Após o acidente na BR-101 em Itajaí, Daniel, 10, saiu da UTI do Hospital Pequeno Anjo e avô Roberto Soares assumiu a guarda, dizendo que neto sabe das mortes do pai, mãe e avó e seguirá para São Paulo em ambulância cedida pela Prefeitura de Itajaí para continuar o tratamento
O acidente na BR-101, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, deixou um único sobrevivente: Daniel, de 10 anos. Entre 19 e 20 de fevereiro de 2026, o menino apresentou melhora e saiu da UTI do Hospital Pequeno Anjo, enquanto a família tenta reorganizar a vida em meio ao luto.
O avô, Roberto Soares, disse que assumirá a guarda e que a transferência para São Paulo será feita em ambulância, para manter o tratamento perto de familiares. A história mistura boletim médico, logística e uma cobrança por respostas que já chegou à delegacia e aos bastidores do atendimento.
O que se sabe sobre o acidente na BR-101 em Itajaí
Conforme o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, o engavetamento ocorreu na BR-101 e provocou interdição em Itajaí.
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A sequência descrita envolve uma carreta que atingiu o carro da família, depois uma Kombi, e, na sequência, o conjunto ficou prensado contra outro caminhão, com registro de explosão e mais um veículo envolvido.
As vítimas fatais foram identificadas como Kayo Alves, 32 anos, Camila Rios Lima, 31, e Cleonice Alves, 55.
A família havia saído de São Paulo com planos de turismo em Balneário Camboriú e no parque Beto Carrero World, em Penha, quando o acidente na BR-101 interrompeu a viagem na manhã de 18 de fevereiro de 2026.
Daniel, 10 anos, e o quadro de saúde após sair da UTI
O Hospital Pequeno Anjo recebeu Daniel em estado grave, e a evolução clínica foi apontada como suficiente para a saída da Unidade de Terapia Intensiva entre 19 e 20 de fevereiro de 2026.
O avô descreveu queimaduras de segundo grau e fratura na clavícula esquerda, além de hematomas, quadro que exige continuidade de cuidado e acompanhamento.
A família também tenta entender por que ele sobreviveu ao acidente na BR-101. Roberto afirma que o menino estava deitado no banco traseiro, no colo da mãe, e que dormia no momento do impacto.
Esse detalhe virou a peça mais dura da reconstrução do que aconteceu, porque a criança não guarda a mesma lembrança visual da colisão, mas foi exposta ao resgate.
A guarda com o avô e a conversa sobre as mortes
Roberto Soares disse que Daniel já foi informado das mortes do pai, da mãe e da avó.
Ele relata que, ainda no socorro, o menino ouviu comentários de que os demais ocupantes não haviam sobrevivido, e que isso contribuiu para que a criança formasse uma noção da gravidade antes mesmo de qualquer conversa familiar organizada.
Assumir a guarda, nesse contexto, não é só decisão doméstica.
É mudança de rotina, escola e rede de apoio, num intervalo em que o tratamento ainda não terminou.
A frase “vai morar comigo” não resolve o trauma, mas define o próximo passo enquanto a família tenta organizar velório e deslocamentos.
Ambulância para São Paulo e o peso da logística na recuperação
A transferência para São Paulo, segundo o avô, será feita em ambulância cedida pela Prefeitura de Itajaí.
A escolha tem lógica clínica e familiar: manter o cuidado próximo de parentes e reduzir a sensação de isolamento em um momento em que a criança está fragilizada e precisa de continuidade de atendimento.
Também é um retrato de como o acidente na BR-101 cria demandas fora do hospital.
Uma ambulância para longa distância significa planejar equipe, tempo de estrada e condições de acompanhamento.
Quando se fala em transferência, o que está por trás é uma operação completa, não apenas um deslocamento.
Herói anônimo, fogo controlado e o que ainda falta esclarecer
A família afirma procurar um “herói anônimo”, descrito como motorista de caminhão pipa que teria parado no local e usado a mangueira para combater o incêndio, evitando que o fogo consumisse o carro antes da chegada dos bombeiros.
O relato é tratado como peça importante do resgate, porque sugere que segundos fizeram diferença para o único sobrevivente.
Ao mesmo tempo, a reconstrução do acidente na BR-101 depende de laudos, depoimentos e registros, inclusive de imagens de câmeras de segurança citadas na apuração local.
Entre o que se viu na pista e o que será provado oficialmente, existe um intervalo que costuma alimentar dúvidas e disputas de narrativa.
Denúncia, revolta e investigação após o acidente na BR-101
O avô afirmou que o motorista da carreta foi liberado após prestar depoimento e disse acreditar que houve negligência.
Ele também alegou, sem apresentar provas no relato, que o condutor já seria reincidente em ocorrências de trânsito, e cobrou resposta das autoridades sobre o andamento do boletim e da responsabilização.
Esse tipo de declaração, em meio ao luto, precisa ser lido como acusação da família, não como conclusão.
O que se pode afirmar com segurança é que o acidente na BR-101 deixou três mortos da mesma família, um sobrevivente de 10 anos e uma investigação que tende a se alongar.
Quando a dor vira demanda por justiça, o tempo do processo raramente acompanha o tempo do sofrimento.
O acidente na BR-101 em Itajaí não terminou quando o tráfego foi liberado. Ele segue no Hospital Pequeno Anjo, na decisão do avô por assumir a guarda, na ambulância para São Paulo e nas perguntas sobre o que levou ao engavetamento e ao incêndio.
Para Daniel, o próximo capítulo é sobreviver ao depois, com tratamento e uma nova casa.
Se você já passou por um engavetamento grave ou acompanhou um caso parecido, o que você acha que deveria mudar primeiro para evitar tragédias como o acidente na BR-101: fiscalização de caminhões, punição mais rápida, estrutura de resgate, ou educação no trânsito nas rodovias?

