O empresário Juliano Custódio relata que faliu aos 33, devia até para a sogra e perdeu apoios, mas recomeçou com o blog Eu Quero Investir. Anos depois, a EQI Investimentos virou corretora e assessoria com quase R$ 50 bilhões sob custódia, 80 mil clientes e 14 escritórios pelo Brasil inteiro.
O empresário Juliano Custódio descreve uma virada que começa no pior cenário possível: falência, dívida familiar e abandono de pessoas próximas. O ponto central não é o tom motivacional, e sim a mecânica do recomeço, com escolhas que ele diz que teria feito diferente se tivesse aprendido antes.
O empresário afirma que a mudança não veio de um “grande golpe”, e sim de disciplina e comunicação, com um blog de educação financeira que virou canal de aquisição, confiança e, depois, negócio. A história também expõe o preço social de crescer, do isolamento na liderança à pressão de manter coerência quando o dinheiro aparece.
A falência aos 33 e o abandono que ele diz ter sentido
O empresário relata que, aos 33 anos, estava falido e devendo até para a sogra. Ele afirma que, quando quebrou, “muita gente” ao redor se afastou, e que isso pesou mais do que a perda financeira em si.
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O colapso, na versão dele, foi também de rede social e reputação, não só de caixa.
Ele também descreve um período anterior marcado por decisões ruins e arrependimento, dizendo que “se soubesse” o que sabe hoje, teria evitado “um monte de zebra”.
Esse trecho importa porque dá o tom do que vem depois: o empresário não coloca a culpa num inimigo único, e sim na soma de escolhas, pressa e falta de preparo emocional para lidar com dinheiro cedo.
O blog como ferramenta de confiança, não como atalho
O empresário afirma que decidiu recomeçar do zero com um blog de educação financeira chamado Eu Quero Investir.
A ideia era produzir conteúdo e tentar convencer pessoas, à distância, a confiarem nele para investir, algo que ele diz que foi tratado como impossível por quem o cercava na época.
A virada, segundo o relato, exigiu paciência: ele menciona meses até “acertar” sequência de comunicação e ganhar tração.
O detalhe relevante aqui é que o blog aparece como infraestrutura de credibilidade, e não como vitrine. Ele também cita a ida a um evento de marketing digital em Florianópolis, o RD Summit, como gatilho para entender o potencial de vender pela internet com método.
De “Eu Quero Investir” à EQI Investimentos e os números do crescimento
A trajetória descrita conecta o blog ao nascimento da EQI Investimentos, que ele hoje lidera como CEO e fundador.
No material citado, a empresa é apresentada como uma das maiores corretoras e assessorias do Brasil, com quase R$ 50 bilhões sob custódia, 80 mil clientes, 14 escritórios próprios, 50 filiados e cerca de 1.500 colaboradores.
O empresário também comenta uma mudança de marca e posicionamento: ele diz que um investidor teria deixado de investir por achar o nome “Eu Quero Investir” com aparência “muito varejo”.
A partir disso, ele descreve uma revisão de comunicação para parecer mais compatível com o público de maior patrimônio. Não é só produto, é percepção, e ele trata isso como parte do jogo.
Faculdade, disciplina e o argumento contra a “febre do diploma inútil”
O empresário diz que aprendeu disciplina na faculdade, cursando engenharia elétrica na UFRGS, porque precisava acompanhar um ambiente competitivo.
Ele sustenta que a maior lição não foi só técnica, mas “aprender a aprender”, conectando isso ao hábito de leitura e à necessidade de se atualizar em política e economia para trabalhar com investimentos.
Esse ponto é usado por ele para contrariar a narrativa de que faculdade “não ajuda em nada”.
A tese do empresário é que o diploma pode não ser o objetivo, mas o treino mental vira ferramenta, principalmente quando a carreira exige estudar continuamente e tomar decisão sob incerteza.
Princípios, golpes “sexy” e a solidão do empresário no comando
O empresário defende que atalhos de curto prazo cobram conta depois, e cita exemplos de promessas de retorno fácil e ostentação como sinal de alerta.
Ele menciona a comparação com Warren Buffett, dizendo que, na média histórica, o investidor teria feito cerca de 20% ao ano, para questionar discursos de ganho “rápido” e “garantido” em pouco tempo.
Ao mesmo tempo, o empresário descreve o custo humano da liderança: fala sobre delegar para não virar gargalo, sobre a rotina dividida entre Balneário Camboriú e São Paulo, e sobre o dilema de tempo com a família.
A narrativa insiste num ponto pouco romantizado: empreender pode ser solitário, porque o empresário não tem com quem “reclamar” sem afetar confiança, equipe e mercado.
O empresário Juliano Custódio apresenta uma sequência clara: queda aos 33, recomeço com blog, construção de processo e comunicação, e escala até a EQI Investimentos com números grandes e estrutura nacional. No caminho, ele mistura alertas sobre pressa, disciplina e coerência, e admite decisões que hoje faria diferente, como a venda de parte do negócio.
Na sua opinião, o que pesa mais na virada de um empresário que quebrou: disciplina, comunicação, rede de apoio ou timing? E se você estivesse devendo “até para a sogra”, você recomeçaria com um blog, com emprego fixo ou com outro negócio?


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