemas avançados de baterias. Projeto de R$ 350 milhões promete descarbonizar totalmente o arquipélago até 2027.
Neoenergia inicia construção da maior usina de energia solar de Fernando de Noronha, com mais de 30 mil painéis e sistemas avançados de baterias. Projeto de R$ 350 milhões promete descarbonizar totalmente o arquipélago até 2027.
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Neoenergia inicia construção da maior usina de energia solar de Fernando de Noronha, com mais de 30 mil painéis e sistemas avançados de baterias. Projeto de R$ 350 milhões promete descarbonizar totalmente o arquipélago até 2027.

A expansão da energia solar no Brasil ganha um novo capítulo com o início das obras da maior usina fotovoltaica já instalada em Fernando de Noronha. A Neoenergia, subsidiária da espanhola Iberdrola, oficializou o projeto que deverá transformar a matriz energética do arquipélago até 2027, marcando um avanço histórico ao substituir um modelo baseado em combustíveis fósseis por um sistema totalmente renovável. Com isso, a ilha caminha para se tornar a primeira da América Latina a operar com uma matriz 100% verde.

Neoenergia inicia maior projeto de energia solar da história do arquipélago

Logo no anúncio das obras, realizado no Forte Nossa Senhora dos Remédios, a Neoenergia destacou a ambição do empreendimento. Serão mais de 30 mil painéis solares integrados a sistemas avançados de armazenamento, capazes de fornecer energia limpa para os cerca de 3.100 moradores locais. A usina, batizada de Noronha Verde, ocupará 24,63 hectares e contará com 22 MWp de geração e 49 MWh de armazenamento, número suficiente para atender ao equivalente a 9.000 residências no continente.

Ignacio Galán, presidente da Iberdrola, reforçou o impacto global da iniciativa ao afirmar:
“Hoje construímos algo novo para a humanidade no sentido de que é possível um mundo mais sustentável, com uma energia mais limpa, mais eficiente e mais competitiva.”

O investimento previsto é de R$ 350 milhões, e a primeira etapa – que representa 16% da capacidade total – será entregue no primeiro semestre de 2026. A operação completa está prevista para 2027.

Energia solar como alternativa à poluição da Usina Tubarão

Embora Noronha seja um patrimônio ecológico mundial, sua principal fonte de eletricidade ainda é a Usina Tubarão, movida a diesel. São queimados cerca de 27 mil litros por dia, o que gera aproximadamente 21 mil toneladas de CO₂ por ano. Esse contraste entre preservação ambiental e matriz energética poluente sempre foi um desafio para o arquipélago.

Com a entrada da nova usina de energia solar, a Tubarão será mantida apenas como backup, acionada em situações emergenciais. A mudança não apenas reduz drasticamente as emissões de carbono, mas também reposiciona Noronha como vitrine internacional de sustentabilidade. Como destacou Galán, uma matriz 100% renovável é coerente com o status de reserva ambiental e com os critérios da Unesco.

Impacto econômico e social: energia solar reduz custos e melhora a qualidade de vida

Além do impacto ambiental, o projeto representa também uma mudança significativa nos custos de operação da ilha. O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, apontou que o novo sistema será mais barato do que o modelo atual movido a diesel. Segundo ele, os benefícios se estenderão para todo o sistema elétrico nacional, ao mesmo tempo em que elevam a qualidade de vida dos habitantes locais.

De 2020 a 2025, a Neoenergia investiu R$ 92,5 milhões em ações voltadas ao desenvolvimento sustentável de Noronha, reforçando a estratégia de tornar o arquipélago uma referência global em inovação energética.

Aposta estratégica: energia solar como solução ideal para a realidade da ilha

Embora outras fontes renováveis tenham sido avaliadas, foi a energia solar que demonstrou melhor desempenho para as condições de Noronha. Um estudo solicitado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT) apontou a fonte solar como a mais eficiente e menos impactante ambientalmente para o território.

Como parte dessa estratégia, durante a cerimônia, a Neoenergia entregou a primeira planta solar flutuante do arquipélago. Instalada no Açude do Xaréu e operacional desde setembro, ela evita a emissão de 717 toneladas de CO₂ por ano. O investimento foi de R$ 10 milhões.

Atualmente, Noronha já conta com cinco centrais solares construídas pela empresa, responsáveis por 5% da demanda energética local. Entretanto, com o novo projeto, esse cenário deve se transformar profundamente.

Sustentabilidade ampliada com programas de inovação e mobilidade verde

Paralelamente às obras da nova usina, a Neoenergia desenvolve iniciativas dentro do Programa Mais por Noronha, que busca impulsionar a transição sustentável por meio de tecnologias limpas, mobilidade elétrica e ações que reforcem o protagonismo da energia solar no arquipélago.

Capelastegui sintetiza a visão do grupo ao afirmar que há “todo um programa integral para que a ilha possa se tornar uma referência global”. E, diante dos investimentos anunciados – incluindo os R$ 40 bilhões que a Iberdrola prevê aplicar no Brasil entre 2025 e 2029 –, Noronha consolida-se como vitrine desse novo ciclo energético.

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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