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Empresária abandona carreira consolidada na área da saúde após mais de uma década de trabalho e decide criar uma indústria própria, inaugurando uma cervejaria artesanal em Santa Catarina inspirada em experiências vividas durante uma viagem pela Europa

Publicado em 14/03/2026 às 11:43
Atualizado em 14/03/2026 às 23:37
Empresária troca carreira na saúde por cervejaria artesanal após viagem à Europa, investe em indústria, cria cervejaria e aposta na cerveja artesanal. imagem: IA
Empresária troca carreira na saúde por cervejaria artesanal após viagem à Europa, investe em indústria, cria cervejaria e aposta na cerveja artesanal. imagem: IA
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A decisão de trocar uma carreira consolidada na área da saúde por uma cervejaria artesanal surgiu após uma viagem pela Europa revelar um universo de sabores, estilos e tradições cervejeiras. Anos depois, o projeto virou realidade no Extremo-Oeste de Santa Catarina com a criação da cervejaria Big John.

A decisão de criar uma cervejaria artesanal mudou completamente a trajetória profissional de uma empresária Diovana Strieder Schacker catarinense que passou mais de uma década trabalhando na área da saúde antes de decidir investir em um sonho antigo: construir uma indústria própria e produzir algo que carregasse identidade e significado.

A ideia começou a tomar forma após uma viagem à Europa, onde o contato com novos estilos e tradições cervejeiras revelou um universo muito diferente das bebidas consumidas no Brasil. O que começou como curiosidade acabou se transformando em um projeto empresarial que anos depois resultaria na criação da cervejaria Big John, em Santa Catarina.

O sonho de ter uma indústria começou muito antes da cerveja

Antes de pensar em produzir cerveja, a empresária Diovana Strieder Schacker já carregava um objetivo antigo: construir uma indústria. Durante os anos de universidade, enquanto cursava Administração, ela refletia sobre os caminhos possíveis para empreender e enxergava três áreas principais: comércio, prestação de serviços ou produção industrial.

De acordo com informações do portal NDMAIS, a experiência no comércio surgiu ainda cedo, quando trabalhou na pequena loja da mãe. Nesse ambiente, teve contato direto com a rotina do negócio, desde tarefas operacionais até o atendimento ao público e a gestão básica do empreendimento. Esse aprendizado prático ajudou a construir a base empreendedora que mais tarde seria essencial para novos projetos.

Mesmo com o interesse pela indústria, o caminho profissional acabou seguindo inicialmente outra direção. Ela decidiu investir em um negócio mais consolidado, abrindo uma farmácia em um ponto estratégico da cidade.

O empreendimento teve bons resultados e abriu espaço para expansão dentro do setor de saúde. Com o passar do tempo, o negócio também passou a atuar no mercado de vacinas, em um período em que muitas imunizações ainda não estavam disponíveis pelo sistema público.

Durante mais de uma década, a empresária Diovana Strieder Schacker conciliou a administração da farmácia, de uma clínica de vacinas e também da clínica médica do marido. Ainda assim, o desejo de produzir algo próprio nunca desapareceu.

Uma viagem à Europa revelou o universo da cerveja artesanal

O momento decisivo aconteceu durante uma viagem pela Europa. Movida pelo desejo de conhecer a Alemanha, país de origem de seus antepassados, ela entrou em contato com um universo que até então desconhecia: o das cervejas especiais.

Nos bares europeus, a experiência foi muito diferente do consumo comum de cerveja no Brasil. Cada bebida apresentava aromas, sabores e características próprias. A cerveja deixava de ser apenas uma bebida refrescante e passava a ser apreciada como uma experiência sensorial completa.

Outro detalhe chamou atenção durante a viagem: mesmo cidades pequenas tinham diversas cervejarias locais. Cada estabelecimento possuía identidade própria, receitas específicas e ligação com a cultura da região.

Foi nesse momento que surgiu a ideia de transformar o antigo sonho da indústria em uma cervejaria artesanal. A partir dali, o projeto começou a ser desenhado.

Formação especializada abriu caminho para o novo negócio

Mesmo motivada pela ideia, transformar o projeto em realidade exigia conhecimento técnico. Na época, além de administrar os negócios da família, a empresária também era mãe de duas filhas pequenas, o que dificultava estudar fora do país.

A oportunidade surgiu em Santa Catarina com a criação da Escola Superior de Cerveja e Malte, em Blumenau, considerada a primeira instituição da América Latina dedicada exclusivamente à formação cervejeira.

Ela ingressou em uma pós-graduação na área e passou cerca de três anos viajando regularmente para estudar. O período de formação permitiu compreender profundamente os processos de produção, os estilos cervejeiros e a estrutura necessária para montar uma cervejaria artesanal.

Durante o curso, também participou de programas voltados à estruturação de cervejarias e ampliou sua rede de contatos no setor, conhecendo profissionais e parceiros que posteriormente contribuiriam para tirar o projeto do papel.

A criação da cervejaria Big John em Santa Catarina

Depois de elaborar o plano de negócios e definir os detalhes do empreendimento, chegou o momento de escolher o local da futura cervejaria. O espaço foi pensado para atender tanto à logística quanto ao potencial turístico da região.

A estrutura foi instalada em um terreno elevado próximo à rodovia, permitindo fácil acesso e também a possibilidade de receber visitantes interessados em conhecer o processo de produção.

Em 2017, após cerca de nove meses de obras, a cervejaria artesanal Big John foi inaugurada no município de Descanso, no Extremo-Oeste de Santa Catarina.

A abertura contou com cinco estilos de cerveja disponíveis nas torneiras e atraiu milhares de pessoas curiosas para conhecer o novo empreendimento. O evento marcou oficialmente a transição de uma trajetória profissional ligada à saúde para o universo da produção cervejeira.

O personagem que representa a identidade da marca

A escolha do nome da cervejaria também passou por um processo longo e criativo. Ao longo das discussões sobre a identidade da marca, foram avaliadas mais de 200 sugestões diferentes.

Duas opções chegaram à fase final: Pato Preto e Big John. A decisão final acabou favorecendo o segundo nome, principalmente pela possibilidade de criar um personagem simbólico para representar a cervejaria.

Assim nasceu Mr. Big John, figura que representa o espírito da marca. O personagem é descrito como um viajante que percorreu o mundo conhecendo culturas e estilos de cerveja, inspirando novas receitas a partir dessas experiências.

De acordo com a narrativa criada pela marca, Mr. Big John escolhe um chapéu diferente a cada manhã. Cada chapéu simboliza uma inspiração distinta que pode resultar em uma nova cerveja.

A proposta é transmitir criatividade, liberdade e conexão cultural dentro do universo da cervejaria artesanal.

O desafio de mostrar o valor da cerveja artesanal

Com a cervejaria em funcionamento, um dos principais desafios passou a ser explicar ao consumidor a diferença entre a produção artesanal e as bebidas fabricadas em larga escala.

Segundo a empresária, a proposta da marca não é competir com os preços mais baixos do mercado. O foco está em oferecer qualidade, identidade e experiência ao consumidor.

A cerveja artesanal, nesse contexto, é apresentada como uma bebida que envolve escolha, apreciação e convivência. Diferente do consumo rápido, ela costuma ser apreciada com calma e associada a momentos de encontro entre amigos e familiares.

A ideia central da marca é que os melhores momentos da vida acontecem ao redor da mesa, compartilhando histórias, sabores e experiências.

Uma mudança de carreira que transformou um sonho antigo em realidade

A trajetória que começou no setor de saúde acabou se transformando em um projeto industrial e criativo ligado ao universo da cervejaria artesanal. O caminho exigiu anos de preparação, estudos e planejamento, mas resultou em um empreendimento que reúne identidade, experiência e inspiração cultural.

Mais do que produzir bebidas, a proposta da cervejaria é criar experiências que conectem pessoas e histórias em torno de novos sabores.

Agora queremos saber a sua opinião: você teria coragem de abandonar uma carreira consolidada para seguir um sonho completamente diferente? Conte nos comentários o que faria em uma situação como essa.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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