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Em parceria com a Vale, Petrobras abastece navio com mistura de óleo de cozinha usado em iniciativa que reforça metas de descarbonização até 2050

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 25/04/2025 às 10:25
Petrobras, combustível, óleo de cozinha, Vale
Créditos: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Iniciativa pioneira utiliza óleo de cozinha reciclado para criar combustível sustentável e reforça metas de descarbonização até 2050

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (24) uma nova parceria comercial com a Vale para abastecer um navio com combustível bunker misturado a conteúdo renovável. A iniciativa utiliza óleo de cozinha usado como matéria-prima para produção de biodiesel.

Composição do combustível e operação em Singapura

O combustível, conhecido como Very Low Sulfur (VLS) B24, é composto por 24% de biodiesel e 76% de óleo combustível fóssil. Esse produto foi desenvolvido pela Petrobras Singapore, representante da estatal brasileira no país asiático.

O navio graneleiro Luise Oldendorff, contratado pela Vale, recebeu o abastecimento em Singapura na última terça-feira (22).

Impacto ambiental e objetivo da iniciativa

O bunker tradicional é um combustível derivado do petróleo, utilizado em embarcações marítimas e emissor de gases do efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono (CO2).

A adição do conteúdo renovável no VLS B24 contribui para reduzir a emissão desses gases, que estão ligados ao aquecimento global e às mudanças climáticas.

A parceria continua em fase de testes e realizada por meio da subsidiária da Petrobras em Singapura. De acordo com comunicado da estatal, a iniciativa “dá continuidade à parceria estratégica entre a Petrobras e a Vale”, focando em produtos mais competitivos e no avanço das ações de descarbonização.

Alinhamento com metas globais de emissões

O desenvolvimento do VLS 24, como é chamado, representa um passo dentro do esforço global para reduzir emissões no setor marítimo.

O projeto está alinhado com o acordo da Organização Marítima Internacional (IMO), que busca zerar as emissões de gases do efeito estufa no transporte marítimo até 2050, inclusive por meio de compensações.

A IMO é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) que regulamenta o transporte marítimo global. O Brasil é um dos 176 países integrantes da entidade. Se o acordo for ratificado, ele será adotado em outubro e entrará em vigor em 2027.

Compromissos da Petrobras e da Vale

A Petrobras destacou que a parceria também acompanha a meta da Vale de reduzir em 33% suas emissões diretas e indiretas de GEE até 2030. A estatal reforçou que a iniciativa “está alinhada à estratégia de desenvolvimento e oferta de novos produtos, em direção a um mercado de baixo carbono”.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que a companhia está investindo no desenvolvimento de combustíveis mais sustentáveis. Segundo ela, o objetivo é “entregar ao mercado produtos mais verdes e reforçar nossa estratégia de descarbonização“.

Gustavo Pimenta, CEO da Vale, afirmou que a mineradora está avaliando diversas alternativas para reduzir emissões no transporte marítimo. Segundo ele, a empresa trabalha no “desenvolvimento de soluções multicombustíveis para navios novos e existentes”.

Experiência anterior com biobunker

A primeira experiência da Petrobras com o abastecimento de biobunker ocorreu em fevereiro deste ano. Na ocasião, o navio André Rebouças, da Transpetro, foi abastecido com o VLS em Singapura. Essa experiência anterior também integrou o processo de testes para o novo combustível.

A Petrobras reforçou que a iniciativa busca inovar para gerar valor aos negócios e viabilizar soluções de baixo carbono, dentro da sua estratégia de ampliar o portfólio em novas energias e descarbonização.

Com informações de DC Mais.

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Romário Pereira de Carvalho

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