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Empresa dos EUA coloca no espaço a maior rede de comunicações já vista, com satélite gigante de 2.400 pés quadrados que promete internet 4G e 5G direto no celular comum

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 13/02/2026 às 08:05
Atualizado em 13/02/2026 às 08:07
BlueBird 6 cria maior rede de comunicações em órbita baixa, com até 120 Mbps e planos de até 60 satélites no ano.
BlueBird 6 cria maior rede de comunicações em órbita baixa, com até 120 Mbps e planos de até 60 satélites no ano.
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Com 2.400 pés quadrados de abertura e capacidade de até 120 Mbps, o BlueBird 6 inaugura a maior rede de comunicações comercial em órbita terrestre baixa, com planos de lançar entre 45 e 60 satélites e atender quase 3 bilhões de assinantes por meio de acordos com mais de 50 operadoras móveis

A AST SpaceMobile anunciou em 10 de fevereiro a implantação do BlueBird 6, satélite com 2.400 pés quadrados que estabelece a maior rede de comunicações comercial já vista em órbita terrestre baixa, com banda larga celular de até 120 Mbps diretamente a smartphones padrão.

Maior rede de comunicações em órbita terrestre baixa

A AST SpaceMobile, sediada nos EUA, desdobrou com sucesso o BlueBird 6, seu satélite mais novo e ambicioso. Com aproximadamente 2.400 pés quadrados, cerca de 223 metros quadrados, ele detém o recorde de maior conjunto de comunicações comerciais já implantado em órbita terrestre baixa.

O anúncio foi feito em 10 de fevereiro. O satélite foi projetado para fornecer banda larga celular diretamente para smartphones padrão, sem modificações. O sistema tem como meta atingir velocidades máximas de 120 megabits por segundo.

Segundo a empresa, o BlueBird 6 oferece 10 vezes mais largura de banda que os antecessores da série BlueBird 1-5. A estrutura integra uma enorme matriz de antenas responsável por viabilizar conectividade de alto desempenho.

Tecnologia de beamforming e serviços 4G e 5G

O sistema utiliza tecnologia de beamforming para concentrar sinais em áreas de cobertura estreitas e de alta qualidade. Isso garante que serviços 4G e 5G, incluindo videochamadas, funcionem efetivamente.

A grande abertura do conjunto permite a formação de feixe, criando zonas de cobertura estreitas e altamente focadas no solo. O satélite concentra sinais com precisão para eliminar interferências e ampliar a capacidade da rede.

De acordo com a empresa, a abertura possibilita serviços completos de banda larga celular 4G e 5G, incluindo voz, dados e vídeo para smartphones padrão, sem modificações, em qualquer localidade.

“O BlueBird 6 é o resultado da combinação da fabricação americana especializada com a engenhosidade da engenharia de classe mundial”, afirmou Abel Avellan, fundador, presidente e CEO da AST SpaceMobile.

Avellan declarou que as equipes contribuem para o desenvolvimento de capacidades sem precedentes que mudarão a forma como o mundo se conecta em um mercado criado pela própria empresa. Ele acrescentou que o design exclusivo e o processo proprietário estão sendo desenvolvidos internamnte.

Cronograma de lançamentos e expansão da rede de comunicações

Em 23 de dezembro de 2025, o BlueBird 6 decolou do Centro Espacial Satish Dhawan a bordo do foguete LVM3 da Índia. Com o satélite totalmente implantado, a empresa direciona atenção ao lançamento do BlueBird 7.

O BlueBird 7 está previsto para o fim de fevereiro, a bordo do foguete New Glenn, da Blue Origin. A empresa projeta lançar entre 45 e 60 satélites até o final do ano.

Cada satélite deverá transportar 10 gigahertz de largura de banda para atender milhões de usuários móveis. Com lançamentos programados a cada um ou dois meses, o objetivo é criar uma cobertura global contínua.

A startup com sede no Texas estabeleceu parcerias estratégicas com AT&T, Verizon, Google e Vodafone. Com mais de 50 acordos com operadoras móveis, a empresa afirma poder alcançar quase 3 bilhões de assinantes em todo o mundo.

Essa estrutura permite integração da banda larga baseada no espaço às infraestruturas globais de telecomunicações já existentes, ampliando o alcance da rede de comunicações em escala mundial.

Impactos científicos e preocupações com brilho orbital

Desde o lançamento do protótipo BlueWalker 3 em 2022, a AST SpaceMobile demonstrou a viabilidade de torres de celular no espaço. Em 2023, o satélite facilitou a primeira chamada 5G para um smartphone padrão.

O sucesso técnico da missão, incluindo a implantação de cinco satélites adicionais de grande escala, intensificou uma corrida industrial espacial que preocupa a comunidade científica.

Astrônomos alertam que as grandes matrizes, comparáveis ao tamanho de quadras de tênis, estão superando em brilho a maioria das estrelas e ocupando o céu noturno.

Observações da primeira série BlueBird registraram brilho médio de 3.44, com picos de 0.5, tornando-os alguns dos objetos mais brilhantes no céu noturno. Isso cria interferência visual que ameaça telescópios baseados no solo.

Além disso, a expansão de mega-constelações de satélites alimenta uma crise orbital marcada por congestionamento extremo e maior risco da Síndrome de Kessler, efeito em cadeia de colisões que pode tornar o espaço inutilizável.

O avanço da maior rede de comunicações comercial já vista em órbita terrestre baixa ocorre, portanto, em paralelo a debates sobre sustentabilidade espacial e impactos na observação astronômica.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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