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Drone submarino a hidrogênio faz história ao viajar 2.024 km sem subir à superfície e mostra como missões no fundo do mar podem ficar muito mais longas, baratas e quase sem interrupções no futuro próximo

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 27/04/2026 às 13:22
Atualizado em 27/04/2026 às 20:29
Drone submarino a hidrogênio percorre 2.024 km submerso e completa missão de 385 horas sem emergir.
Drone submarino a hidrogênio percorre 2.024 km submerso e completa missão de 385 horas sem emergir.
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Veículo autônomo da canadense Cellula Robotics percorreu mais de 2.024 quilômetros totalmente submerso, completou 385 horas de operação e reforçou o uso de células de combustível de hidrogênio em missões submarinas longas, com menos recuperações, maior continuidade na coleta de dados e impacto direto em operações em alto-mar.

Um drone submarino desenvolvido pela canadense Cellula Robotics Ltd percorreu mais de 2.024 quilômetros totalmente submerso, movido por células de combustível de hidrogênio, e completou uma missão de 385 horas sem precisar emergir, em um marco para operações autônomas de longa duração debaixo d’água.

O veículo subaquático autônomo Envoy, antes conhecido como Solus-LR, foi construído pela empresa sediada em Burnaby, na província da Colúmbia Britânica. Durante a operação, o equipamento superou as especificações de desempenho publicadas para a plataforma e executou uma missão considerada mais próxima de cenários reais.

Drone submarino supera 2.024 km em missão totalmente submersa

A missão foi tratada como uma demonstração mais realista do alcance útil do Envoy, já que não se limitou a um deslocamento simples em linha reta. O percurso envolveu um perfil operacional subaquático representativo, com manobras e condições que ampliam o consumo de energia.

Ao longo das 385 horas, o drone submarino realizou mais de 4.000 curvas e manobras. Cada movimento adicional exigiu mais energia do sistema, o que tornou o resultado mais relevante para usos em que veículos autônomos precisam mapear o fundo do mar, inspecionar infraestrutura e navegar em ambientes imprevisíveis.

Neil Manning, CEO da Cellula Robotics, destacou que a importância do resultado está no fato de a distância ter sido percorrida com o veículo totalmente submerso. Para ele, o perfil da missão reflete melhor as operações submarinas reais do que um teste feito apenas em linha reta.

Hidrogênio alimentou o Envoy durante operação de 385 horas

O Envoy AUV mede cerca de 8,5 metros de comprimento, tem 1 metro de diâmetro e deslocamento aproximado de 3.700 kg. A plataforma também conta com configurações menores, desenvolvidas para atender necessidades específicas de missão e ampliar sua adaptação a diferentes cenários operacionais.

Durante a missão, o veículo foi alimentado por células de combustível de hidrogênio fornecidas pela Infinity Fuel Cell and Hydrogen, Inc., empresa sediada em Connecticut. A companhia projeta sistemas avançados de células de combustível PEM e eletrolisadores para aplicações aeroespaciais, subaquáticas e de defesa.

Em vez de depender apenas de baterias, a célula de combustível gerou eletricidade a bordo durante a operação. O sistema produziu apenas água como subproduto, reforçando a aplicação do hidrogênio em missões subaquáticas nas quais a autonomia é um ponto central.

Manning afirmou que esse tipo de autonomia pode reduzir recuperações, permitir operações mais contínuas e ampliar a eficiência em alto-mar. A capacidade de permanecer submerso por períodos mais longos é considerada um fator importante para operadores que dependem de dados constantes e menor interrupção operacional.

Autonomia pode reduzir recuperações e ampliar uso em alto-mar

A Cellula Robotics considera a autonomia um elemento decisivo para custo e eficiência em operações submarinas. Missões totalmente submersas por mais tempo reduzem a necessidade de recuperar e relançar o veículo, diminuindo o tempo de inatividade e mantendo a coleta de dados mais contínua.

Esse aspecto tem peso especial em alto-mar, onde as operações podem enfrentar limitações por clima, acesso de embarcações e logística complexa. Quanto menor a necessidade de intervenção, maior a possibilidade de manter missões autônomas de longo alcance em andamento.

William Smith, presidente e CEO da Infinity Fuel Cell and Hydrogen, afirmou que o marco mostra o que as células de combustível de hidrogênio podem viabilizar em operações submarinas reais. Ele também destacou o papel da tecnologia no aumento da autonomia e na redução da necessidade de intervenções.

Âncora de sucção amplia permanência em ambientes hostis

O Envoy é equipado com uma âncora de sucção capaz de fixar o veículo ao fundo do mar durante missões prolongadas em ambientes subaquáticos hostis. Esse recurso permite monitoramento contínuo e coleta de dados em operações que exigem permanência no local.

A plataforma pode ser aplicada em atividades que vão da pesquisa científica à segurança nacional. A capacidade de se manter submersa, gerar energia a bordo e operar por longos períodos amplia o alcance de missões em áreas remotas ou de difícil acesso.

A Cellula Robotics avaliou que o resultado demonstra o desempenho persistente e de longo alcance de um AUV em contexto operacional subaquático real. Para a empresa, o drone submarino reforça as células de combustível de hidrogênio como tecnologia viável e prática para operações submarinas autônomas prolongadas.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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