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Pressão de moradores faz concessionária de energia dos Estados Unidos suspender negociação com data center que poderia exigir 500 megawatts até 2032 e demandar novas linhas, reforços na rede elétrica e grandes investimentos em infraestrutura

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/06/2026 às 15:13
Empresa de energia suspende negociação com data center de até 500 MW após pressão popular por transparência sobre custos e impactos.
Empresa de energia suspende negociação com data center de até 500 MW após pressão popular por transparência sobre custos e impactos.
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Uma concessionária de energia dos Estados Unidos suspendeu as negociações para abastecer um possível data center de grande porte no estado de Washington após moradores, clientes e autoridades locais cobrarem mais transparência e participação pública nas discussões.

A empresa responsável pela negociação é a Avista, companhia norte-americana que produz, transmite e distribui eletricidade, além de fornecer gás natural. Com sede em Spokane, a concessionária atende aproximadamente 422 mil clientes de energia elétrica e 383 mil de gás em Washington, Idaho e Oregon.

Projeto poderia consumir até 500 megawatts

O cliente, cuja identidade não foi divulgada, solicitou inicialmente uma potência de 125 megawatts a partir de 2029. A demanda poderia aumentar gradualmente até alcançar 500 megawatts em 2032.

O megawatt é uma unidade usada para medir potência elétrica. Um empreendimento com demanda de 500 MW exigiria uma quantidade muito elevada de energia disponível continuamente, além de possíveis ampliações nas linhas de transmissão e em outras estruturas da rede.

Embora o projeto tenha sido relacionado ao avanço dos serviços digitais e da inteligência artificial, não existe confirmação oficial de que o data center seria dedicado especificamente à IA. A localização exata também não foi revelada.

Avista interrompe negociações após questionamentos

A Avista anunciou a pausa em 12 de junho de 2026, afirmando que precisa considerar as manifestações da comunidade e discutir com órgãos governamentais um processo mais claro para analisar grandes consumidores de energia. O empreendimento não foi definitivamente cancelado.

A concessionária também declarou que seus clientes atuais não devem pagar pelas obras necessárias para atender ao data center. Um eventual contrato ainda dependeria de estudos técnicos, reforços na rede e aprovação dos reguladores.

Sem empresa identificada, endereço definido ou acordo aprovado, ainda não existem números confirmados sobre empregos, investimentos, arrecadação tributária ou impactos ambientais do empreendimento.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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