Brasol desenvolve sistema com agentes de IA integrados a dados do INPE para proteger usinas de energia solar contra incêndios, garantindo segurança, previsibilidade e continuidade operacional.
À medida que a energia solar avança no Brasil, cresce também a necessidade de soluções capazes de garantir segurança e estabilidade operacional. Em um cenário marcado por eventos climáticos extremos e longos períodos de seca em diversas regiões do país, o risco de incêndios passa a ser uma preocupação estratégica para o setor.
É nesse contexto que a Brasol anuncia o lançamento de um sistema de monitoramento preventivo contra incêndios, desenvolvido com o apoio de agentes de inteligência artificial e integrado a bases públicas de dados ambientais.
Tecnologia conecta dados do INPE e inteligência artificial
O modelo criado pela empresa utiliza informações do Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esses dados são coletados por um conjunto de 11 satélites, responsáveis por identificar focos de calor em tempo quase real.
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A partir disso, as informações são integradas ao centro de operações da Brasol por meio de agentes de IA. O sistema passa, então, a monitorar áreas próximas aos ativos de energia solar, acompanhando possíveis deslocamentos de focos de incêndio e avaliando riscos de forma contínua.
Monitoramento contínuo e resposta padronizada
A ferramenta atua 24 horas por dia, todos os dias da semana. Sempre que um foco é identificado nas proximidades de uma usina, o sistema aciona gatilhos automatizados. Esses alertas levam à verificação visual remota, ao contato imediato com equipes locais e à aplicação de protocolos previamente definidos pela companhia.
Além disso, o modelo integra verificação por CFTV, rondas perimetrais e comunicação padronizada por meio de plataformas internas. Todo o processo é registrado, o que garante rastreabilidade completa de cada evento monitorado.
Expansão da energia solar amplia necessidade de prevenção
Segundo a Brasol, o crescimento acelerado da energia solar, especialmente em áreas rurais e regiões ambientalmente diversas, aumenta a exposição das usinas a riscos externos. Em locais com vegetação abundante no entorno ou acesso restrito, pequenas queimadas podem se transformar rapidamente em ameaças à infraestrutura energética.
Por isso, a empresa avalia que mecanismos preventivos deixam de ser diferenciais e passam a ser essenciais para a continuidade da operação e a preservação patrimonial.
Resultados financeiros e operacionais já são expressivos
Atualmente, a solução está em operação em cerca de 130 ativos de geração de energia solar e outras fontes. De acordo com a companhia, o sistema já evitou mais de R$ 15 milhões em danos apenas em 2025, resultado atribuído à capacidade de antecipar riscos e acelerar respostas no campo.
A configuração geográfica da plataforma considera coordenadas específicas e um histórico de alertas, permitindo mapear a proximidade dos focos em diferentes raios. Esse cruzamento de dados aumenta a precisão na definição de prioridades.
Visão estratégica para o mercado de energia solar
“Esse sistema responde a uma demanda do mercado por maior segurança e previsibilidade operacional. Para nossos clientes, a capacidade de antecipar riscos externos traduz-se diretamente em redução do tempo de parada potencial e em proteção patrimonial — fatores que afetam o custo e a continuidade do negócio”, afirmou o CEO da Brasol, Ty Eldridge.
Já do ponto de vista técnico, a empresa destaca a integração entre dados públicos e lógica proprietária de priorização como principal diferencial da solução.
‘’Do ponto de vista técnico, o diferencial desta abordagem está na convergência entre dados públicos de satélites e nossa lógica de priorização. Isso permite identificar trajetórias de risco com antecedência prática suficiente para acionar equipes e medidas mitigadoras, preservando o ativo e garantindo serviço ao cliente’’, explicou o executivo.
Integração ao centro de operações e evolução da plataforma
O sistema está totalmente integrado ao Centro de Operações da Brasol, que centraliza o monitoramento 24/7 e coordena respostas de forma padronizada. Para aumentar a precisão das análises, a empresa também promoveu treinamentos técnicos com pesquisadores do INPE, focados na diferenciação entre focos reais de incêndio e fontes de calor industrial.
Segundo a companhia, a evolução da plataforma deve ampliar ainda mais sua atuação no setor de energia solar, com a oferta futura de relatórios periódicos de risco, integração com planos de manutenção preventiva e níveis diferenciados de serviço para os clientes.
“Em um mercado em que ativos são cada vez mais expostos às variáveis climáticas, oferecer monitoramento estruturado nos torna mais competitivos. A evolução da plataforma permitirá, no médio prazo, oferecer níveis de serviço diferenciados aos clientes, como relatórios periódicos de risco e integração com planos de manutenção preventiva”, complementou o CEO.
