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Drones entram em ação enquanto equipes de jovens constroem 74 barragens artificiais e 100 estruturas rochosas para conter a erosão, recuperar córregos ameaçados e tentar devolver umidade e estabilidade a áreas em degradação

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 08/04/2026 às 11:03
Atualizado em 08/04/2026 às 11:46
Projeto em Wyoming usa drones, 74 barragens artificiais e 100 estruturas de pedra para restaurar córregos degradados.
Projeto em Wyoming usa drones, 74 barragens artificiais e 100 estruturas de pedra para restaurar córregos degradados.
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Drones passaram a monitorar uma restauração incomum em Wyoming, onde jovens construíram 74 barragens artificiais inspiradas em castores e 100 estruturas de pedra para conter a erosão, reter água nos córregos e tentar recuperar áreas degradadas perto de Big Piney e LaBarge

Em uma paisagem marcada por erosão, degradação e perda de habitat no sudoeste do estado americano de Wyoming, nos Estados Unidos, equipes de jovens passaram a fazer um trabalho incomum: construir, com as próprias mãos, estruturas que imitam barragens de castores para tentar recuperar córregos e áreas úmidas na bacia hidrográfica de LaBarge, perto das comunidades de Big Piney e LaBarge.

A iniciativa foi conduzida pelo Bureau of Land Management, o BLM, em parceria com os grupos Rocky Mountain Youth Corps, Montana Conservation Corps e American Conservation Experience.

Estruturas imitavam barragens de castores, mas sem castores

A intervenção realmente ocorreu sem a participação direta de castores. Em vez de depender dos animais para iniciar a recuperação natural do ambiente, o projeto usou estruturas conhecidas como Beaver Dam Analogs, ou BDAs, feitas por pessoas para reproduzir a função das barragens naturais.

O objetivo é desacelerar o fluxo da água, elevar a retenção hídrica na paisagem, reduzir a erosão e favorecer a regeneração da vegetação ribeirinha. O BLM descreve essas obras como barragens projetadas por humanos a partir do modelo criado pelos castores na natureza.

Equipe da American Conservation Experience construindo uma estrutura Zeedyk em Birch Creek. Foto de Janet Bellis.

Projeto ergueu 74 BDAs e 100 estruturas de pedra

As BDAs são montadas com postes de madeira fixados no leito do riacho e com galhos entrelaçados entre essas estacas.

No caso de LaBarge, foram erguidas 74 estruturas desse tipo ao longo de Pine Grove Creek. Além delas, as equipes também construíram 100 estruturas rochosas de Zeedyk nas bacias de Birch Creek e Dry Piney Creek.

Essas formações de pedra são usadas para conter o avanço da erosão em ravinas e canais laterais, dispersar o escoamento superficial e estimular o crescimento de vegetação em áreas fragilizadas.

Meta é frear erosão e recuperar a umidade da paisagem

A proposta central do projeto é impedir que os córregos continuem se aprofundando e perdendo conexão com suas margens, um processo que compromete a umidade do solo, a estabilidade das margens e a presença de vegetação.

Ao espalhar e reter a água por mais tempo, as estruturas podem melhorar a qualidade hídrica, contribuir para a recarga do lençol freático, reforçar o habitat ribeirinho para peixes e outros animais silvestres e diminuir o transporte de sedimentos.

Ideia também é atrair castores no futuro

Uma das apostas do BLM é que esse tipo de restauração funcione também como um empurrão inicial da natureza: ao criar condições mais favoráveis, as barragens artificiais podem tornar a área mais atraente para castores no futuro.

O vídeo oficial divulgado pelo órgão em fevereiro de 2024 afirma que a expectativa era justamente incentivar a chegada desses animais, além de enfrentar erosão e efeitos da seca em uma região pressionada por baixa disponibilidade hídrica.

Monitoramento por drone entrou nas atualizações do caso

As atualizações públicas mais concretas sobre o caso apareceram em agosto de 2024. Em 6 de agosto, o BLM oficializou o balanço inicial da ação em LaBarge, detalhando as equipes envolvidas e o número de estruturas concluídas.

Dois dias depois, o órgão informou que passaria a usar drones, chamados de UAS, para coletar imagens e documentar as condições do habitat e dos recursos naturais nas paisagens de restauração de LaBarge e Muddy Creek.

A tecnologia foi apresentada como ferramenta para medir resultados com imagens digitais de alta resolução e acompanhar a evolução das áreas tratadas.

Obra maior integra plano de restauração financiado pelo governo

Na mesma frente de recuperação ambiental, o BLM anunciou em agosto de 2024 um investimento de cerca de US$ 500 mil para remover uma barragem antiga e sem função em Wildcat Canyon e reconstruir canais menores, numa obra ligada ao controle da erosão e à redução do envio de sedimentos ao Upper Green River. O órgão afirmou que essa intervenção se somava aos esforços em andamento na Greater LaBarge Restoration Landscape.

Os trabalhos fazem parte de um programa maior financiado com recursos da Inflation Reduction Act.

O caso de Big Piney e LaBarge, assim, não foi uma experiência isolada, mas um exemplo de como engenharia manual de baixo impacto vem sendo usada para tentar reativar processos naturais em córregos degradados do oeste americano.

Mais informações em blm.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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