Com apoio do Sebrae Minas, Nayara Almeida estruturou o Hot Dogs da Nay como negócio de cachorro-quente para eventos, comprou carrinho, adotou motorhome sob encomenda e registrou 850 hot dogs vendidos no Carnaval de Lagoa Santa, usando 2025 para testar cidades e preparar uma agenda itinerante a partir de 2026.
O cachorro-quente se tornou o centro do modelo de negócio criado por Nayara Almeida, empreendedora de Lagoa Santa, na Região Central de Minas Gerais. Depois de reorganizar a carreira durante a pandemia, ela buscou uma operação de alimentação com baixo custo inicial, participação em eventos e possibilidade de expansão móvel.
Segundo a Agência Sebrae de Notícias Minas Gerais, em reportagem de Aline Reis, publicada em 25 de março de 2025, Nayara procurou o Sebrae Minas em maio de 2022, durante a Semana do MEI. A partir da orientação recebida, estruturou o Hot Dogs da Nay, iniciado em agosto daquele ano.
Ideia começou com alimentação de baixo custo e foco em eventos

Antes de consolidar o Hot Dogs da Nay, Nayara avaliou diferentes caminhos de atuação e identificou na alimentação uma alternativa mais acessível para começar. O cachorro-quente entrou no planejamento por ser um produto popular, adaptável a eventos e com operação relativamente simples para testar mercado.
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O diferencial da trajetória está menos na informalidade e mais na construção gradual do negócio. A empreendedora buscou consultoria, fez planejamento financeiro, avaliou investimento inicial e passou a trabalhar com estratégias de atendimento, apresentação dos produtos e fidelização de clientes.
Primeiro carrinho abriu espaço para testar o mercado
O planejamento inicial apontava necessidade de R$ 5 mil para a compra do primeiro carrinho. Segundo a reportagem, parte do valor veio de uma vaquinha, com R$ 1,2 mil arrecadados, e o restante foi complementado pelo marido, permitindo o início da operação.
Com o carrinho, o negócio passou a participar de eventos e a ganhar contato direto com o público. Essa fase funcionou como validação comercial, permitindo observar demanda, ajustar atendimento, organizar produção e entender quais ocasiões tinham maior potencial de venda.
Motorhome virou estrutura móvel para o Hot Dogs da Nay

O motorhome entrou na história como parte de uma estratégia de mobilidade. A família já conhecia esse estilo de vida desde 2019, mas a empreendedora afirma que era necessário se preparar antes de trocar a operação fixa por um formato itinerante.
Em julho de 2023, com fluxo de caixa mais estável, Nayara comprou um motorhome sob encomenda. O veículo passou a integrar a rotina do negócio como base móvel, permitindo pequenas viagens, testes em cidades próximas e participação em agendas comerciais fora do ponto de origem.
Carnaval mostrou o potencial das datas estratégicas
O Hot Dogs da Nay registra faturamento mensal entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, segundo a reportagem. No entanto, a empreendedora identifica datas comemorativas e eventos como momentos de maior volume, o que muda a lógica do planejamento comercial.
No Carnaval de Lagoa Santa, foram vendidos 850 hot dogs em quatro dias, com faturamento de R$ 13 mil. O resultado foi tratado como recorde do negócio e reforçou a importância de escolher bem calendário, localização e estrutura de atendimento.
Agenda regional prepara possível viagem pelo Brasil

A ideia de rodar o Brasil aparece como meta futura, planejada para 2026. Antes disso, Nayara pretende usar 2025 para testar experiências em cidades da região, organizar contas e formar reserva, evitando uma expansão sem preparação.
Em abril, a empreendedora planejava permanecer em Lagoa da Prata durante o mês, como parte desse processo de experimentação. A proposta é entender logística, legislação, deslocamento e comportamento de consumo em diferentes praças antes de ampliar a operação.
Reconhecimento veio com prêmio de empreendedorismo
Em 2024, Nayara venceu a etapa mineira do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria microempreendedora individual. A premiação reconheceu a trajetória do Hot Dogs da Nay e deu mais visibilidade ao projeto.
O reconhecimento também mostra como negócios pequenos podem ganhar estrutura quando combinam produto popular, orientação técnica, controle de caixa e leitura de mercado. A história não depende apenas de esforço individual, mas de planejamento, adaptação e uso estratégico de oportunidades.
O que esse caso mostra sobre negócios móveis
O caso do Hot Dogs da Nay mostra como um negócio de cachorro-quente pode sair do formato tradicional e ganhar uma lógica móvel, conectada a eventos, cidades, calendário turístico e atendimento direto ao público. A operação ainda está em fase de testes para uma expansão maior, mas já apresenta aprendizados sobre gestão e posicionamento.
Você acredita que negócios móveis de alimentação têm mais chance de crescer quando seguem eventos e temporadas, ou o ponto fixo ainda é mais seguro para pequenos empreendedores? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa.

