Empresas que se uniram contra o uso da energia solar são derrotadas no TCU

Valdemar Medeiros
por
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19-04-2021 12:14:03
em Energia Renovável
Energia solar - TCU - empresas Painel solar representando energia limpa – Fonte: renewables NOW

Empresas do chamado Lobby milionário contra o uso de energia solar tiveram as decisões suspensas no TCU, pelo ministro Aroldo Cedraz

Nesta quarta-feira (14), foi suspensa, pelo ministro Aroldo Cedraz, os efeitos da decisão do próprio TCU, que prejudicava o sistema de energia solar na modalidade de geração distribuída, inviabilizando as micro e minigeradoras de energia solar em residências e empresas. Com isso, a Aneel fica incapaz de anular políticas à geração de energia solar renovável, asseguradas desde 2014.

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Ceder à pressão das empresas distribuidoras, que cobram abusivamente até pelos postes e fios de outras minigeradoras que investiram em energia solar, seria um grande retrocesso ao desenvolvimento renovável do País.

Entenda mais sobre o Lobby milionário das empresas que votaram contra o uso de energia solar  

Já citado em outra matéria aqui no CPG, o Lobby milionário das empresas que vão contra a energia solar se trata de empresas distribuidoras de energia que se associaram a ONGs, e até mesmo ONGs de “defesa do consumidor”, para pressionar outras minigeradoras pelo fim do uso da energia solar no Brasil, prejudicando milhares de pessoas, prefeituras, tribunais de contas, empresas, e até mesmo o STJ, que foram atraídos por licenças da Aneel.

As empresas investiram em contratos com lobistas, em contratos pagos pelo próprio consumidor, na conta de luz. O Lobby iria deixar cerca de 247 mil pessoas desempregadas. Tendo em vista que, apenas no fim do ano passado, a taxa de desemprego no país foi de 14,1%, ou seja, 14 milhões de pessoas, e, em 2021, a energia solar gerou mais de 147 mil novos postos de trabalho.

Expectativa do mercado de energia solar para este ano

O Mercado de Energia fotovoltaica em 2021

O ano de 2021 trará para a energia solar um aumento de aproximadamente de 5,09 GW em potência instalada no Brasil, ou seja, um aumento de 68% em relação ao reunido até o fim do ano passado, segundo o estimado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

A geração distribuída, que é composta por sistemas de 5MW localizados próximos ou junta a unidade consumidora, devem representar uma parte que mais irá crescer, com uma projeção de 90% em seu crescimento, havendo uma transição de 4,4 GW para 8,3 GW. Já a geração centralizada, composta pelas grandes usinas, deve crescer aproximadamente 37%, indo de 3,1 GW para 4,2 GW.

As crescentes preocupações ambientais, como as emissões de gases de efeito estufa, acompanhadas pelo aumento do consumo de energia, estão levando as indústrias a recursos de energia mais sustentáveis ​​e econômicos. É provável que esses fatores impulsionem positivamente o crescimento do mercado de energia solar.

O aumento na demanda, por fontes alternativas de energia e políticas governamentais de apoio para instalações de painéis solares em telhados, impulsiona o crescimento do mercado global de energia solar. No entanto, aumentos nos planos tarifários dos governos dificultam o crescimento do mercado. Por outro lado, o crescimento dos investimentos em P&D para desenvolvimento de módulos solares de alta eficiência de terceira geração abre oportunidades nos próximos anos.

Sobre o TCU

Quase tão antigo quanto a própria Republica do Brasil, o TCU foi criado dois anos após a proclamação, em 1891, com a principal função de acompanhar a execução orçamentária e financeira do país. Essa atuação do TCU é dada a nível federal.

Um fato importante sobre o TCU é que, da mesma forma do Ministério Público, ele não é subordinado a nenhum dos três poderes, apesar de estar ligado ao Legislativo.

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Valdemar Medeiros
Formado em Segurança do trabalho, especialista em marketing de conteúdo em conjunto de ações de SEO e Universitário de Publicidade e Propaganda.