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Eles não dormem, não recebem salário e aprendem sozinhos: robôs humanoides devem dominar as fábricas de carros nos próximos anos, substituindo a maior parte dos funcionários

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Escrito por Rannyson Moura Publicado em 21/01/2026 às 14:04
Assista o vídeoA Hyundai anuncia que robôs humanoides inteligentes começarão a operar em suas fábricas a partir de 2028. Com apoio da Boston Dynamics e da Nvidia, as máquinas prometem revolucionar a produção automotiva e gerar debates sobre o futuro do trabalho.
A Hyundai anuncia que robôs humanoides inteligentes começarão a operar em suas fábricas a partir de 2028. Com apoio da Boston Dynamics e da Nvidia, as máquinas prometem revolucionar a produção automotiva e gerar debates sobre o futuro do trabalho.
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A Hyundai anuncia que robôs humanoides inteligentes começarão a operar em suas fábricas a partir de 2028. Com apoio da Boston Dynamics e da Nvidia, as máquinas prometem revolucionar a produção automotiva e gerar debates sobre o futuro do trabalho.

O avanço dos robôs humanoides deixou de ser apenas um tema de filmes futuristas. Agora, ele se aproxima do chão de fábrica. A Hyundai confirmou que começará a utilizar robôs inteligentes em suas linhas de produção a partir de 2028, em uma iniciativa que promete transformar radicalmente a forma como carros são fabricados.

Essas máquinas não dormem. Não recebem salários. Não precisam de iluminação especial nem de ar-condicionado. Além disso, conseguem aprender tarefas sozinhas. Esse novo cenário levanta uma pergunta incômoda: até que ponto o trabalho humano será necessário dentro das indústrias?

Um projeto que une gigantes da tecnologia

O robô humanoide da Hyundai, chamado Atlas, foi desenvolvido em parceria com a Boston Dynamics, uma das empresas mais avançadas do mundo em robótica. O projeto também conta com o suporte da Nvidia, responsável pelo sistema de inteligência artificial que permite ao robô evoluir e se adaptar a novas funções.

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Segundo a montadora sul-coreana, o Atlas foi criado para operar em fábricas já existentes. Isso significa que ele não precisa de estruturas especiais. Ele se integra ao ambiente industrial atual e se ajusta conforme as demandas do negócio.

A própria empresa afirma: “O Atlas é construído para se integrar a fábricas pré-existentes, garantindo flexibilidade ao se adaptar às necessidades que surgem dos negócios, garantindo segurança, confiabilidade e previsibilidade”.

Capacidades que impressionam

O Atlas é um robô de propósito amplo. Ele consegue aprender tarefas complexas sem a necessidade de treinamentos longos. Cada unidade pode carregar até 50 quilos e executar atividades físicas intensas.

Além disso, ele opera em temperaturas extremas, que variam de -20 °C a 40 °C. O robô é à prova d’água, pode ser lavado e ainda troca sua própria bateria sem ajuda humana.

Outro ponto que chama atenção é seu “cérebro”. O sistema de inteligência artificial permite que o robô evolua, aprenda novos padrões e refine suas ações conforme o ambiente muda.

O que sabemos sobre o robô humanoide da Hyundai. Fonte: Divulgação.

De acordo com a Hyundai, os robôs humanoides iniciarão suas atividades em 2028, na fábrica de Savannah, nos Estados Unidos. No começo, eles executarão tarefas simples e altamente repetitivas, como o sequenciamento de peças.

Já em 2030, suas funções devem se expandir para a montagem de componentes dos veículos. Dessa forma, a empresa espera reduzir riscos físicos para os funcionários humanos.

A montadora afirma que a ideia é substituir pessoas apenas em atividades extremamente pesadas ou perigosas. Assim, os trabalhadores poderão migrar para funções de supervisão.

Outras montadoras também entram na corrida

A Hyundai não está sozinha. A BMW já testou robôs humanoides chamados Figure 02, que conseguiram coletar e montar partes de carrocerias com sucesso.

A Mercedes-Benz e montadoras chinesas também avançam com projetos semelhantes. Entretanto, quem promete ir além é a Tesla.

Elon Musk aposta no robô Optimus, que não apenas trabalharia em fábricas, mas também poderia atuar como assistente pessoal. Segundo Musk, o modelo terá sensores que imitam o tato humano, sendo capaz de segurar um ovo sem quebrá-lo.

Se empresas trocarem funcionários por robôs, quem deve ser responsabilizado pelo desemprego: o governo ou as próprias empresas?

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Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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