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Internado numa clínica de reabilitação na Paraíba, um ex-alcoólatra teve a ideia que virou sua vida do avesso: começou a recolher garrafas PET jogadas fora, virou gari e hoje fatura mais de R$ 7 mil por mês transformando o lixo que ninguém queria em vassouras ecológicas e cordas de varal

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 12/07/2026 às 13:51 Atualizado em 12/07/2026 às 13:55
Assista o vídeoNa Paraíba, o Gari Ecológico Giorggio transforma garrafas PET da varrição em vassoura de PET e cordas de varal e fatura mais de R$ 7 mil por mês.
Na Paraíba, o Gari Ecológico Giorggio transforma garrafas PET da varrição em vassoura de PET e cordas de varal e fatura mais de R$ 7 mil por mês.
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Conhecido como Gari Ecológico, Giorggio Abrantes montou em Aparecida, na Paraíba, uma pequena fábrica de produtos sustentáveis a partir do lixo que recolhe na varrição; a vassoura de PET e as cordas de varal viraram um empreendimento de reciclagem que dá renda e tira plástico do meio ambiente

A garrafa PET que você joga no lixo pode valer dinheiro na mão certa. Um gari da Paraíba entendeu isso melhor que ninguém e transformou o plástico descartado em um negócio que fatura na casa dos milhares. Segundo o g1, em reportagem de dezembro de 2025, Giorggio Abrantes, conhecido como Gari Ecológico, recolhe garrafas PET durante a varrição das ruas de Aparecida, na Paraíba, e as transforma em vassoura de PET e cordas de varal, faturando mais de R$ 7 mil por mês. O lixo de uns virou a matéria-prima de outro.

A lógica do negócio nasceu no próprio trabalho dele. Em depoimento ao g1, Giorggio explicou a origem da ideia: “Eu trabalho varrendo a rua e encontro muitas garrafas diariamente. Então resolvi aproveitar o que eu achava e fabricar algo bom, sustentável”, contou. A rua, que ele limpa todo dia, virou o estoque de matéria-prima da fábrica.

Como a garrafa vira uma vassoura de PET

O produto principal do Gari Ecológico é uma vassoura feita de plástico reciclado. Conforme o g1, Giorggio usa as garrafas PET recolhidas para produzir vassouras ecológicas e cordas de varal, itens de uso doméstico que ele fabrica e vende, sustentando um faturamento de mais de R$ 7 mil mensais. Cada garrafa que entra sai como produto de prateleira.

Vale explicar como funciona a transformação, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. Para virar vassoura de PET, a garrafa é limpa e cortada em tiras finas e compridas, que fazem o papel das cerdas. Essas tiras são presas em torno de um cabo e aparadas no comprimento certo, formando uma vassoura resistente e à prova d’água, já que o plástico não apodrece como a fibra vegetal. É um processo simples, feito à mão, que qualquer pessoa aprende, mas que ganha valor quando vira produção em escala e com acabamento caprichado, como o do Gari Ecológico.

Um negócio de reciclagem que dá lucro

Na Paraíba, o Gari Ecológico Giorggio transforma garrafas PET da varrição em vassoura de PET e cordas de varal e fatura mais de R$ 7 mil por mês.
Garrafas PET recolhidas para reciclagem (ilustrativa). CREDITO: Wikimedia Commons.

O caso mostra que reciclagem pode ser mais que consciência ambiental, pode ser renda. De acordo com o g1, o empreendimento de Giorggio na Paraíba já rende mais de R$ 7 mil por mês, um valor bem acima do que ele ganharia apenas com o salário de gari, provando que o produto reciclado tem mercado. A sustentabilidade, no caso dele, também paga as contas.

Esse tipo de negócio se apoia numa conta simples e poderosa, em observação desta redação, devidamente sinalizada. A matéria-prima, a garrafa PET, é praticamente de graça, porque é resíduo que ninguém quer, e muitas vezes chega até de graça pelas mãos de quem separa o lixo. Com custo de material perto de zero e um produto que tem procura, como a vassoura de PET, a margem de lucro fica alta. É por isso que a reciclagem de plástico virou porta de entrada para muitos pequenos empreendedores no Brasil: exige pouco investimento inicial e transforma um problema ambiental em oportunidade.

O Gari Ecológico e a marca do trabalho

Giorggio construiu mais que um produto, construiu um nome. Segundo o g1, ele adotou a marca Gari Ecológico e passou a divulgar o trabalho, unindo a atividade de varrição com a fabricação dos produtos reciclados, o que deu identidade ao negócio. O apelido virou marca, e a marca virou ponto de venda.

Ter uma marca faz diferença nesse tipo de empreendimento, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. Num mercado cheio de produtos parecidos, o nome Gari Ecológico conta uma história que o cliente compra junto com a vassoura de PET: a de que aquele objeto tirou plástico da rua e gerou trabalho. Esse valor agregado, o de comprar algo sustentável e com propósito, é o que permite cobrar um pouco mais e fidelizar quem se importa com o meio ambiente. A marca transforma reciclagem em diferencial de venda.

Divulgar o trabalho também abre portas de venda que a vassoura sozinha não abriria, ainda em leitura sinalizada. Ao mostrar o dia a dia da produção e o processo de transformar a garrafa PET em produto, o Gari Ecológico atrai clientes de outras cidades, encomendas e até convites para ensinar a técnica. Nas redes sociais, o vídeo de uma vassoura de PET sendo montada roda sozinho, porque une o apelo visual da reciclagem com a curiosidade de ver lixo virando utilidade. Esse alcance digital, de graça, funciona como uma vitrine que um pequeno negócio da Paraíba jamais teria numa loja física, e é parte importante do porquê o empreendimento sustentável dá tão certo.

Por que a vassoura de PET virou oportunidade no Brasil

Na Paraíba, o Gari Ecológico Giorggio transforma garrafas PET da varrição em vassoura de PET e cordas de varal e fatura mais de R$ 7 mil por mês.
Ponto de coleta de reciclavel (ilustrativa). CREDITO: Wikimedia Commons.

O caso da Paraíba se encaixa num movimento maior, em leitura desta redação, devidamente sinalizada. O Brasil consome uma quantidade enorme de embalagens plásticas, e boa parte das garrafas PET ainda não é reciclada, virando lixo em ruas, rios e aterros. Cada vassoura de PET e cada corda de varal feitas de garrafa reaproveitada tiram esse plástico de circulação, num serviço ambiental e sustentável que ainda gera renda para quem produz.

E há um recado de empreendedorismo que vale para muita gente, ainda em leitura sinalizada. Não é preciso um grande capital para começar um negócio de reciclagem: com material recolhido, uma técnica simples e disposição para vender, dá para transformar resíduo em produto sustentável. Histórias como a do Gari Ecológico mostram que a economia circular, aquela que reaproveita o que seria descartado, não é só discurso ambiental, é um caminho concreto de renda para quem enxerga valor onde os outros veem lixo.

Há ainda um efeito multiplicador que merece registro, ainda em leitura sinalizada. Quando um produto sustentável como a vassoura de PET dá certo e ganha visibilidade, ele inspira outras pessoas a montarem negócios parecidos nas próprias cidades, criando uma rede de pequenos fabricantes que vivem da reciclagem. Cada um recolhe o plástico da sua região, aprende a técnica e abre o próprio mercado, o que espalha renda e limpa o meio ambiente ao mesmo tempo. É assim que uma ideia simples, nascida da varrição de uma rua na Paraíba, pode virar um movimento sustentável muito maior do que uma vassoura.

Assista: o passo a passo da vassoura de PET

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Para ver de perto como o plástico vira vassoura, o melhor guia é o do próprio criador. No canal Giorggio e Maurílio Sobral, o Gari Ecológico mostra o passo a passo de como montar uma vassoura ecológica com garrafas PET, o mesmo processo que sustenta o negócio de reciclagem descrito pelo g1. Conta pra gente nos comentários: você já tinha visto uma vassoura feita de garrafa PET?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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