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Matemáticos desafiam a energia escura e dizem que equações de Einstein podem explicar a expansão acelerada do universo sem nova força misteriosa

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 01/06/2026 às 20:12 Atualizado em 01/06/2026 às 23:54
Estudo da UC Davis questiona a energia escura e aponta instabilidades no modelo cosmológico padrão do universo.
Estudo da UC Davis questiona a energia escura e aponta instabilidades no modelo cosmológico padrão do universo.
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Artigo de matemáticos da Universidade da Califórnia, Davis, publicado nos Proceedings of the Royal Society A, questiona a energia escura ao apontar instabilidades nos espaços-tempos de Friedmann e no modelo Lambda-matéria escura fria, base da cosmologia padrão usada para explicar a expansão acelerada do universo

Estudo de matemáticos da Universidade da Califórnia, Davis, publicado nos Proceedings of the Royal Society A, questiona a necessidade da energia escura para explicar a expansão acelerada do universo e aponta instabilidades nos modelos de Friedmann usados pela cosmologia padrão.

A energia escura, usada há quase 30 anos para explicar a expansão acelerada do universo, foi colocada em xeque por matemáticos da Universidade da Califórnia, Davis, em artigo publicado nos Proceedings of the Royal Society A.

Energia escura e o modelo padrão

O estudo questiona o modelo Lambda-matéria escura fria, base do Big Bang na cosmologia atual. Blake Temple, professor emérito da UC Davis e autor correspondente, afirma que os cálculos indicam instabilidades nas equações de Einstein-Euler.

Essas equações combinam relatividade geral e dinâmica dos fluidos para modelar galáxias, buracos negros e expansão cósmica. Para Temple, os espaços-tempos de Friedmann, usados na expansão do universo, seriam instáveis no Big Bang.

Ele compara o modelo a um lápis equilibrado na ponta: embora seja uma solução das equações, qualquer perturbação o derruba. Na avaliação do matemático, soluções instáveis não seriam observadas na natureza.

Expansão sem constante cosmológica

A constante cosmológica apareceu nas equações de Albert Einstein em 1915, quando ele buscava um universo estático. Depois da descoberta da expansão por Edwin Hubble, em 1929, Einstein abandonou essa ideia, retomada nos anos 1990.

Temple e colegas defendem que a aceleração pode surgir diretamente das equações de Einstein-Euler, sem inserir energia escura. O grupo utilizou uma versão autossimilar das equações de Einstein para analisar a estabilidade dos modelos de Friedmann.

O artigo afirma que os espaços-tempos de Friedmann são instáveis a perturbações radiais em grandes escalas, com ou sem energia escura. Para os autores, isso coloca em dúvida a viabilidade do modelo Lambda-matéria escura fria.

O que muda na leitura do universo

Os cálculos reacendem o debate sobre o princípio copernicano, que sustenta que a Terra não ocupa posição especial no universo. Temple afirma que tanto o modelo padrão quanto um espaço-tempo esfericamente simétrico exigem um lugar especial para serem plausíveis.

Mais informações em royalsocietypublishing.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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